sábado, julho 03, 2010

volte-face...

... ou a cereja no topo do bolo. Bem podre, por sinal.

quinta-feira, julho 01, 2010

Ah e tal e projectos?

Pois, houve alguns... Se calhar, demasiados e demasiado complexos que quer-me parecer que podia ter feito algo como um único desenho com várias espécies de caracóis fósseis a acasalar sobre uma couve a crescer numa horta com vista para o mar (ou traduzindo: comparação + no tempo + vista especial + habitats vegetais + comportamento + Sines + alguma liberdade criativa). Mas não... quis fazer coisas assim mais para o escaganifobético como:


... ilustrar toda a evolução e filogenia dos Drepanídeos do Havai, incluindo espécies extintas e sub-fósseis...


... descrever ciclos de vida de parasitas do peixe-lua...


... ilustrar a evolução das Aves, desde o Jurássico até aos dias de hoje...


... entrar dentro do coração das serpentes...

... e retratar simbioses nas florestas de carvalhos.


Valeu a pena? Ainda não sei.

Teorias dos bonecos

Apesar de provavelmente não vir a aplicar nada do que aprendi às 4ª feiras, gostei do que aprendi e foi um pouco voltar a tomar gosto em aprender coisas apenas pelo prazer de saber coisas. É verdade, gostei das máscaras, dos fotógrafos do século passado, dos caracteres maias, de montar jogos, de comer chocolates, das entrevistas à Paula Rego e de fazer trabalhos de grupo bem fixes, ainda que completamente em contra-relógio. Dispensável só mesmo as histórias dos gigantinhos, dos chapeuzinhos mágicos e dos segredinhos. BORING!!

Cenas assim fundamentais



Passarinhos, é claro! Quer sejam galos ou Phylloscopus ibericus.



Finalmente!

Acabou o primeiro ano do mestrado em bugalhologia e outras cenas, às vezes científicas - bastante aquém do que eu desejava - às vezes, artísticas - e aqui, dou os braços, as pernas e o nariz a torcer, pois as mais-valias para a minha formação visual vieram sobretudo desta área. Desde fundos em pastel seco, passando pelos pais da fotografia nacional, até técnicas obscuras de usar x-actos para montar caixas.
Foi um ano de vários momentos de azia e de revirar olhos e em que o alter-ego "Dr. Veneno" apareceu em várias ocasiões. Às vezes, era mais o incrível Hulk. Mas só atirei com mesas pelo ar na minha cabeça e nos meus desenhos. Por isso, antes de tudo, ganhei o grau de mestre chato.
Se o saldo foi positivo? O da conta bancária, não foi certamente. Aguardar pela devida digestão dos acontecimentos. Até porque a procissão ainda vai no adro!
Próxima paragem: Museu do Traje.
Mas antes, se me permitem partilhar, alguns bonecos!

domingo, junho 20, 2010

É segredo

Mas hoje, eu e alguns afortunados, descobrimos a luz. De uma esplanada em Lisboa, com o sol a entrever mil buracos da lona que cobria o espaço, enquanto se agitava com o vento forte que, por vezes, levava alguns marcadores de livro e folhas de alface saltar pelo parapeito. "Do caraças!", como diria alguém, especialmente a vista ribeirinha, as batatas com casca e a última imperial. A banda sonora durante a tarde foi também do melhor, apesar de alguns loops.
Depois de um Sábado agitado, entre trabalhos a serem corrigidos no CCB, pastéis de Belém, pastas, nódoas de gelado e café na camisa, compras de livros e moleskines em saldo e um concerto do mais intelectualóide-horrível, soube maravilhas, estas 4 horas esparramado em sofás especiais, só interrompidas para ver um concerto ontem.
Onde, perguntam vocês?

sábado, junho 12, 2010

por terras do tio Belmiro

Afinal Tróia não está só transformada num resort de luxo com roubalheira-markets e chulice-cafés (onde se pagam 2,5 € por uma vulgaríssima bola de Berlim - por este preço deve ter sido mesmo importada da Alemanha); a praia continua fantástica - apesar da chuva, do frio e do vento - a Comporta e as suas esplanadas e petiscos ficam a uns minutos de distância e a Carrasqueira proporciona muito material para fotografar:

segunda-feira, junho 07, 2010

Regresso à normalidade

As horas intermináveis de labuta intensa continuam mas finalmente, pude fazer coisas de gente normal neste fim de semana, como ir a concertos dos Dead Combo, beber copos, almoços com amigos, comer scones e bolos na Chaleira, assistir ao OutJazz sentado na relva, ter a primeira caracolada do ano e empaturrar-me de sushi ao jantar.
Claro que esta normalidade, sempre pautada pela gastronomia, é relativa pois entre furar filas de centenas de pessoas, falar sobre bolos-manjericos e sardinhas clarividentes, meter nojo a desconhecidos, procurar fizzes e invadir casas abandonadas e devolutas, vai-se perdendo a noção das coisas.

