segunda-feira, novembro 24, 2008

Os bámpiros atacaruom o Puorto, Carago!

Ou mais exactamante, a base de operações foi uma terra com nome de peixe, onde me prometeram visões etéreas de galinholas, Ficedulas parvas e coisas que tais. Foi formado mais um grupo de gente sedenta de sangue mas as únicas vítimas foram mesmo as francesinhas do almoço de hoje, que ainda estou entupido até às goelas. Desta vez, a logística da coisa não foi tão complexa mas ainda implicou transferência de voluntários entre carros, aplicação prática de muitas horas a jogar tetris e um novo limite de tolerância ao odor corporal de anatídeos.
O regresso foi feito a sapar no nycteamobile - com o Sócio a sofrer em casa na esperança que a viatura chegasse ilesa à capital - com uma breve paragem por Brasfemes para trocar pitos por uma garrafa de geropiga e fatias de bolo*.
Podem continuar a mimar-me assim que eu gosto.
*PQT, os bolos estavam óptimos, os parabéns aos mestres pasteleiros. Depois da prova da tão afamada geropiga farei a minha apreciação.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Sobre pássaros e veneno


Colecção de Passeriformes venenosos (no sentido dos ponteiros dos relógios): Ifrita kowaldi, marcador preto+caneta de feltro aguarelável; Pitohui kirhocephalus, caneta de feltro aguarelável; Colluricincla megarhyncha, lápis de cor aguarelável.


Depois de ler um post no blog Tetrapod Zoology sobre o género Ifrita e sendo a conjugação pássaros-veneno-desenho um tema sempre actual esta semana fui aprofundar o assunto, tendo desculpa para mais uns esboços, inacabados como é costume.
Nas florestas da Papua-Nova Guiné vivem algumas espécies de Aves que têm a pequena particularidade de serem venenosas. Pois é, a pele e as penas contém alcalóides potentes, em tudo idênticos às Batracotoxinas presentes na pele dos Dendrobatídeos, que nem têm qualquer grau de parentesco com estes pássaros, pois vivem na América do Sul e por acaso, até são anfíbios (eu não queria usar o termo "rãs" para os designar mas se dissesse "anuros" se calhar ia haver gente que não iria fazer a mais pequena ideia do que raio era isso). Devido à grande semelhança entre os alcalóides destes 2 grupos, as toxinas presentes nestas Aves são designadas de homo-batracotoxinas. Os seus efeitos, quando ingeridos ou absorvidos são idênticos, tendo acções neurotóxicas (levando a paralisia de nervos periféricos) e cardiotóxicas. A sua fonte pensa-se que seja também a mesma: nem as rãs nem os pássaros sintetizam estes alcalóides, crê-se que estes sejam absorvidos a partir de Insectos (escaravelhos Melyridae, género Choresine) que compõem a dieta destes animais e que, secundariamente, fiquem sequestrados na pele.
Estão então descritos 3 géneros de Aves venenosas, todas endémicas da Papua-Nova Guiné:
Ifrita kowaldi, que até hoje ninguém sabe bem em que família colocá-la (no HBW acho que aparece entre os Cinclosomatidae);
Pelo menos, 2 espécies do género Pitohui, P. kirhocephalus e P. dichrous. Apesar de serem classificados entre os Pachycephalidae, este grupo tem sido alvo de alguma revisão taxonómica e no futuro, poderão aparecer associados a outro grupo de Corvóides qualquer. Este género foi o primeiro a ser descrito como venenoso e estas 2 espécies são exemplos interessantes de aposematismo (exibem uma coloração berrante vermelho-preto de aviso para potenciais predadores) e de mimetismo muelleriano (por terem um padrão de coloração idêntico uma espécie acaba por proteger a outra).
Finalmente, uma terceira espécie, Colluricincla megarhyncha, também classificado entre os Pachycephalidae aparenta ter penas e pele venenosa.
Portanto... quem quer ir anilhar para a Papua-Nova Guiné? Aqui, sim, é boa ideia usar luvas.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Iupi!

