terça-feira, fevereiro 02, 2010

As coisas que eu aturo...

A infâmia! Qualquer semelhança com a realidade é pura aldrabice. Como é que se há-de respeitar os professores assim?



Serviu a caricatura para limpar o pó e as teias de aranha do blog e dizer que se vai andando entre trabalhos, almoços, jantares, lanches e cafés, um ou outro passarinho e umas quantas histórias. Tudo normal... dentro da anormalidade!

domingo, janeiro 24, 2010

back in business

Este fim de semana, voltei à minha zona de conforto. Passarinhos, almoços e jantares, muitas ideias para projectos, fins de tarde em Lisboa e reencontrar amigos. E não foi preciso dar a volta ao mundo, estava tudo aqui.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Amazon Chronicles #4 - as ausências mentais

Duas semanas sob efeito big brother, com o sol tropical a torrar a mona e a tomar mephaquin é meio caminho andado para muito disparate. Também é verdade que grande parte daquele grupo (pelo menos, os fixes, onde obviamente me incluo) tem um conceito de normalidade... bem, diferente. O que é certo é que toda esta conjugação permitiu uma colecção vasta de episódios mais ou menos mirambolantes, a chocar os espectadores mais impressionáveis, e que vistos em retrospectiva, podiam ter corrido muito mal. Sobretudo quando interagíamos com alguns dos modelos animais (havia uma ou outra flora mais desagradável mas simplesmente não se ligava).
A dificuldade é escolher a história... aquela das capturas de jacarés quando um levantou vôo pela floresta? ou quando outro jacaré ia entrando dentro da canoa? e aquela da tarântula que levámos para o barco e desapareceu a meio do percurso? e daquela vez em que tivemos de sair para a água e empurrar as canoas entre piranhas e ictiofauna menos simpática? Houve também aqueles ataques de peixes voadores. Ou quando subimos à árvore gigante de 30 metros. Também chegámos à conclusão que escaravelhos são muito mais fixes que a casa do Lula. Só não chegámos bem à conclusão se aquela cobra que desenhámos era realmente venenosa. Bem, mas quando fizemos snorkling, havia lá uma cobra coral, que proíbiram de apanhar. Assim como a jibóia, que não me deixaram sair do barco para a capturar. Depois houve aquele enxame de abelhas Trigona que tomou o pequeno-almoço conosco e lançou o pânico entre alguns. E a conversa mete-nojo de lavar crânios com Neoblanc gentil. E tantas histórias mais, sempre com uma dose saudável de insanidade, sem ligar muito aos conselhos médicos, porque tudo acaba sempre bem.
Nota: todas as uretras vieram intactas (pode-se fazer tudo, rebolar com jacarés, pegar em escorpiões, dar abraços a preguiças, levar dentadas de botos mas nunca fazer xixi dentro de água!)

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Amazon Chronicles #3 - A Fauna

Confesso que o meu interesse na viagem era a parte faunística e que o(s) meu(s) caderno(s) regressaram repletos de desenhos de bichos. A biodiversidade chega a ser estonteante, a cada passo na floresta saltam grilos, rãs, formigas e escorpiões; as árvores estão cheias de aves, embora a maioria seja ouvida e não vista; os rios albergam uma variedade tão incrível de peixes que chega a parecer irreal. Mas este não é o sítio para observar grandes mamíferos ou cenas National Geographic pois tudo se passa em múltiplos microcosmos que são abafados pela vegetação. A lista é interminável mas estes foram os meus preferidos:

As preguiças (Bradypus variegatus) foram a jóia da coroa de um dos dias.

Mas esta família de lontras-gigantes (Pteronura brasiliensis) foi mesmo o top.

Os botos (Inia geoffrensis) até nem foram dos encontros mais interessantes.

Se os jacarés (Caiman crocodilus) falassem, iam contar muitas histórias.


Também não deixou de ser uma perspectiva diferente ver espécies conhecidas noutro contexto. Aqui um Amazona amazonia.

E os peixes! Em forma, cor e tamanho intermináveis. Aqui uma das 70 e tal espécies de piranha.


