terça-feira, dezembro 23, 2008
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Rabiscos
Tenho por hábito ter folhas de papel ao lado do PC, onde vou rabiscando coisas. Horas e horas de downloads (ver post anterior) resultaram nisto:


Moa-nalos ou Anseriformes ápteros havaianos, alfaiates perturbadores, fauna cambriana de Burgess, moluscos diminutos, marretas, girafídeos extintos, pássaros improváveis, utensílios de ninja, torneiras, ácaros e roedores mesoamericanos.
Um sinal claro e óbvio que o juízo foi-se...
Sou mesmo fácil
Esta semana, tive uma grande esfrega ao ego, que rapidamente se revelou numa armadilha bem urdida em que caí que nem um patinho. Depois de receber mails de colegas italianos a perguntar coisas sobre cortisol e xixi de hamster (sim, eu sei, pode parecer estranho), recebo um mail a convidar para ser revisor de um artigo científico. Por esta altura, estava já tão inchado que não cabia na sala.
Pior, o mail dizia ainda que oferecia livre acesso a dezenas, centenas de outros artigos e subitamente, imaginei-me a navegar por um oceano de conhecimento e confesso que nem vi mais nada. O pior é que nem me posso queixar das letrinhas pequeninas, estava bem escarrapachado o título do artigo que aguardava a minha atenta revisão.
Também achei chato, depois de horas a fio a fazer downloads intermináveis de tudo o que me interessava dizer "Ah e tal, temos pena". Por isso, lixei-me com F grande e já tenho um belo de um TPC para as férias.
Alguém aí percebe alguma coisa de desenvolvimento e regeneração neurológica em porquinhos-da-índia?
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Anúncio oficial
Informo todos os interessados (ou talvez nem por isso) que hoje entrei oficialmente de...
FÉRIAS DE NATAL!!!
Ho-ho-ho! E isto não é o pai Natal a rir-se (se bem que possa enganar alguns), sou mesmo eu, imbuído de espírito natalício, a partilhar a boa nova. Antes de começarem a chover as mensagens de insulto e ameaças de morte, tenho a informar que vão ser só umas feriazitas a meio gás porque não encerrei toda a actividade profissional, tenho trabalho para despachar no PC, etc, etc. Já se sentem ligeiramente menos invejosos? Não?
Vá, todos a cantar comigo: É Natal! É Natal!
terça-feira, dezembro 16, 2008
O homem dos mil ofícios
Entre as minhas vastas e reconhecidas capacidades, todas exercidas com mestria e habilidade, junta-se mais uma, que é... (rufam os tambores)... inspector oficial de sopa!Tudo porque umas meninas encontraram uns OFNIs (Objectos Flutuantes Não Identificados) na tigela da sopa e vieram, movidas pelo pânico e asco de ter comido coisas não-comestíveis, perguntar o que era aquilo.
Claro que me diverti imenso, não só quando tentava conter o riso quando ia tecendo o meu diagnóstico - não, não são fios de feijão branco, parecem mesmo larvas de um insecto qualquer - e as moças oram iam ficando brancas, verdes, às riscas, tentando conter o vómito - sim, porque já tinham levado à boca duas colheradas daquela mixórdia - mas sobretudo quando andei o resto do dia, sorriso sádico mas simpático nos lábios, a perguntar a toda a gente se tinham comido sopa ao almoço.
Mas que exagero, também eram só uma dúzia de larvas, tenras e rosadas... por tigela de sopa!
sábado, dezembro 13, 2008
Já começou!
Ontem decorreu o primeiro de uma longa lista de jantares, almoços, lanches e ceias de Natal que aí se avizinham. Desta vez, o início das festividades coube aos agá-vê-éticos, presentes e passados, com uma mesa farta, onde não faltou o bolo rei. O melhor foram mesmo es extremos da refeição, começando nas tâmaras recheadas com queijo e terminando na mousse de maçã. E claro, todo o convívio. E vir com os bolsos cheios de bolas de neve. Tem a ver com a quadra!
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Promessas...
Depois de 3 horas infernais a preparar uma apresentação para hoje à tarde, em que o computador bloqueou, a internet estava lenta como um caracól, não encontrava os artigos que precisava e tive que recorrer a algumas liberdades criativas, eu juro que nunca mais deixo as coisas para a última da hora!
É que não compensa os cabelos brancos de trabalhar em contra-relógio nem a sande que teve de fazer as vezes de almoço. Começo a achar que é qualquer coisa kármica para me castigar pela outra apresentação, dos aracnídeos.
