terça-feira, julho 14, 2009

Fim da digestão

Domingo foi um dia muito difícil e laborioso: depois do desfilar durante todo a tarde de chamuças, rissóis, saladas, entrecostos e febras, pudins, tartes e outras sobremesas, camarões, queijos vários e leitão, a digestão não podia ser fácil. Tanto, que obrigou a mudar das minis para a água castelo e deu direito a desapertar o botão das calças - mas por aquela hora, já não era o único - e se pensarmos que esta batalha foi travada sob um calor sufocante, a puxar pela sesta pós-prandial, não obstante o encharcar em cafés, dá para chegar a 2 conclusões inequívocas:
  1. até gosto de (alguns) baptizados;

  2. foi virtualmente impossível escrever uma única linha;
Sim, porque apesar de ter perdido os melhores caracóis do mundo, algures na Bica, entre conversas sobre música ou cinema, a sessão de PEEC na lagoa foi memorável porque, para além do enxame de andorinhas que fez tombar as redes, capturou-se um cromo novo, que o Sócio teve o prazer de marcar mantendo os dedos todos, e terminou-se os trabalhos da melhor maneira possível: com uma arca cheia de minis e uma pilha de sardinhas assadas e o insuperável pão de alfarim, quase mas quase tão bom como a bela da sardinha.


Quer-me parecer que as sessões de anilhagem do Sul estão a ganhar uns pontos às de outras paragens... Não vos parece?

Cochothraustes cochothraustes, ávida de esmagar umas cabeças de dedos.

quinta-feira, julho 09, 2009

Henkelotherium guimarotae

Que estranho, estarão alguns a pensar, um desenho completo. Mesmo que não o pareça, é mesmo para ficar assim. Aliás, nos próximos dias a produção de artes finais vai ter um pico e alguns leitores mais assíduos vão estranhar encontrar aqui coisas sem serem esboços ou caricaturas saídas do caderno do campo.


E porquê? Porque na verdade eu gostava era que um dia o Guia de Campo aparecesse nos Scienceblogs e porque de vez em quando tenho estes devaneios nerd. Nada de novo, portanto.


Mas porquê este bicho? Para começar, Henkelotherium guimarotae é um mamífero Driolestóide antigo, de pequenas dimensões (o comprimento da cabeça e corpo não ultrapassava uns 6-7 cm de comprimento), viveu no final do Jurássico e como se pode ver pelo cladograma ao lado (Ji 2002), ocupa uma posição evolutiva intermédia entre mamíferos ancestrais, como Morganucodon, e outros mais modernos. Felizmente, foram encontrados esqueletos praticamente completos e foi possível estudar bem a fundo a sua anatomia. Simultaneamente, estão presentes características anatómicas modernas, como a presença de uma fossa supra-espinhosa na escápula ou um colo do fémur bem definido, e outras, como a presença de côndilos assimétricos no fémur, consideradas primitivas (embora estejam presentes em algumas famílias de mamíferos modernos como tupaias e marsupiais didelfídeos) (Vazquez-Molinero 2008).
Para além disso, a coluna dorsal flexível, a cauda longa e falanges compridas sugerem adaptações a um estilo de vida arborícola ou, pelo menos, adaptado à locomoção num meio ambiente tridimensional. Todas estas características sugerem ainda um tipo de mobilidade moderna (mobilidade da escápula, abdução/adução dos membros, etc.)
Recentemente, os seus ossos do ouvido foram submetidos a exames de TAC e, novamente, foram detectadas características consideradas primitivas e outras mais derivadas, que permitiam detectar sons de alta frequência, tal como fazem os mamíferos modernos (Ruf 2009).
Finalmente, os fósseis desta espécie foram encontrados em Guimarota, perto de Leiria, colocando Portugal no mapa do estudo da evolução dos mamíferos mesozóicos (os fósseis de Haldanodon, outro mamífero jurássico basal também são tugas). Na altura, a região teria um ecossistema semelhante às Everglades, alternando zonas pantanosas com zonas de vegetação densa, habitat onde um mamífero de pequenas dimensões e arborícola se poderia movimentar com facilidade.
Mas a grande questão deve ser mesmo: porquê esta urgência em acabar desenhos? A ver vamos.