Às vezes coisas simples, como começar para a semana o curso avançado de ilustração científica, tem este efeito antídoto e torna-me um bocadinho menos Dr. Veneno. Ah! E esqueçam o nome pomposo, curso avançado de não-sei-quantos, é simplesmente terapia. Por outro lado, alguns irão achar que estou mesmo a precisar de outras terapias porque os desenhos estranhos vão regressar em força. Mas nesta fase já devem estar habituados.

terça-feira, novembro 18, 2008

Conceito de globalização

Esqueçam as manifestações, Buu! Abaixo a economia de mercado, fora com os Macdonalds, abaixo os governos, viva a anarquia, a globalização não é necessariamente má. Tem aspectos muito negativos e impactos profundos a nível ambiental e em muitos habitantes do planeta mas sem globalização...
... não seria possível gaiteiros, dançarinos de salsa e dançarinas de kizomba encontrarem-se numa tenda marroquina no Sahara para beber coca-cola e comer torradas.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Visão do inferno

Afinal o Inferno tem um aquecedor a óleo e é habitado por periquitos. E mandarins. E esquilos. Se trocarem "inferno" por "manicómio" a frase continua a fazer sentido. E mais que antibióticos aquela casa precisava era de prozac. E uma lobotomia. E, talvez um colete de forças, que devia estar tão na moda.

terça-feira, novembro 11, 2008

Insuficiência cardíaca aguda

...E os níveis de Dopamina e outros neurotransmissores vieram por aí abaixo.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Tradução simultânea

"A reunião está marcada das 18h às 19h"
Tradução: traz saco-cama que vais passar cá a noite. E já agora, um penico, que é chato sair a meio para ir fazer uma mija. Olha, não bebesses tantos cafés hoje.
"-Quer manteiga na sandes?"
"-Só um bocadinho."
"-OK."
Tradução: vou enfiar 1 kg de manteiga no pão, daquela com sal que não há cá merdas light isso é para tenrinhos, até te sairem lacticínios pelos ouvidos e as artérias chiarem com o colesterol (o mau, é claro) a passar.
"Ah... pois, mas não é esta fila. É aquela ali."
Tradução: pois, decidimos, pôr placas indicativas encriptadas para estupidamente perder meia hora na fila errada atrás deste senhor psicótico e complicado, que ainda por cima cheira a catinga que tresanda.
"Então ninguém se lembra? falámos disto a semana passada."
Tradução: Hello?! Alguém aí trouxe um cérebro?
"Está marcado para as 18h30."
Tradução: vais apanhar uma seca à espero dum filho da p**a que nem sequer pede desculpa por chegar atrasado, soltar os maus fígados e atirar-lhe a tartaruga e 2 abcessos à cara.
E pronto, foi o resumo de uma semana altamente poliglota e rica em mensagens subliminares que terminou.

segunda-feira, novembro 03, 2008

IlustraDouro - a fauna

Esboços de corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo). Grafite e aguarela.
Esboços de andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris) e dáurica (Hirundo daurica) feitos na fraga do Puio. Grafite.
Alguém identificou este grilo (família Tettigoniidae?)? Grafite.
Ainda há esboços de outros bichos mas ficaram muito foleirotes. Foram alguns exemplos do que foi possível produzir em 2 + 1/2 dias. Quando é a próxima ilustroExpedição?

IlustraDouro - a vegetação

Folhas de amendoeira. Marcador preto com pincel de água.
Cogumelo (eu sei que não é uma planta!!!). Lápis de cor em papel colorido.

Yuck! Uma exótica qualquer (quando me disseram que não era autóctone o desenho ficou por aqui). Gouache.
Pormenor de zimbro. Aguarela.
Folhas e bolota de carvalho (Quercus faginea). Aguarela.
Nota: infelizmente, as couves dominaram este projecto. É óbvio que ao frio e à chuva, qualquer bicho inteligente (excepto os ilustradores, que são uma espécie diferente e se deixavam ficar) se raspava para o quente da sua toca ou ninho. Excepto as plantas, que não se mexem. Ou estou a ser demasiado tendencioso?

