Hoje de manhã, enquanto falava com uma audiência espanhola:
-... blá blá blá... entonces es una folha solo y...
Espanhóis arregalam os olhos, alguns franzem o sobrolho.
Páro durantes uns nano-segundos.
- ... Hoja! Una hoja sola!
Quase que ocorreu um incidente diplomático...
sábado, setembro 26, 2009
sexta-feira, setembro 25, 2009
Sketching
Nesta fase tão pouco produtiva para os bonecos, tão produtiva para tudo o resto, qualquer coisa serve de desculpa para desenhar, mesmo descontando nas horas de sono. Quer seja o início do mestrado em Ilustração Científica, quer a visita do Engole-Malagueta à capital. Diz até que, depois de passar por a sua fase tésica, até reactivou o blog.
Update
A partir de hoje estou também a colaborar no Colectivo de Diários Gráficos. Dêm uma vista de olhos que vale a pena!
quinta-feira, setembro 24, 2009
Pequeno aparte gripal
Hoje recebi um sms da Direcção Geral de Saúde com informações sobre a gripe A... Hã?
Como alguns sabem, eu adoro ser contactado por entidades, empresas e afins que não era suposto terem o meu número de telemóvel. Por isso, antes de ligar para a DGS em modo-monstro, mais alguém recebeu destas mensagens mimosas?
Ou fui só eu, peça vital para que este país funcione e que não pode ficar de cama com gripe? Ou é uma estratégia de marketing para ir a correr à farmácia comprar Tamiflus e frascos de álcool em gel?
terça-feira, setembro 22, 2009
domingo, setembro 20, 2009
Domingo de Desenho
É um desconsolo só estar a conseguir colocar posts semanais mas como o que não tem faltado são outras coisas para fazer, o Guia vai entrando um pouco no desmazelo. Mas adiante.Desta vez, a habitual rubrica semanal domingueira, teve uma ligeira inovação pois os 3 gatos pingados do costume que se arrastavam pelos jardins da capital enquanto riscavam os seus cadernos, em jeito de cura para ressacas, privações de sono e outras maleitas, viram-se rodeados pelo colectivo de diários gráficos e outros amigos numa iniciativa muito interessante de urban sketching.
É verdade que geralmente para mim, desenhar paisagens e casas é um bocado suplício mas Lisboa tem muitos recantos e pormenores engraçados. Por isso, apesar de sentir a falta dos amigos patos, ficam alguns exemplos do que se fez hoje à tarde pela Avenida da Liberdade. Não só foi uma oportunidade para contemplar aspectos da cidade em que geralmente não reparo mas também de constatar que anda muita gente chalupa pelos passeios.
Curioso também foi conhecer alguns bloggers e identificar as pessoas por de trás dos blogs através dos seus traços e estilos. Em suma, um dia bem passado, que terminou, depois de uma sequência de paralisias cerebrais - que a bem de algumas reputações não vou aqui falar - como é costume, na Graça, a comer belas tostas no Café do Monte.
quarta-feira, setembro 16, 2009
Domingos de Desenho