sábado, julho 04, 2009

Sterna nilotica

Ligeiramente mais bem disposto. Regresso ao Caia para terminar a marcação da colónia de gaivinas-de-bico-preto, niloticas para os amigos, almoçar no Mónaco e fazer um esboço rápido a guache a partir das fotos tiradas com a mega-máquina.

sexta-feira, julho 03, 2009

Pesadelo

Decididamente, ontem foi um daqueles dias em que devia ter ficado trancado em casa, com o ar condicionado ligado, a escrever projectos ou a corrigir certas coisas. Mas como ler calinadas de primeiro grau como "quidados" também faz mal à saúde, achei que lidar com mosquitos, carraças, variações térmicas de 20º C e morte por afogamento em barcos furados era bem mais simpático.
Portanto, era dia de ir à lagoa. Último dia do PEEC, garças e a rambóia do costume. Mas sobretudo, assistir a um certo episódio ofídico.
Às 5h15 já tinha saído de casa e uns 15 minutos depois estava no centro de Lisboa à espera de uma colega para lhe dar boleia. Quando rodo a chave na ignição, o QI faz um som vindo das entranhas que me fez gelar o coração, as luzes do tablier piscam e apagam-se e nada de arrancar. A cada vez que repetia a operação o resultado era o mesmo: uns gorgolejos e imobilidade.
Primeira ideia genial: o carro estava parado no meio da rua. Vamos fazê-lo recuar um pouco.
Pormenor: a rua tem uma suave inclinação e, apesar do carro ter ficado mais ou menos estacionado, foi muito divertido andar a fazer manobras sem direcção assistida. Mas pelo menos, assim não estorvava o trânsito.
Segunda ideia genial: o carro ficou parado num espaço de descargas de uma loja Modelo. Ainda estava a recuperar o fôlego e a ligar para o reboque quando estaciona um camião monstro para, pareceu-nos, largar hortaliças e peixe - que tinha um odor muito pouco saudável - tendo ficado a bloquear a rua. A partir daí, tenho a memória turva: estava a amanhecer, carros a buzinar, outros a fazer manobras suicidas, munícipes a gritar, as ambulâncias do INEM a querer sair, os chorrilhos de palavrões que larguei. Felizmente, chegou o reboque que, depois de largar uns parafusos (wtf?!) e ter içado o carro de uma maneira muito original me levou dali para fora, antes de ser linchado pela população ou que os funcionários do modelo começassem a atirar-me com fruta podre.
Depois do carro ficar na oficina veio a pior parte: o telefonema com o orçamento da reparação. Alternador, correia de distribuição, fusíveis, blá, blá,...
E é assim que vos escrevo, do leito do hospital, onde fui parar depois de ouvir um valor "assim por alto que falta o IVA" e ter tido três apoplexias. Tudo isto para dizer que nos próximos dias tenho mobilidade reduzida e que o estado de humor está a uns 10% daquela história do cinto em S. Tomé (os que assistiram devem estar a tremer de medo mas são uns exagerados). Portanto, tratem-me bem e tenham muita paciência comigo.

quarta-feira, julho 01, 2009

Globalização é...

Receber mails de colegas paquistaneses - por segundos ainda pensei que fosse uma mensagem-bomba ou qualquer artefacto terrorista mas quaisquer devaneios preconceituosos desvaneceram-se depois de uma rápida pesquisa no Google - a indagar coisas sobre um artigo de minha autoria publicado a semana passada nas américas. As voltas que as transfusões sanguíneas dão ao planeta!

Uma manhã... incipiente*

* Eu sei que sou previsível mas não resisti!


Pardais, melanocephalas, Cisticolas e melros resumiram a manhã que, apesar da monotonia ornitológica, deve ter batido records numéricos no PEEC deste ano. Também digno de nota foi a estreia de 2 maçaricas no maravilhoso mundo da anilhagem.
Estreia também da minha fantástica máquina fotográfica nova que, com o seu zoom telescópico, quase que tira fotos de minha casa para os bichos das salinas.

segunda-feira, junho 29, 2009

Próximas paragens

Lago Annsjon, Suécia. Já em Agosto.