IlustraDouro - as paisagens

Pormenor da paisagem perto de Ribeira de Mosteiro. Lápis pastel

Vista do rio Douro em S. João das Arribas. Grafite aguarelável

domingo, novembro 02, 2008

De regresso ao Douro

Após uma ausência de alguns dias, eis-me regressado das arribas do Douro e do Planalto Mirandês, desta vez sem andar atrás dos pássaros, sem burros nem gaitas de foles, mas a acompanhar o grupo dos ilustradores-seniores. Muito se poderia contar sobre 4 curtíssimos dias mas ficam algumas considerações:
É sempre bom passar por novas experiências, nomeadamente ter um furo na auto-estrada a 140 km/h, de noite, no meio de nenhures, com um frio de rachar, camiões a passar a razar, o c***ão do macaco defeituoso, a mudança criativa de pneu (nem vou entrar em pormenores) e fazer os restantes 400 km a 80 à hora. Só tenho a agradecer o trabalho de equipa da Morcega e dos nossos dois compinchas, que quase me viram transformar em Dr. Veneno, a deitar chispas dos olhos e tudo!
Apesar dos autóctones dizerem o contrário, já faz muito frio na região. Não tanto como naquela passagem de ano em que só faltou beber anti-congelante. Mas frio. Nem quero pensar quando lá voltar em Dezembro - já me estou a afiambrar à casa nova dos nossos anfitriões! Foi realmente pena o tempo não ajudar mas proporcionou alguns momentos marcantes como desenhar à chuva e entrar em modo R e pintar 4586 espécies diferentes de cogumelos numa tarde.
A desculpa dos desenhos para voltar à região e ver algumas paisagens - incluindo sítios novos, como o Penedo Durão e a ribeira de Mosteiro - de forma mais contemplativa e poder rever amigos. Ainda deu para ver uns passarões, rever os burros e comprar rifas para ganhar... uma gaita-de-fole! Afinal a trilogia pássaros-burros-gaitas afinal sempre esteve presente.
Inevitavelmente, a gastronomia: postas de vitela e bacalhau, alheiras e perninhas... de rã!! No jantar que ficou conhecido como "O meu primeiro Anfíbio". Agora só faltar passar perto de Mértola para provar as gambas típicas e marcar uma cruzinha nos Répteis. Paradoxalmente, descobri que consigo manter-me vivo um dia inteiro só com uma sandes de panado.
As pérolas que se viram e ouviram durante estes dias. Desde os pinguins do Laos que vivem na margem do rio Douro, os pedidos encarecidos do chefe para não me rir - ou, pelo menos, rir baixo, o passeio de barco-foguete, os bandos de origamis das arribas e a gincana para aceder à net Sábado à noite.
Como sempre, muito fica por relatar mas fica o desejo de regressar em breve. Seguem-se alguns dos desenhos produzidos.

terça-feira, outubro 28, 2008

E finalmente, o 100!

Ontem no Samouco as espécies que mais se viram foram o vento e a castanha assada (que foi uma excelente ideia para as noites de Inverno que se aproximam). Mas entre os pouco exemplares, emplumados, saiu-me este:
Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)
Até podia ter sido outra coisa, para marcar o número 100, um bufo-real, uma boneli, uma Porzana - até a palerma da agricola podia ter esperado um pouco - mas saiu-me uma gaivota. Paciência, parece que vou ter de abrir os cordões à bolsa ou pedir um patrocínio à Sagres para cumprir uma certa promessa...

segunda-feira, outubro 27, 2008

Os vampiros contra-atacam Aveiro

Ao regressar a Aveiro para formar uma nova fornada de vampiros-mirins, esperava que a a viagem fosse muito mais tranquila; afinal, estava praticamente tudo preparado e a postos para um fim de semana de sangria e cabidelas várias. Ledo engano. A ligação Lisboa-Coimbra-Brasfemes foi feita a sapar, tanto quanto o meu carro permitia, para ir buscar algum material e admirar a magnífica obra de engenharia galinácea no quintal do Pqt. Ao fazer-me à estrada para Aveiro, o depósito quase seco, fez-me parar numa estação de serviço quase só com umas gotinhas e o carro a mover-se pela energia dos berros e palavrões. O stress da viagem só terminou quando me encontrei com 2 compinchas na "Nau" para um óptimo almoço de rojões. Depois de uma tarde de blá-blá-blá, festa de aniversário em Ermesinde para enfardar leitão e empadas várias.
De noite , não sei bem porquê, sonhei que estava a ser assado vivo - obrigado, Sócio, por teres ligado o aquecimento do quarto nos 50º C, eu sei que faz frio no Porto. Regresso a Aveiro, para a preparação da cabidela e fim dos trabalhos. Chegou-se à conclusão que para dar alguma credibilidade ao curso, há que começar a chumbar pessoas; portanto, o senhor que andou a dar conversa ao presidente, a navegar na net e a requisitar bocados de esferovite, olha, temos pena...
Almoço no "Augusto" e pânico! - quem é que aparece a tocar violino? Acreditem que a música ainda era a mesma, sapatada incluída - e regresso a Lisboa para dizer Saludos à Pintinhas, que veio a terras Lusas.
Agora, é tempo de dizer: ainda bem que começou a semana para poder descansar...

sexta-feira, outubro 24, 2008

Para desenjoar...