terça-feira, maio 25, 2010

Momento "Gorda-Estúpida"

Ao longo dos anos, o pessoal vai desenvolvendo o seu próprio vocabulário e reportório de expressões assim meio herméticas, o que por vezes se torna incompreensível e irritante para quem está de fora - tenho a noção que algumas conversas se tornam meio idiotas para quem não percebe peva do que se está a falar.
Uma dessas expressões, quiçá a mais amada e recorrente, por estar geralmente associada a situações escabrosas, é o momento "gorda-estúpida". Quem nunca o teve? Hoje tive um. Literalmente. Ora foi assim:
Eu (abrindo a porta jovialmente, sorriso nos lábios e a transbordar de simpatia, sabendo que ia entrar um bicharoco com umas gramas e peludinho): Então a matulona pode entrar. (notem o tom de ironia e graça na voz quando uso o termo matulona para um bicho tão pequeno)
(Aparece-me à frente uma senhora, qual saída de uma ópera de valquírias, com uns 2 m de altura e outros tantos de largo)
Eu - Bom dia! (Claro que não me desmanchei mas foi difícil, ao ver pelo canto do olho uma colega boquiaberta e prestes a largar uma gargalhada)
Ups!

sábado, maio 15, 2010

Próximo destino

Começa a contagem decrescente!

quinta-feira, maio 06, 2010

terça-feira, maio 04, 2010

Work in progress



Numa fase em que estou perigosamente a ressacar com mestrados e a começar a achar que
sou mais feliz a observar, fotografar ou reparar bichos do que a pintá-los, tive que regressar rapidamente a uma zona de conforto, que são os passarinhos. Alguém tem aí um Alka-Selzer para a azia?
P.S.: os passarólogos mais cromos conseguem identificar os 2 espécimes em cima, que fazem parte de um projecto maior. São uns cagalhotos se não conseguirem...

domingo, maio 02, 2010

A vida é dura...

As últimas semanas foram puxadas e este fim-de-semana um grupo de alguns mortos-vivos rumou à base da Serra da Estrela para basicamente fazer nada. Eu sofri de uma intensa narcolépsia durante quase todo o tempo e dormi. Dormi na viagem para cima, dormi a manhã de Sábado, dormi à tarde, dormi uma alarvidade de horas na noite de Domingo e vim a dormir na viagem de regresso. Acho que nunca passei tanto tempo a dormir e, se por um lado, a maior parte das coisas e conversas passou-me ao lado, por outro, estava mesmo a precisar desta cura de sono. Não deixam de ser boas notícias para quem trabalha comigo pois a próxima semana devo transbordar de boa disposição.
O tempo semi-acordado foi passado a dar uns passeios pela Serra, a comer - o almoço de hoje foi hercúleo, acho que só volto a tocar em comida daqui por 2 dias - a criar movimentos sociais anárquicos e a experimentar todas as piscinas, jacuzzis, jactos de água e sauna no MountainSpa em Unhais da Serra.
É só para quem merece!

quinta-feira, abril 29, 2010

Amazónia revisitada

A preparação para a exposição colectiva vai avançando e estive a rever recentemente os cadernos amazónicos. Os desenhos vieram como ficaram feitos, em bruto, não foi acrescentada ou apagada uma linha, o papel aparece por vezes empolado, com manchas e mosquitos esborrachados. Seja o meu manifesto enquanto fio condutor destes desenhos, seja apenas preguiça ou outra razão qualquer, as coisas vão ficar assim. Afinal, não faz parte do meu estilo deixar tudo inacabado e poupar na tinta?
Comunidade de Aves observadas no lago Curititanini (a sério, não me lembro do nome mas devia ser qualquer coisa assim).
Cachorro.

Dia Internacional da Alergia

Celebrado no meu nariz.
Rios, torrentes, cataratas, um dilúvio de mucosidades; a voz nasalada, interrompida por inúmeros espirros; os olhos inchados e raiados de sangue. Decididamente, um dia muito agradável.

domingo, abril 25, 2010

A melhor chanfana de cabra

Lá para os lados de Brasfemes. A chanfana e umas quantas outras iguarias. Tantas, que o caminho de volta a Lisboa quase foi feito a rebolar pela A1.
Para começar esta semana em beleza e esquecer a semana passada infernal.

