- até gosto de (alguns) baptizados;
- foi virtualmente impossível escrever uma única linha;
Cochothraustes cochothraustes, ávida de esmagar umas cabeças de dedos.
Estórias, desenhos, fotos e outros disparates que acompanham as minhas viagens.
Cochothraustes cochothraustes, ávida de esmagar umas cabeças de dedos.
Que estranho, estarão alguns a pensar, um desenho completo. Mesmo que não o pareça, é mesmo para ficar assim. Aliás, nos próximos dias a produção de artes finais vai ter um pico e alguns leitores mais assíduos vão estranhar encontrar aqui coisas sem serem esboços ou caricaturas saídas do caderno do campo.
Amazónia brasileira e rio Negro. Dezembro.
Com os bilhetes comprados, começa oficialmente a contagem decrescente para as viagens do ano.
Estava eu a queixar-me, coisa rara dizem-me, no outro dia, que já não ia para o campo há uma eternidade. Claro que o sentido de tempo é relativo, especialmente, para quem já tenha estado em S. Tomé, e nesta caso, o tempo eterno resumia-se a 2 semanas. Realmente, os últimos dias, a começar nos paúis do Baixo Mondego, serviram mesmo para re-oxigenar o cérebro, impedindo-me de ter motivos de queixa para os próximos tempos. Se bem que a pesar nas curtas horas de sono e no acumular de trabalho mas, como sempre, trata-se de uma questão de prioridades.Paúl do Taipal, a transbordar de Plataleas alba e Ardeas purpurea.
Raiva? Qual raiva? Quem é que pensa nisso quando se tem na mão o morcego mais fixe de toda a nossa quiroptofauna? Plecotus auritus.
Claro que a estrela da noite foi mesmo o Hydrobates pelagicus. Segurar albatrozes (ou mais correctamente, Procelariformes, que vai dar no mesmo) miniatura na mão foi o ponto alto da expedição.


1º Lugar: Iguana iguana. E era uma vez a cabeça do meu dedo, que foi recolocada no lugar com um bocado de adesivo. Esta, senhores, doeu a valer.

Entre trabalho, dúvidas existenciais sobre portfolios e outras tantas coisas, finalmente comecei a despachar algumas tarefas que estavam a ficar acumuladas. Entretanto, ainda houve tempo para começar a fazer um retrato de um sargo (Diplodus vulgaris), aqui um adulto a lembrar os juvenis que fotografei nas poças da baixa-mar da costa vicentina.
Ao fim de quase 3 anos a olhar para as mesmas páginas do Guia de Campo, achei que estava na hora de lhe mudar um pouco os ares e vai de carregar um novo design. Grande asneira! Ao fim de algum tempo já estava a arrancar cabelos, a dar cabeçadas no PC e a mandar o blogger para o c****ho pela tarefa infernal que foi mudar tudo e mais alguma coisa. Ainda não está como eu queria mas deixa-m estar sossegado.
Desenho inaugural das férias, ainda completamente catarinoado. Tinta da china e ecoline azul no Moleskine de papel manhoso.
Apesar de as gralhas-de-nuca-cinzenta (Corvus monedula) serem para lá de abundantes naquelas bandas, estes foram os únicos esboços (a grafite) dos bichos.
Mais uma vez, o meu obrigado ao Rodas por continuar a patrocinar grandes expedições sub-aquáticas com a sua underwater-maquineta, que me torrou o juízo por não conseguir atinar com as macros, focagens e zooms. Por isso, apesar de desfocado dá para ver que isto é um Parablennius sanguinolentus (será?).
Mais passarinhos a grafite. Desta vez, andorinhas-das-chaminés (Hirundo rustica) esboçadas a grafite a partir de uma esplanada qualquer.
Mais peixes infernais, que não param quietos e que são virtualmente impossíveis de identificar. Mesmo depois do trabalho de edição feito pela Flicts, continuo sem saber exactamente que espécie de Pomatoschistus é este.