Mas... provavelmente, faria tudo na mesma. Pelo menos, para apreciar o sabor da adrenalina de trabalhar sob pressão. E para ver a expressão de terror causada por uma aranha num slide! E já sei que para a próxima prelectura - olha, é já na próxima segunda - vou deixar tudo para a última.
Novo patamar de ruindade
Fazer uma apresentação em PowerPoint com fotografias de aranhas (tinha a ver com o tema, agora não vem ao caso) a uma assistência composta por algumas pessoas com aracnofobia. Se soubesse, tinha posto mais fotos com tarantulas maiores e mais peludas!
Bwahahah!
(isto quer dizer que vou receber menos quantas prendas no Natal?)
quarta-feira, dezembro 10, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Non-sense weekend ou Elogio à alarvidade ou três dias no Minho
Este foi o fim de semana certo na altura certa. Foi bom regressar a uma de muitas zonas de conforto, desta feita entre os rios Lima e Minho. Basicamente, para comer, beber, dormir e fazer disparates.
Provou-se os melhores croquetes do mundo, tarte de chuchu, setas no forno, pizzas tresloucadas, pseudo-tiramisús, posta barrosã, clarinhas, sidónios, manjericos, bola e muito mais num frenesim que parecia que os estômagos destas 5 enfardadeiras não tinha fim. Sempre acompanhado de vinho verde, branco ou tinto.
Provou-se também que a idade não trouxe sabedoria. Ou pelo menos, juízo. Entre conseguir ver todos os sketches dos Conteporâneos, tumbas e tesourinhos deprimentes, conseguiu-se deixar a nossa marca indelével em estabelecimentos de restauração inocentes (isto sou eu a falar manuel-machadêz) como o Ancoradouro (onde alguém assediou lasciva e impiedosamente um funcionário) e o Natário (onde se diz que as gargalhadas da mesa do canto fizeram saltar as garrafas de tintol das estantes). Expressões e momentos para a posteridade, como os débeis atrás de cãezinhos na rua, as árvores que dão xailes, o desbaste à laranjeira do quintal e muito, muito mais. Tanto que tornou difícil o regresso à rotina.
Provou-se também que a idade não trouxe sabedoria. Ou pelo menos, juízo. Entre conseguir ver todos os sketches dos Conteporâneos, tumbas e tesourinhos deprimentes, conseguiu-se deixar a nossa marca indelével em estabelecimentos de restauração inocentes (isto sou eu a falar manuel-machadêz) como o Ancoradouro (onde alguém assediou lasciva e impiedosamente um funcionário) e o Natário (onde se diz que as gargalhadas da mesa do canto fizeram saltar as garrafas de tintol das estantes). Expressões e momentos para a posteridade, como os débeis atrás de cãezinhos na rua, as árvores que dão xailes, o desbaste à laranjeira do quintal e muito, muito mais. Tanto que tornou difícil o regresso à rotina.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Migração
Contrariando todas as rotas de migração, rumo ao Norte, com um stop-over-time (cromos ornitólogos, é assim que se diz?) de 3 dias em Moledo.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Novidades automobilísticas
Enquanto o meu carro dilecto do coração está na oficina a ser revisto, inspeccionado (finalmente!) e, pasme-se, a receber um travão de mão novo - Surpresa! quem andou comigo à boleia nos últimos meses se calhar não reparou que esta peça fundamental não funcionava - recebi um carro de substituição e tenho andado por aí a bombar nisto:

Kia picanto
Até é fixe mas... prefiro o meu, com riscos, borboleta no farol direito (fenómeno digno dos X-files) mas, vá lá, com um travão novo.
Very typical...
... como sempre, deixar acumular trabalho e os prazos de entrega estão aí a rebentar. Prevejo uma ou duas directas para entregar mais um artigo até 6ª (infelizmente ainda não vai ser a capa da Nature). Valham-me super-poderes!
terça-feira, novembro 25, 2008
segunda-feira, novembro 24, 2008
Os bámpiros atacaruom o Puorto, Carago!
Ou mais exactamante, a base de operações foi uma terra com nome de peixe, onde me prometeram visões etéreas de galinholas, Ficedulas parvas e coisas que tais. Foi formado mais um grupo de gente sedenta de sangue mas as únicas vítimas foram mesmo as francesinhas do almoço de hoje, que ainda estou entupido até às goelas. Desta vez, a logística da coisa não foi tão complexa mas ainda implicou transferência de voluntários entre carros, aplicação prática de muitas horas a jogar tetris e um novo limite de tolerância ao odor corporal de anatídeos.
O regresso foi feito a sapar no nycteamobile - com o Sócio a sofrer em casa na esperança que a viatura chegasse ilesa à capital - com uma breve paragem por Brasfemes para trocar pitos por uma garrafa de geropiga e fatias de bolo*.
