sexta-feira, julho 11, 2008

Back from the dead

Qual fênix renascida das cinzas (ou do terceiro carril do metro) eis que a bd regressa do além!!

quarta-feira, julho 09, 2008

Remembering California #2

Casablanca

Está lá tudo!

Remembering California #1

"The Greatest"
Cat Power

Só agora é que começo a digerir o mês passado. E curiosamente, são as extremidades da viagem que estão mais vivas na memória.

terça-feira, julho 08, 2008

A realidade é mais estranha que a ficção

Sem dúvida. E garanto-vos que depois de ver o os duendes a tocar "Vicky, o pequeno Vicking" o meu conceito de realidade teve de ser revisto.
Estava eu bem cedo esta manhã na Decathlon e apesar de só precisar de uma coisa, é certo e sabido que trouxe mais duas. Enquanto esperava pela minha vez na caixa, pus-me a observar o conteúdo do carrinho:
  1. caixa plástica de arrumação com montes de compartimentos para coisas de pesca (só 6,90 euricos);
  2. caixa com minhocas (ou mais correctamente, poliquetas. Mas como são todos anelídeos não faz mal);
  3. chapéu (após as últimas saídas de campo ou o chapéu encolheu ou a cabça inchou - esta será a hipótese mais provável já que o meu activo e prspicaz cérebro precisa de espaço para se expandir);
Qualquer outra pessoa que terá passado por mim, chegaria à seguinte conclusão: "pescador!" e se bem que, graças à pesca de Julietas na Comporta e de pirilampos na Adraga, não seja inteiramente mentira, o que é certo é que a realidade é muuuito mais estranha que a ficção. Porque neste preciso momento:
  1. a caixa de arrumação está cheia de material de desenho, permitindo-me fazer inveja aos demais morcegos pelo meu atelier portátil;
  2. as minhocas já estão nas barrigas dos sapos, do axolotl e do Paramesotriton;
  3. o chapéu já está a postos para uma incursão a Elvas e quiçá, para pesar corujas-das-torres;
Se as outras pessoas soubessem...

segunda-feira, julho 07, 2008

Mensagem à Doutora Pulha

Já troquei o "C" pelo "S".
Agora já me dá a honra de uns comentários escritos?
Um grande bem-haja.

Primeiro concerto romântico

Ontem o Fuzhong e a Morcega estiveram no seu primeiro concerto juntos. Mas acham que fomos ver Kings of Convenience, Jack Johnson ou José Gonzalez? Acham que estivemos no Coliseu, na Aula Magna ou no Santiago Alquimista?
Não, não, não.
Estivemos num armazém abandonado - mas acho que não era daqueles com uns cartazes ameaçadores avisando a queda eminente da fachada - algures no cais do Ginjal a ouvir os Duendes do Umbigo (Doentes no umbigo?) a desconstruir toda a nossa infância à medida que íamos ouvindo versões punk das músicas dos nossos desenhos animados.
Conclusão: em vez de dançarmos abraçadinhos rimos que nem uns perdidos e saímos de lá agarrados ao estômago. E que afinal os pais tinham razão: desenhos animados em excesso realmente fazem mal ao juízo. Mas querem saber? Adorámos.

sexta-feira, julho 04, 2008

Maratona ornitológica

Até hoje, achava que tinha perdido um bocado a pedalada para noitadas e directas de trabalho mas ao fim de estar acordado umas 31 horas seguidas, das quais mais de metade foram passadas no campo, chego à conclusão que não estou velho nem acabado. E que comparada com esta, a maratona olímpica é uma volta no parque para meninos.
A prova começou com um rally entre Lisboa e Alcochete, e volta a Lisboa e regresso a Alcochete, em virtude do esquecimento de um pequeno pormenor -diz que dá jeito na anilhagem ter assim umas cenas metálicas com uns números para pôr nas patas dos bichos. Apesar das fracas comparências, ainda deu para marcar um cromo novo - um Charadrius alexandrinus - e ter um flash nostálgico do tempo das colecções de cromos do He-man ou dos aviões das pastilhas gorila.
Sem ter caído uma única vez ou ficado atascado nas salinas, a jornada continuou no campo de tiro de Alcochete, aqui mudando o habitat das salinas para montado e o objecto de estudo das limícolas para corujas-das-torres.
Sempre de olho nos touros ou num qualquer foguete perdido lá se andou de ninho em ninho a marcar e a recolher amostras dos bichos. E obviamente, deixando um Tyto alba marcado na base de dados com as minhas singelas iniciais.
A repetir a prova, embora não necessariamente nesta sequência. Agora, cadê a medalha de ouro?

quinta-feira, julho 03, 2008

Excuse me?

O que pensar quando a namorada diz "Tu havias de gostar de conhecer Goa, lá é que se come alarvemente"? Eu tomei como elogio. De certeza que estava a enaltecer o meu lado gourmet.