Havia mais, muito mais. Tanto que nem dá para contar.

domingo, janeiro 10, 2010

Amazon Chronicles #2 - O espaço

As paisagens, senhores, os rios, a água branca, a água negra, a água boa, a floresta. E o pôr do Sol? E o nascer? As trovoadas e tempestades tropicais. E o céu, à noite? E os sons da floresta? E aqueles recantos num nó de uma raiz ou num banco de areia? Fica uma pequena amostra, a anos-luz do que é a realidade.

A nossa base de operações durante estas 2 semanas, o "Dorinha".




A estranha confluência do Rio Negro (à esquerda) e do Rio Solimões (à direita), que se juntam para formar o Baixo Amazonas, apesar de as águas correrem separadas ainda durante alguns Kms.



Paisagens fantásticas dos rios e seus afluentes...

... florestas...

... e no final de cada dia, um por-do-sol sempre diferente.

Amazon Chronicles #1

Esta longa ausência, que agora me parece mesmo curta, terminou quando o avião aterrou hoje de madrugada na Portela e me comecei a preparar para o choque cultural que aí vinha. É que, 2 semanas a navegar na Bacia do Amazonas, para além da experiência inesquecível que foi, proporciona material para alimentar qualquer blog durante meses.
Portanto, 15 dias depois, milhares de Kms de rio percorridos, desenhos, fotografias, percursos em diferentes florestas, a comida, as caipirinhas da dona Anete, o nascer e por do sol, a esmagadora biodiversidade, os botos, os tucuxis, os hoatzins, as lontras-gigantes, os jacarés, os peixes, as guaribas, os insectos, e também as plantas, as maiores árvores, cipós e palmeiras.
E claro, as pessoas, os episódios vividos, as surpresas em conhece-las melhor, tudo isso fez-me crescer enquanto indivíduo, quer quando os jacarés andam de mão em mão quer quando se subtraem folhas ao caderno de campo. Claro que houve momentos menos bons, mas esses ou foram transformados em caricaturas ou, espera-se, as águas do rio acabam por levar.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Está quase!!


Parece que só agora percebi que vou para aqui dentro de 2 dias.

Boas Festas!


Algures no Gerês (ou exemplo de uma foto vagamente natalícia)

sábado, dezembro 19, 2009

Impunidade

Se nas próximas semanas aparecer com insónias, pesadelos, alucinações, agressividade ou simplesmente psicótico. A culpa não é minha...

É do Mephaquim!!

domingo, dezembro 13, 2009

Manhã submersa

Amostra de aquário da Amazónia
No Aquário Vasco da Gama, num mini-encontro de desenho e que serviu para praticar um pouco o desenho à vista antes da grande maratona que terá início daqui a 2 semanas. Algumas fotos, alguns desenhos e a manhã passou num instante. Alguns peixes e anfíbios pouco saudáveis mas não estava lá para isso.

Acaba um caderno de campo...

Esboços de vegetação endémica dos Açores. A ver se para o ano passo das fotos para desenho à vista.

... mas é certo que começa outro logo a seguir.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Ó Elvas, ó Elvas...

Foi na basta planície alentejana, entre o cantar dos Phyllocopus ibericus, que passei os últimos 4 dias com colegas passarólogos, apaas e patos. Depois da aventura que foi conseguir terminar e imprimir o meu póster, que só não ganhou o primeiro prémio porque quis dar uma oportunidade aos outros concorrentes, foi chegar a Elvas e começar a somar livros, panfletos, almoços (recomenda-se a Adega Regional), jantares, conversas e mais mil e uma ideias para outros tantos projectos, rever algum pessoal, dormir umas sestas e por aí.
Só foi pena o nosso safari fotográfico ter sido tão pouco productivo (o que é queríamos àquela hora?) e ter regressado com uma constipação-gripe-ou-outra-porcaria-qualquer que o Dr Salinas andou a espalhar pelo Alentejo. Pânico também as movimentações políticas para me transformarem em mesa ou noutra peça de mobília.
Ah... e parece que também houve um congresso:
Ficam na memória, mas por razões diversas, as apresentações sobre as marinhas (apesar de as cagarras já começarem a enjoar um bocadinho), sobre a Macaronésia e o priolo, a do senhor que lhe ia dando a filocsera em palco, a das estradas e Tyto e a do Engole-malagueta, obviamente.
É de fazer ainda menção à bancada mais fixe do stand, a da apaa, certamente (há que dar alguma graxa).
Portanto, se não for pelos vírus e mucosidades que teimam em escorrer do meu nariz, o saldo foi bastante positivo.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Grande novidade...