Podem continuar a mimar-me assim que eu gosto.
*PQT, os bolos estavam óptimos, os parabéns aos mestres pasteleiros. Depois da prova da tão afamada geropiga farei a minha apreciação.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Sobre pássaros e veneno

Colecção de Passeriformes venenosos (no sentido dos ponteiros dos relógios): Ifrita kowaldi, marcador preto+caneta de feltro aguarelável; Pitohui kirhocephalus, caneta de feltro aguarelável; Colluricincla megarhyncha, lápis de cor aguarelável.
Depois de ler um post no blog Tetrapod Zoology sobre o género Ifrita e sendo a conjugação pássaros-veneno-desenho um tema sempre actual esta semana fui aprofundar o assunto, tendo desculpa para mais uns esboços, inacabados como é costume.
Nas florestas da Papua-Nova Guiné vivem algumas espécies de Aves que têm a pequena particularidade de serem venenosas. Pois é, a pele e as penas contém alcalóides potentes, em tudo idênticos às Batracotoxinas presentes na pele dos Dendrobatídeos, que nem têm qualquer grau de parentesco com estes pássaros, pois vivem na América do Sul e por acaso, até são anfíbios (eu não queria usar o termo "rãs" para os designar mas se dissesse "anuros" se calhar ia haver gente que não iria fazer a mais pequena ideia do que raio era isso). Devido à grande semelhança entre os alcalóides destes 2 grupos, as toxinas presentes nestas Aves são designadas de homo-batracotoxinas. Os seus efeitos, quando ingeridos ou absorvidos são idênticos, tendo acções neurotóxicas (levando a paralisia de nervos periféricos) e cardiotóxicas. A sua fonte pensa-se que seja também a mesma: nem as rãs nem os pássaros sintetizam estes alcalóides, crê-se que estes sejam absorvidos a partir de Insectos (escaravelhos Melyridae, género Choresine) que compõem a dieta destes animais e que, secundariamente, fiquem sequestrados na pele.
Estão então descritos 3 géneros de Aves venenosas, todas endémicas da Papua-Nova Guiné:
Ifrita kowaldi, que até hoje ninguém sabe bem em que família colocá-la (no HBW acho que aparece entre os Cinclosomatidae);
Pelo menos, 2 espécies do género Pitohui, P. kirhocephalus e P. dichrous. Apesar de serem classificados entre os Pachycephalidae, este grupo tem sido alvo de alguma revisão taxonómica e no futuro, poderão aparecer associados a outro grupo de Corvóides qualquer. Este género foi o primeiro a ser descrito como venenoso e estas 2 espécies são exemplos interessantes de aposematismo (exibem uma coloração berrante vermelho-preto de aviso para potenciais predadores) e de mimetismo muelleriano (por terem um padrão de coloração idêntico uma espécie acaba por proteger a outra).
Finalmente, uma terceira espécie, Colluricincla megarhyncha, também classificado entre os Pachycephalidae aparenta ter penas e pele venenosa.
Portanto... quem quer ir anilhar para a Papua-Nova Guiné? Aqui, sim, é boa ideia usar luvas.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Iupi!
Às vezes coisas simples, como começar para a semana o curso avançado de ilustração científica, tem este efeito antídoto e torna-me um bocadinho menos Dr. Veneno. Ah! E esqueçam o nome pomposo, curso avançado de não-sei-quantos, é simplesmente terapia. Por outro lado, alguns irão achar que estou mesmo a precisar de outras terapias porque os desenhos estranhos vão regressar em força. Mas nesta fase já devem estar habituados.
terça-feira, novembro 18, 2008
Conceito de globalização
Esqueçam as manifestações, Buu! Abaixo a economia de mercado, fora com os Macdonalds, abaixo os governos, viva a anarquia, a globalização não é necessariamente má. Tem aspectos muito negativos e impactos profundos a nível ambiental e em muitos habitantes do planeta mas sem globalização...
... não seria possível gaiteiros, dançarinos de salsa e dançarinas de kizomba encontrarem-se numa tenda marroquina no Sahara para beber coca-cola e comer torradas.
sexta-feira, novembro 14, 2008
Visão do inferno
Afinal o Inferno tem um aquecedor a óleo e é habitado por periquitos. E mandarins. E esquilos. Se trocarem "inferno" por "manicómio" a frase continua a fazer sentido. E mais que antibióticos aquela casa precisava era de prozac. E uma lobotomia. E, talvez um colete de forças, que devia estar tão na moda.
terça-feira, novembro 11, 2008
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