Amazónia brasileira e rio Negro. Dezembro.

Com os bilhetes comprados, começa oficialmente a contagem decrescente para as viagens do ano.

domingo, junho 28, 2009

A jóia da coroa

Ninho de cegonha-negra (Cicconia nigra) com 3 crias em montado.

Paínho, está descansado que continuas com o título de animal do mês. Mas, há qualquer coisa diferente em entrar num montado algures no Alentejo com as lebres a correr ao fundo do campo e estar a uns escassos centímetros desta espécie e marcá-la, fazendo o devido jogo de cintura para escapar às suas bicadas e jactos cloacais. Foi o final de uma semana de ornitologia de campo praticamente imbatível, quer pelas espécies com que trabalhei, quer pelos locais e pronto, vá lá, pelo pessoal que foi fazendo companhia.

Field Ornithology

Estava eu a queixar-me, coisa rara dizem-me, no outro dia, que já não ia para o campo há uma eternidade. Claro que o sentido de tempo é relativo, especialmente, para quem já tenha estado em S. Tomé, e nesta caso, o tempo eterno resumia-se a 2 semanas. Realmente, os últimos dias, a começar nos paúis do Baixo Mondego, serviram mesmo para re-oxigenar o cérebro, impedindo-me de ter motivos de queixa para os próximos tempos. Se bem que a pesar nas curtas horas de sono e no acumular de trabalho mas, como sempre, trata-se de uma questão de prioridades.
Posto isto, depois de uma breve passagem pelo Samouco e de uma tarde de trabalho na Sexta, rumou-se ao Alentejo profundo para mais uma mega-operação, desta vez na terra, água e ar. A juntar à colecção, um cromo novo, Sterna nilotica.
O tagaz, que à partida, não parece nada mais que qualquer outra andorinha-do-mar de patas compridas, revelou-se numa espécie cheia de pormenores interessantes, desde ao relativamente longo período até alcançar a idade reprodutora, a dispersão meio nómada pelas ilhas de lagos e barragens do interior, a biologia reprodutora e a dinâmica das colónias, a dieta meio surpreendente (Alburnus, rãs-verdes, grilos e gafanhotos) e, sobretudo, o aparato e logística envolvidas para a sua marcação. Uma manhã muito bem passada, em boa companhia e com direito a uma jola fresquinha seguida de um mergulho no Caia.

quinta-feira, junho 25, 2009

Animal do mês de Junho

Ainda custou a decidir, mas é inequívoco que quem ganha este mês é o paínho (Hydrobates pelagicus), mesmo com uns esboços básicos feitos a partir de fotos manhosas e com 2 horas de sono.

Eles andem aí!

Ah! Ah! E os super-poderes regressaram numa sessão quase contínua de 16 horas de anilhagem. Primeiro, no paúl do Taipal a retirar dúzias de andorinhas e 2 Plecotus auritus das redes. Depois, no cabo Mondego, numa mega-operação envolvendo anilho-mobiles, colunas de discoteca e... Tcharam! uma captura de Hydrobates pelagicus com anilha estrangeira. Finalmente, paúl da Madriz para uma sessão de PEEC, onde, para olhos leigos e ingénuos, pareceu que estive a dormir 2 horas no anilho-mobile e a ser devorado pelos mosquitos da região centro. Na verdade, estava a meditar profundamente sobre como é fixe voltar para o campo e conseguir fazer tanta coisa em menos de 24 horas.

Paúl do Taipal, a transbordar de Plataleas alba e Ardeas purpurea.

Raiva? Qual raiva? Quem é que pensa nisso quando se tem na mão o morcego mais fixe de toda a nossa quiroptofauna? Plecotus auritus.

Claro que a estrela da noite foi mesmo o Hydrobates pelagicus. Segurar albatrozes (ou mais correctamente, Procelariformes, que vai dar no mesmo) miniatura na mão foi o ponto alto da expedição.