Não estão já fartos de ver posts sobre passarada e passaralhos por estas bandas? Pois, para quebrar um pouco a monotonia - não ainda não vou dissertar sobre fantasias sexuais, erotismos de trazer por casa e as várias vertentes da pornografia - mas sim de um grupo muito particular de organismos. Também não são clamídias, gonorreias ou doenças herpéticas sexualmente transmissíveis, mas sim de um grupo de Répteis diápsides do Mesozóico. (Oohh... poderão alguns suspirar de decepção mas este blog nasceu nerd e há-de morrer completamente science-geek).
Pois tenho eu por hábito ter sempre um bloco ao lado do pc onde vou rabiscando qualquer coisa, ora enquanto leio pdfs de artigos, ora para desviar os olhos do ecrã. Ao fim de vários momentos de rabiscanço após alguns dias, tinha feito isto, que não é mais do que um retrato de família do grupo (Ordem?) Avicephala do período Pérmico-Triássico:

Apesar de ser um pequeno grupo (estão descritas umas 8 espécies) de pequenos Répteis (os maiores não deviam ultrapassar os 25-30 cms de comprimento), reuniam uma série de características muito particulares e, se ainda existissem hoje, iam certamente ser o maior sucesso nos terrários por esse mundo fora.

Ora os Avicephala dividiam-se em 2 famílias distintas: os Coelurosauravidae, do final do Pérmico e os Drepanosauridae, do Triássico. Um género, Longisquama spp, encontrado em rochas triássicas do Kyrguizistão (é assim que se escreve?), que aparece no canto superior esquerdo, terá maiores afinidades com a primeira família. A principal característica distintiva eram as estruturas em forma de folha, que foram alvo de inúmeras interpretações quanto à sua origem (proto-penas? escamas? folhas de plantas?), localização (paralelas ao longo dos flancos? em fiada ao longo do dorso?) e função (orgão planador? camuflagem? comunicação intra-específica?). Até hoje, ninguém se entendeu e apesar de tudo, a forma como aparece aqui representado, como Réptil planador, apesar de mais fixe, pensa-se não ser a mais exacta. Uma série de características anatómicas levou ainda a pensar-se que Longisquama estivesse próximo do ramo que terá dado origem aos Pterosauros ou mesmo às Aves (lá viemos cá parar novamente), mas hoje sabe-se que tal não está correcto.

Na família Coelurosauravidae incluem-se vários géneros de Répteis planadores do período Pérmico: Weigeltiosaurus de Madagáscar, Rautiania da Rússia e Coelurosauravus da Alemanha (em segundo plano, no canto inferior esquerdo), havendo quem refira que correspondem todos ao mesmo organismo. Ao contrário dos agamídeos do género Draco, actualmente existentes no Sudeste Asiático, que planam de árvore em árvore suportados por uma membrana estendida entre projecções das costelas, os Coelurosauravideos desenvolveram uma estrutura única mas convergente com a primeira: a membrana planadora era suportada por ossículos dérmicos alongados sem qualquer relação com as costelas.

A família Drepanosauridae engloba, de longe, as espécies mais interessantes. Ao longo dos anos, estes Répteis foram repetidamente interpretados como animais aquáticos, mas sabe-se hoje que as suas adaptações apontam todas para hábitos arborícolas, sendo frequentemente referidos como Simiosauria ou lagartos-macacos.

Megalancosaurus spp. foi encontrado em rochas no Norte de Itália e apresenta as especializações típicas do grupo: cabeça alongada quase projectando-se num bico, corpo lateralmente comprimido, dedos oponíveis, cauda comprimida lateralmente, preênsil e com um conjunto de vértebras fundidas na sua extremidade distal que funcionaria como um gancho, e processos espinhosos das primeiras vértebras torácicas extraordinariamente desenvolvidos. Esta última característica permitiria a inserção de músculos cervicais desenvolvidos de forma a permitir a projecção do pescoço e cabeça para capturar as presas (à semelhança do que os camaleões fazem hoje com a língua). Curiosamente, apenas alguns indivíduos possuiam polegares oponíveis nos membros posteriores, podendo sugerir algum grau de dimorfismo sexual.