Cairina moschata - o fundo verde não era relva, era mesmo a água do lago, que tinha um tom verde-ranho-radioactivo muito pouco saudável
Já com alguns dias fora de prazo, mas sem faltar à chamada, desta vez rumámos ao Jardim Botânico Tropical para levar sermões sobre tabaco e hipertensão à entrada, ver insectos em caixinhas e, mais uma vez, desenhar patos. Vamos acabar a volta pelos jardins de Lisboa transformados em eminentes patólogos. A sessão acabou, como seria de esperar, a enfardar pastéis de Belém. Que já foram bem melhores.
sábado, setembro 12, 2009
Concerto
Um registo muito diferente no caderno de campo. Porque já era tarde e muitos pormenores ficaram pelo caminho.
Depois dos melhores kebabs de Lisboa (segundo dizem) e das meninas que levam 1 hora a beber imperiais e que fizeram com que as senhas para a Incrível Tasca Móvel acabassem à nossa frente, tivemos um belo concerto de Oquestrada na praça de Martim Moniz, a confirmar que, não só em termos musicais, mas também em termos cénicos e de dinâmica de palco, é uma banda a prestar muita atenção. Mesmo quando o quadro eléctrico estoira.
Só foi pena ter estado 3 horas de pé e não ter direito a ginjinha (nem gosto muito mas era grátis para quem tivesse senha). Fora isso, muito bom!
sexta-feira, setembro 11, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
@ Samouco
segunda-feira, setembro 07, 2009
Selecção alentejana
Como a selecção nacional foi a desgraça que foi, nem vale a pena fazer o balanço futebolístico do fim de semana. Ficamos então pelas selecções desenhadeiras:
A zona de conforto, ou neste caso, o milagre da ressuscitação.
Bastantes mais coisas foram feitas pelo Alentejo mas para já, ficam aqui estes dois desenhos. Até porque há um que vai ter direito a um post exclusivo...
domingo, setembro 06, 2009
Todos os caminhos levam a Mértola
O que é que o Baixo Alentejo poderá ter a ver com a Amazónia? Ora, tudo. Pelo menos, para as 16 pessoas, riscadores entre outros tantos ofícios, que passaram estes 3 dias reunidos na Amendoeira da Serra. 3 dias para deambular pela planície alentejana, pagaiar no rio Guadiana - e 16 km, com paragem a meio para imperiais, deram para matar saudades da canoagem - fotografar, desenhar tudo e mais alguma coisa, comer bem e beber melhor (as minis reinaram novamente, com paragens para provar queijinhos, saladas de polvo e ovas, sopa de cação e feijoada brasileira), apanhas escaldões nas canelas, destilar à torreira do Sol, tomar banho no pulo do Lobo, filosofar sobre borregos abandonados e máquinas de costura, mas, sobretudo, criar dinâmicas de grupo e preparar a hiper-mega-viagem que aí vem.
E se semi-cerrarmos os olhos, o montado parece mesmo a floresta amazónica e o Guadiana parece mesmo o Amazonas.

A planície alentejana (não muito plana, na verdade) a perder de vista

Querem saber onde fica este sítio?

Não faltaram passarinhos...
Quantos queres? Tenho para a troca
segunda-feira, agosto 31, 2009
This is the life
E, mesmo à distância, consegui honrar o compromisso do desenho de Domingo. Só que como o calor era tanto e como a piscina falava mais alto, ficou uma bela bodega.
Rana iberica
quarta-feira, agosto 26, 2009
Calidris temminckii
domingo, agosto 23, 2009
Domingos de desenho
Depois de um interregno de algumas semanas, esta nossa iniciativa foi retomada. Mas com uma ressaca generalizada, tornou-se difícil fazer alguma coisa de jeito. Sobretudo porque os relvados à sombra na Gulbenkian eram muito mais apelativos. Chegou-se ao seguinte saldo:2 de 3 riscadores dormiram a sesta;
1 de 3 riscadores andou à procura de um cágado;
3 de 3 riscadores desejaram empurrar turistas idiotas para o lago;
3 de 3 riscadores agradeceram que a velhinha do inferno não fosse sua avó.
Pelo menos, ao fim da tarde lá aparecera umas galinhas-d'água mas a preguiça não permitiu fazer mais que isto.
Lisboa by night
Há já algum tempo que não eram aqui feitas críticas gastronómico-sociais nem posts a destilar veneno e toxinas. Curiosamente, a noite passada conseguiu unir estes dois aspectos.
A noite parecera começar bem, com um jantar de aniversário num restaurante de que até gosto bastante e costumo frequentar, com belas entradas, ricas açordas de gambas, suculentos nacos na pedra e bons vinhos. Ontem, tinham também um prato novo no menú, que era pato verde (nota: não estamos a falar de molhos nem guarnições).
Depois de uma paragem para uns copos num bar de Santos (até posso fazer menção ao Left, que foi o único sítio que não decepcionou), 8 convivas decidiram rumar a outro sítio. Grande asneira!
Há agora um sítio da moda, que passemos a referir como Urban Bitch, por razões que irão certamente compreender, que fica ali numa zona muito bonita de Lisboa, atrás de uns armazéns abandonados, virado para o rio Tejo com as habituais cardumes de taínhas-de-esgoto e, que orignais que somos, com um extenso areal (razão talvez para o nome original) artificial. À entrada do estabelecimento tivemos um deja-vu conjunto e um momento nostálgico dos nossos 15 anos, quando nos barraram a entrada, meninos e meninas. E desta vez por razões diversas, já que só vimos entrar pitalhada, elas na versão putéfia, eles na versão boiola. Obviamente que nós, jovens adultos responsáveis, vestidos de forma casual mas normal e com excelente ar, estranhamos, especialmente quando o sr. funcionário se justificou com um:
"Hoje é só para clientes habituais"
wtf?! Pois é, acabaram por perder 8 potenciais clientes habituais... Bica, definitivamente!
quinta-feira, agosto 20, 2009
Guia de Campo Sueco (parte V) - Nonsense in Sweden
Last but not least, o último capítulo da saga escandinava: os disparates, as ausências mentais e todas aquelas pequenas histórias, que são o sal de cada viagem.
"Allt är mögligt"