E finalmente, um grande bem-haja ao meu cicerone pelo Baixo Mondego, Pqt. Só é de lamentar que os seus formandos sejam uns tenrinhos e não terem aparecido. Ah! E tal, tenho teses e jogos com a académica...

terça-feira, junho 23, 2009

Bite ranking

No outro dia vi um programa bastante idiota no canal Discovery ou similar sobre dentadas de animais em que tinham uns modelos mecânicos bastante estúpidos para exemplificar coisas bastante óbvias e depois até organizavam combates altamente inverosímeis entre os vários modelos. Ontem, depois de o meu polegar ter tido um encontro de 3º grau com a boca de uma Pogona vitticeps, pensei que beijinhos de tubarões-brancos e pumas não são nada, comparadas com o meu top3 (pois é, não foram assim tantas) de dentadas:
3º Lugar: Meriones unguiculatus. Apesar de ser pequenino e fofinho, quando temos aqueles dentes espetados até ao osso de um dedo, o difícil é controlar a saída de palavrões e atirar o c***ão do rato contra a parede.
2º Lugar: Pteroglossus castanotis. O pormenos do bico serrilhado é altamente sugestivo.

1º Lugar: Iguana iguana. E era uma vez a cabeça do meu dedo, que foi recolocada no lugar com um bocado de adesivo. Esta, senhores, doeu a valer.

domingo, junho 21, 2009

Os vampiros atacam de novo...

... e este fim de semana perdi anos de vida. Meus amigos (vocês sabem quem são), vou pedir indeminizações avultadas a uma certa associação por danos e traumas psicológicos e uns quantos cabelos brancos.
Em alternativa, podem começar a compensar estes momentos de stress dos quais ainda estou a recuperar com convites para jantares, copos, passeios e cromos novos para a colecção. Querem sugestões?

sexta-feira, junho 19, 2009

Oh não! MAIS um post sobre dinosaurios...

Limusaurus inextricabilis
(Sacrilégio! Um pequeno Terópode reconstruído sem os revestimentos de penas que andam tão na moda...)

Pois é, à primeira vista este dinossaurio do Jurássico da China não parece ter nada de extraordinário. Pequeno e esguio, membros posteriores longos, anteriores pequenos e com uma acentuada redução de dedos (também nada de novo se pensarmos nos Tiranosauróides), pescoço longo e flexível, maxilas sem dentes e cobertas por um bico córneo... Só que, primeira surpresa, este é um Ceratosaurídeo, parente de Ceratosaurus, Carnotaurus ou mais chegado mesmo a Deltadromeus. Esta linhagem reunia dinosaurios carnívoros de médio a grande porte, com bocas cheias de dentes e, frequentemente com adornos meio esquisitos na cabeça.
Grande coisa... se pensarmos nos Therizinosaurios, não é a primeira vez que um grupo de dinosaurios herbívoros evolui a partir de antepassados terópodes carnívoros.
O que torna este fóssil mesmo muito interessante é a estrutura da mão; ao longo da evolução dos Terópodes sempre houve uma tendência para a redução dos dígitos. O Limusaurus possuia mãos com 4 dedos, tendo o dedo V (o mais lateral) ido completamente à vida. O dedo I (o mais medial) era composto por apenas um metacarpo, os dedos II e III estavam normalmente desenvolvidos e o dedo IV era composto apenas por um metacarpo e uma falange. Esta organização de dedamens sugere que o dedo II estaria a tentar substituir o dedo I, em franca redução, acabando por vir a fazer as vezes de um pseudo-polegar.
Apesar de não sabermos o que é que o Limusaurus faria com aquelas mãozinhas, este pequeno grande pormenor, que em alguns grupos de Terópodes, as mãos seriam compostas pelos dedos II, III e IV em vez dos dedos I, II e III, pode servir para refutar o único argumento que parece comprometer a teoria da evolução das Aves a partir de dinosaurios carnívoros. Dizem alguns entendidos que nas Aves, a asa é suportada pelos dedos II, III e IV e tendo os Terópodes mãos com os dedos I, II e III, estes nunca poderiam ser os seus antepassados. É verdade que é um argumento contra dúzias de outros a suportar a ligação filogenética entre os 2 grupos mas este fóssil levanta a questão: e se na verdade, alguns Terópodes tinham era mãos com dedos II, III e IV?
Pensem nisso... para saber mais, vão aqui e desfrutem de um grande momento geek. Assim como eu fiz.

Oreochromis niloticus


Por que será que hoje fiquei a conhecer tão bem estes peixes?