Uma série de desgraças

Esta semana foi tão agradável que até merece que me queixe um bocadinho agora que o martírio terminou. Começou com a seguinte sequência:

  1. Jantar de sábado na rua, entre a mesa e o grelhador. Carro atascado à saída mas rapidamente salvo pelos outros convivas e uma constipação para a viagem;
  2. Rios intermináveis de ranho e mucosidades a escorrer nariz abaixo que, em dois dias, foram suficientes para me desidratar ao ponto de me transformar numa passa humana;
  3. A parte da passa é exagero mas a excreção de ácido úrico do organismo diminuiu até atingir níveis pré-gotosos;
  4. Noite em claro a pensar como remover cirurgicamente um dedo do pé;
  5. Ingestão de doses cavalares de analgésicos e colchicina;
  6. Estômago diz "Ouch!";
  7. Experiências correm mal no laboratório e apetece-me partir o espetrofotómetro;

Isto chegou a um ponto tal que, com as primeiras brincadeiras com azoto líquido, já me imaginava a largar o bídon e entornar o líquido pelo chão e pessoas do laboratório. Tal não aconteceu porque chegou a sexta-feira e as coisas voltaram ao normal. Dasse!...

segunda-feira, abril 19, 2010

Rumo ao Sul

Há cerca de uma semana que ando a adiar a escrita sobre uma mini-expedição à costa alentejana; como sempre, falta o tempo e os dias têm sido passados a gerir mil e uma coisas para ontem mas também, o regresso ao Inverno, chuva e tempo encoberto não tem inspirado uma única linha de escrita. Seja pelo contraste do Sol e calor desse fim de semana com os útlimos dias, seja pela necessidade de voltar rapidamente à região, cá vai o registo da viagem.


E viagem que é viagem, deveria começar sempre em estações de comboios, aeroportos ou terminais rodoviários. Aos anos que não andava de expresso mas as saudades foram logo tratadas, ao sair de Lisboa com meia hora de atraso. Também faz tempo que não viajo sem ser ao volante e desta vez, foi possível apreciar os muitos pormenores da paisagem. Depois de trocar o expresso por um comercial opel e os estranhos do autocarro por outra companhia, lançamo-nos à descoberta da costa e dos seus inúmeros lugares e lugarejos, todos com histórias e motivos para fotografar. Santiago do Cacém, as praias a Norte de Porto Covo, Cabo Sardão, praia da Amendoeira, Odeceixe, Aljezur, barragens perdidas o meio da serra e tudo o que ficasse pelo meio.



Oportunidade não só de lavar a vista mas o palato, começando por umas sardinhas que podiam estar estragadas mas ninguém se queixou, passando pelos petiscos do Café com Alma e terminando num Sargo escalado e ameijoas à bulhão pato com vista para uma enseada em Porto Covo. Fica ainda um sítio recomendado para ficar em Aljezur, o Hostel Amazigh. Mas o nosso coração fica mesmo na casa da D. Fátinha em Monte Clérigo!



E tão rápido como dizer "Zambujeira do Mar", o fim de semana passou num ápice. Com instantâneos como os de baixo, é fácil perceber a vontade de largar tudo e rumar a Sul.

Tons de azul de uma praia qualquer.

Panorâmica da praia de Odeceixe.

Cegonha-branca no ninho em escarpa no cabo Sardão.

quinta-feira, abril 01, 2010

Dupla inauguração

Primeiro, hoje foi a primeira sessão do PEEC do Samouco, a estrear instalações anilhadeiras de luxo. As capturas não foram nada de transcendente, capturámos uma raríssima Sylvia albicapilla mas não conseguimos apanhar o Clamator glandarius que rondava as nossas cabeças. O ponto alto foi, obviamente, o rally na carrinha de caixa aberta. Sem entrarem mosquitos para a boca.
Segundo, foi oficialmente aberta a época da sardinha. Ainda pequenina mas bem gostosa e assada no ponto. O que, apesar da minha primeira escolha no menú - uma cabeça de cherne cozida estar esgotada - foi uma excelente alternativa para almoçar no Marítimo, nessa bela localidade que é Alcochete.
P.S. De modo a celebrar este dia tão especial, contei aqui uma peta. Alguém adivinha?

O dia em que salvei a Páscoa

Embora não ligue rigorosamente nada ao calendário litúrgico, ao contexto religioso desta quadra, amanhã ir certamente comer carne sem pestanejar e, mais grave que isso tudo, chocolates e amêndoas passarem-me completamente ao lado, hoje tive plena consciência que esse ícone marcante desta semana - o coelhinho - foi salvo repetidamente pela minha modesta pessoa.
Primeiro, porque aparece com dois ovos recheados com creme de anaeróbios na bochecha - nesta semana, qualquer coisa vagamente ovóide tem de ser um ovo da Páscoa, certo? Depois, porque são atirados aos pares para os quintais de pacatos cidadãos - neste caso, a coelha é que era o ovo kinder, daqui a uns dias devem sair cá para fora uma série de láparozitos, quais matrioskas pascais - ou se calhar não, porque nessa altura já não é Páscoa.
Por isso, podem-me agradecer por irem receber coelhos recheados com amêndoas e ovos com chocolate no próximo Domingo. Eu, que juro solenemente ser verdade todos estes factos, embora um pouco dramatizados, ao contrário de algumas pessoas que aproveitam este dia para andar por aí a espalhar petas...
Não sou eu que vou ter a cabeça a prémio quando a verdade, tal como um ovo de chocolate estragado, vier ao de cima.