*Jämtland é o nome da região onde eu estive.
"Allt är mögligt"
E foi este o grande lema da aventura Birding in Sweden. Querem saber o que quer dizer não querem? Foi das poucas coisas que aprendi daquela língua de trapos, para além do básico (embora me tivessem escapado os palavrões).

*Jämtland é o nome da região onde eu estive.
Torna-se difícil referir tanta coisa e os pormenores vão-se esbatendo mas não dá para esquecer as paisagens incríveis, a profusão de bagas comestíveis (pelo menos, as que eu comi) e as fintas aos cogumelos manhosos e duvidosos que um italiano louco teimava em apanhar. Felizmente, os únicos encontros perigosos com fauna que tive foram com os enxames de mosquitos, que mesmo completamente encharcado em repelente, teimavam em esvoaçar no nariz e nos olhos, dificultando assim algum trabalho de campo.
Houve ainda momentos de grande iluminação e de auto-preservação, em que evitei pontes suspensas, especialidades culinárias checas gregoriantes e sobretudo, não ter ido andar de barco no dia em que regressava. É que o motor avariou no meio do rio e por esta hora ainda lá devia estar a dar aos remos...
Portanto, um saldo muito positivo, em que, em 2 semanas só houve uma erupção do alter-ego Dr. Veneno porque não há pachorra para lerdices e monguices quando se trabalha com fauna selvagem. Mas sempre mantendo a postura profissional para não causar nenhum incidente diplomático com a República Checa.
terça-feira, agosto 18, 2009
Guia de Campo Sueco (parte IV) - a gastronomia
Mais do que uma degustação da gastronomia sueca, como estavam presentes várias pessoas de diferentes nacionalidades a preparar jantares, assistiu-se mais a uma saudável competição entre diferentes cozinhas europeias. Atentem nas ementas e depois digam-me lá qual o país que definitivamente ganhou (e qual aquele que vai dar pesadelos ao meu palato durante uns tempos):
Suécia:
Almôndegas com puré de batata e molho de umas bagas (groselhas?) - se conhecem as do IKEA, sabem do que estou a falar;
Carne de rena e alce assados - :-)
Burritos - sim, na Escandinávia.
Inglaterra:
Tarte de ruibarbo - boa, quando o cozinheiro não troca o açucar por sal;
Pão de cenoura e azeitonas;
Porridge (papas de aveia).
Portugal:
Bacalhau com natas;
Perna de borrego assada;
Frango estufado com arroz de cenoura.
República Checa:
Lentilhas espapaçadas com ovos fritos estorricados;
Esparguete com ketchup (sim, só!);
Arroz doce (uma mistela feita com arroz cozido, açucar e bagas apanhadas nas traseiras da casa)
Já perceberam o meu sofrimento com algumas refeições? Ou estou a ser muito tendencioso?
segunda-feira, agosto 17, 2009
Guia de Campo Sueco (parte III) - o caderno de campo
Como sempre, nesta viagem esteve presente a trilogia Natureza-desenhos-gastronomia. Embora tivesse ficado aquém das minhas expectativas (nem acabei um caderno), também se riscou pela Suécia, mesmo com chuva, vento e mosquitos. Aqui fica uma ínfima parte dos esboços produzidos:
Amoras-do-árctico (Rubus chamaemorus). Dizem eles que estas amoras grandes, globosas e laranjas são uma especialidade. Eu achei uma bodega e só mesmo em compotas é que eram comestíveis.
Nas traseiras da casa havia um casal de grous e seu descendente que permitiram muitas horas de desenho.
As sessões de anilhagem também permitiram algum trabalho, aqui com pintarroxos (Carduelis flammea)...
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