Sua majestade, o rei dos xoninhas

Depois da tarde de hoje, nunca mais chamo mono a ninguém. Dassssssssssseeeeee!

quinta-feira, junho 18, 2009

Desenho do dia

Entre trabalho, dúvidas existenciais sobre portfolios e outras tantas coisas, finalmente comecei a despachar algumas tarefas que estavam a ficar acumuladas. Entretanto, ainda houve tempo para começar a fazer um retrato de um sargo (Diplodus vulgaris), aqui um adulto a lembrar os juvenis que fotografei nas poças da baixa-mar da costa vicentina.
Afinal, começo a achar alguma piada a este caderno. Afinal, os lápis de cor até são bem fixes. Afinal, o que eu queria mesmo era estar na praia a mergulhar e a desenhar peixinhos (ou outra coisa qualquer).

quarta-feira, junho 17, 2009

Dispersão

Ao fim de quase 3 anos a olhar para as mesmas páginas do Guia de Campo, achei que estava na hora de lhe mudar um pouco os ares e vai de carregar um novo design. Grande asneira! Ao fim de algum tempo já estava a arrancar cabelos, a dar cabeçadas no PC e a mandar o blogger para o c****ho pela tarefa infernal que foi mudar tudo e mais alguma coisa. Ainda não está como eu queria mas deixa-m estar sossegado.
Claro que mudanças de visual bloggístico, pesquisas ictiológicas do rio Negros, flickradas e revisões sobre cardiomiopatias dilatadas em furões só serviram para engonhar antes de ganhar fôlego e começar a tratar de 1001 coisas pendentes/adiadas/suspensas/soltas que tenho para despachar.
Mas perdido por 100, perdido por 1000 e toma lá mais uma página no caderno de folhas manhosas para recordar que já não vou para o campo há 2 dias, que os papa-figos são mesmo fixes e para recordar o Douro, que se tudo correr de feição, é para marcar presença no fim de Julho para mais uma edição do Burro i l Gueiteiro.

segunda-feira, junho 15, 2009

Mas...

... para provar que não passei 5 dias em coma deitado na toalha de praia ligado a um jarro de sangria - até porque, pelos vistos, o meu cérebro só para lá para cima no Douro, aqui ficam as provas que mesmo em férias até vou fazendo alguma coisa:Desenho inaugural das férias, ainda completamente catarinoado. Tinta da china e ecoline azul no Moleskine de papel manhoso.

Apesar de as gralhas-de-nuca-cinzenta (Corvus monedula) serem para lá de abundantes naquelas bandas, estes foram os únicos esboços (a grafite) dos bichos.

Mais uma vez, o meu obrigado ao Rodas por continuar a patrocinar grandes expedições sub-aquáticas com a sua underwater-maquineta, que me torrou o juízo por não conseguir atinar com as macros, focagens e zooms. Por isso, apesar de desfocado dá para ver que isto é um Parablennius sanguinolentus (será?).
Mais passarinhos a grafite. Desta vez, andorinhas-das-chaminés (Hirundo rustica) esboçadas a grafite a partir de uma esplanada qualquer.
Mais peixes infernais, que não param quietos e que são virtualmente impossíveis de identificar. Mesmo depois do trabalho de edição feito pela Flicts, continuo sem saber exactamente que espécie de Pomatoschistus é este.

domingo, junho 14, 2009

Regresso à realidade

Estes 5 curtíssimos dias pela costa vicentina souberam-me simultaneamente pela vida mas também a muito pouco. Quer pela companhia, quer pela praia (Engª Saramuga, desta vez não se descaia) e pela casa que foram um achado, quer pelas longas horas a esplanar e pelo desfilar de caracóis, ameijoas, camarões, L-colesterol, coisas com alma e outras iguarias, quer por conhecer esses vultos da música popular que são a Dª Fatinha e o Sr. Vivaldo. Só foi uma pena não ter fotografado, desenhado, snorklado e lido mais mas com tantos escaldões, frisbeeadas, jump-sessions à beira das falésias (por vezes acompanhadas de gritos de pânico de algumas pessoas), tops das estrelas e passeatas não sobrou tempo para muito mais.