Porque é que deixo sempre tudo para a última hora?????
Só falta terminar a introdução e as conclusões do poster - que bom, o computador acabou de bloquear - e imprimi-lo para estar pronto Sábado às 8h00, que é quando saio de Lisboa rumo a Elvas.
Não há maneira de aprender...

segunda-feira, novembro 30, 2009

Sorry, Arcade Fire...

Este foi O concerto!

Muse no Pavilhão Atlântico!

domingo, novembro 22, 2009

Bzzzt! Bzzzzt!

Electrophorus electricus

:)))

trabalho non-stop


Nesta fase estou no ponto pré-fusão cerebral, mesmo a comer mioleira às pratadas. Felizmente, tive o bom senso de voltar à minha zona de conforto e a pegar em projectos em que à partida estou mais ou menos à vontade. E até que passaram a sair coisas menos sofridas (e sofríveis), quer sejam Kakapos a funcionar em scratchboard ou Sylvias cantillans a fazer as pazes com o guache.
Sem esquecer que aos riscos e rabiscos há que somar todos os outros trabalhos e projectos, nem sempre muito normais, o resultado final acaba por ser "as semanas dos mortos-vivos".

sábado, novembro 14, 2009

Swell - Forget about Jesus

Há cerca de 12 anos atrás... Ontem vi-os a actuar ao vivo pela primeira vez no Lounge. Muito bom.

E obrigado à Sarita e ao Mr. Titi pela Set List do concerto!

Estreia gastronómica

Depois de encher 3 vezes o prato com os melhores "lombinhos de porco com ovos" que já comi, é que soube o que tinha ingerido. Mas nem vomitei. Este tem sido um ano de novidades culinárias, é alce, rena e agora, mioleira. Muito bom.

terça-feira, novembro 10, 2009

Era uma vez...

Ele há trabalhos idiotas... e depois há isto. Naturalmente, a história, bastante palerma, da Polegarzinha contada por mim tem umas ligeiras adaptações, como se pode ver por esta página do caderno de campo:

Não percam as cenas dos próximos capítulos... qualquer coisa como desenhar com o nariz ou pintar sem tinta.

domingo, novembro 08, 2009

Um fim de semana normal (ou assim-assim)

Finalmente, programas de gente normal. Sexta, primeiro jantar do mestrado, cozinha de fusão luso-brasileira e Sábado, sessão dupla de cinema, graças a uns convites que a engª Saramuga arranjou para o Estoril Film Festival.
1º Filme: Os sorrisos do destino de Fernando Lopes. Mau mas tão mau que não dá para explicar aqui todo o argumento absurdo, os copos de whisky mágicos, os patins-em-linha, o Costa que era um gajo do caraças e um rol de disparates que não tinha fim (como os controlos remotos dos telemóveis). Durante o filme achei que o problema era meu, porque metade da sala gargalhava com cenas que não tinham piada nenhuma. Parece que afinal, pelo menos algumas das pessoas, mentalmente sãs ou não pertencendo à equipa técnica do filme ou aos grupos de aduladores, riam do disparate que era o filme. Eu saí a pensar que foram os meus impostos que indirectamente subsidiaram esta películas mas como disse o realizador, "...nem parece um filme português..." o que quer dizer que se o resto do cinema que se faz por cá não for assim até nem estamos mal. Fujam de ver este filme!
intervalo para comer a pior tosta da minha vida.
2º Filme: O laço branco de Michael Haneke. Quando ia a entrar é que me disseram que A pianista é deste realizador. Medo! Apesar de ter uns planos e uma fotografia bastante bons, o filme acaba por ser um pouco lento demais mas acho que acaba por ajudar a criar uma atmosfera meio opressiva (como se fosse preciso, depois de toda uma romaria de horrores e criancinhas demoníacas). Interessante. Só.