De maiores dimensões, Drepanosaurus spp. também provém do Norte de Itália e apesar de o seu crânio ser desconhecido, a sua característica mais distintiva era a estrutura dos membros anteriores, muito robustos, com uma ulna desenvolvida e em forma de crescente e o dedo II com uma unha extraordinariamente desenvolvida. Supõe-se que estas características sejam convergentes como o membro anterior dos papa-formigas-sedosos (Cyclopes didactylus) e que este animal tivesse usado os seus membros para escavar os troncos em busca de insectos e larvas. Aparece no centro do rascunho.

Bastante mais pequeno que os anteriores mas também italiano, Vallesaurus spp. é o único género em que juntamente com os fósseis, foram encontradas impressões de pele, de textura granular. Aparece ao lado do Drepanosaurus spp.

Mudando para o continente americano, temos o género Dolabrasaurus spp, semelhante a Megalancosaurus spp, e Hypuronector spp., que aparece no canto inferior direito. Ao contrário dos restantes membros da família, a sua cauda não era preênsil mas muito alta e comprimida lateralmente, podendo ter sido utilizada como orgão de comunicação intra-específica. As reconstruções deste género são muito especulativas, já que grande parte do crânio e as patas nunca foram encontrados.

E por hoje, já chega de cromice. Mas digam lá se não ficavam espetaculares num dos meus terrários???

quinta-feira, outubro 23, 2008

Procura-se

Ficedula parva


Está a ocorrer uma invasão de parvos em Portugal (como se precisássemos de mais) e esta semana já foram apanhados em Coimbra e no Algarve. Como é, pessoal? Nós que estamos no meio vamos-nos deixar ficar?

terça-feira, outubro 21, 2008

Que classe...

Depois de uma manhã perfeitamente caótica com a capacidade de improviso a roçar o surreal, parei num Mac para comer qualquer coisa. Estava eu a sentar-me quando de uma mesa próxima, ocupada por um bando de pitas-sucedâneas-dos-morangos-com-açucar que já tinham chamado a atenção pela guincharia, se ouve um sonoro: "F***-se! Tinhas as mãos na c**a e agora levas à boca! Porca do C*****o!". Não é que me choquem os palavrões, em algumas situações de trânsito (e hoje de manhã também) sai-me o reportório completo. Mas ouvir da boca de miúdas que no Verão passado deviam estar a brincar com Barbies é outra coisa. Não fosse pelo almoço tipicamente corrosivo até diria que a azia foi resultado da banda sonora. Este país está perdido!

Exclusivo

Na sequência dos 2 posts anteriores (t-shirts + falta de juízo) pensei em algo exclusivo para mim e mais a ver comigo. Tcharam:

Se fosse eu a mandar, a anilhagem era muito mais divertida, com marcação de espécies de Aves tão variadas como Dromornis, Confunciosornis, Archaeopteryx, Hesperornis e Terópodes não identificados. Ou pensavam que era só el presidente que tem direito a t-shirts catitas?

Por encomenda

O presidente pede e os rascunhos surgem:



Era mais ou menos isto que querias ter ao peito, pqt? O resto do pessoal não fique demasiado invejoso, depois havemos de pensar em maneiras de me subornarem para ter um t-shirt fixe como esta ou então, formas de uma certa associação me presentear com oferendas.

domingo, outubro 19, 2008

É oficial:

2008 será lembrado como o ano em que TODA a gente perdeu o juízo!

Os vampiros atacam Aveiro

Ta ta ta-ra-ra ta ta ra-ra-ta (pás!)...
Como era mesmo a música que o cigano estava a tocar com o seu violino desengonçado? Felizmente, já consegui tirá-la da cabeça. No entanto, fica na memória a rota Lisboa-Fernão Ferro-Alverca-Tornada-Coimbra-Aveiro (perfeitamente normal...) para chegar ao local de mais um curso de formação de vampiros-mirins, a caça ao pombo na Tornada, o excelente almoço de queijo e chanfana em casa do pqt (ainda agora, cada vez que penso no queijo deixo escorrer um fiozinho de baba), o raio do comando manual de slides que estava avariado, o jantar de bacalhaus de outros planetas (eu avisei que esta tirada dava direito a aparecer aqui...), a estranha fauna nocturna de Aveiro, as novas técnicas de recolha de sangue por projecção dos passarinhos contra as paredes, o almoço (menos bom) de chocos panados - com arroz branco? iech!... - e o reencontro de algum pessoal porreiro- mais uns mesitos e fazíamos um encontro de gaiteiros. Ah! E diz que o curso também foi fixe...