Fuzhong, grande caçador de pernilongos

Mais um dia, mais um cromo para a caderneta. Na verdade, foram 4 que levaram umas pulseiras novas e na verdade, não foram caçados pois foram posteriormente libertados inteiros. É só mesmo para dar dramatismo à coisa.
O dia foi porreiro, não fosse 2 pormenores:
  1. O temor que pairou sobre mim todo o dia, como uma ave de mau agoiro, de que o telemóvel, desaparecido, podia ter caído num qualquer arrozal. Felizmente estava à minha espera em casa, obviamente a estoirar de mensagens e chamadas não atendidas. Tirei 2 conclusões: 1) os dias sem telecomunicações são muito mais tranquilos; 2) mesmo sem telemóvel, encontramos as pessoas com que precisamos falar.
  2. A outra ave de mau agoiro ou, simplesmente, a hiper-super-mega-chata-comá-ferrugem-que-não-tarda-está-a-levar-uma-bolachada que nos acompanhou. Desde outra frase repetida até à exaustão "põe a mãozinha por baixo", ao lobby-anti-jugular-preferimos-ter-o-bicho-a-espernear-dez-minutos-enquanto-lhe-furamos-a-asa, passando por "estou a ver que gostas dos passarinhos" e outras tantas que me fizeram revirar os olhos até quase saltarem das órbitas. Há maneiras de dizer as coisas, sem paternalismos, e não negue à partida uma jugular que desconhece. E estou a ser mau. Mas WTF! Não há pachorra para cromos destes! Na categoria do Dr. Pírula (ver post antigo)

terça-feira, julho 01, 2008

At the movies

Sabiam que a praça de touros do Campo Pequeno agora tem cinemas? até ontem eu não sabia e se calhar é um sinal de que ando demasiado (apesar de nunca ser demais) tempo no campo.
Ontem, para variar um pouco, foi dia de programa normal a dois, que não envolvesse perseguições a animais selvagens, quedas de falésias ou travessias de rios selvagens. Até se podia dizer que havia algum tipo de convergência de temas com a tela.
Apesar de por um par de vezes, o enredo ameaçar descambar, este é um grande filme de entretenimento. Também àquela hora já não conseguíamos digerir nada mais complexo e a aparente amálgama de coisas como a guerra fria, as pesquisas paranormais dos russos, a influência de seres extra-terrenos em culturas pré-colombianas, bombas atómicas a caça às bruxas do McCarthismo e outros pormenores até fizeram sentido e caracterizam de forma engraçada alguns aspectos da década de 50. E delirámos mesmo e rímos que nem uns perdidos (estão a ver o impacto na sala...) com as cenas na Amazónia e as projecções para a eventual expedição Morcego's in Amazónia 2010.
Recomenda-se, especialmente se forem fãs da série como eu e se aos 8 anos sabiam de cor as falas e as cenas dos primeiros filmes. Senão, ide e diverti-vos na mesma mas tenham com cuidado com as cadeiras daquela sala para não ficarem de pernas para o ar.

domingo, junho 29, 2008

Instantâneos no Zoo

Hoje foi dia de mais uma saída dos Morcegos e após 10 horas passadas no Zoo de Lisboa estes foram alguns dos 18 esboços produzidos:
Oryx gazella, grafite e marcador preto aguarelável
Artocephalus spp., grafite

Aceros plicatus, aguarela


Bycanistes buccinator, grafite



Pauxi pauxi, grafite e lápis de cor

Podiamos ficar por aqui com estes instantâneos da visita mas houve outros muito mais interessantes que, infelizmente, não dão para desenhar:

  1. A visita relâmpago à papelaria Fernandes do Colombo para comprar um caderno de campo novo. Um pouco a medo, já que os senhores raramente têm as coisas que preciso. Acabei por ficar infinitamente aquém dos meus objectivos megalómanos, que eram preencher o caderno inteiro. Com 18 bonecos fiquei-me por um terço das páginas...;
  2. Uma certa pergunta repetida até à exaustão durante o dia inteiro;
  3. A quantidade de baboseiras ouvidas durante o show dos répteis;
  4. Abanar árvores de frutos exóticos para estes caírem em cima das pessoas;
  5. O almoço mais desenxabido dos últimos tempos;
  6. O terror de andar pendurado no teleférico acentuado por alguém umas cabinas à frente que não parava de abanar a geringonça toda;
  7. A quantidade de coisas que caíram dentro dos recintos dos animais, desde desenhos a óculos de sol, tendo estes últimos voado até ao sítio dos "Bambis" (o revirar de olhos e os "veados" sibilados por mim foram perfeitamente inocentes);
  8. Não chegar a tempo de impedir uma pessoa de beber água de uma garrafa lambida por um esquilo.
Ao fim do dia, cansado mas muito satisfeito. Só que para a próxima levo mesmo a zarabatana e os dardos.

sábado, junho 28, 2008

Por fim, abrandar

Neste último mês acho que andei mesmo a testar os limites - não só os meus mas os de algumas pessoas que me rodeiam - e, apesar de ainda achar que consigo alcançar o Santo António, agora vai saber bem parar um pouco.
Esta última semana passou-se entre trabalho, pequenas escapadelas à beira-rio que sabem sempre a pouco, uma excelente introdução à gravura na Associação Água-Forte (e um grande bem-haja à Fátima por ter tido a paciência para nos aturar uma tarde inteira), o regresso a Elvas ou, se calhar mais correctamente a descida ao inferno de 5000º C à sombra (só aplacado ao fim de um longo e cansativo dia de trabalho campesino com umas rodadas de mines), a última aula de IC antes das férias e mais uma noite em claro a fazer powerpoints para uma palestra dada hoje de manhã.
Poder-se-ia dizer que não aprendi nada com o último mês mas não é verdade. Aprendi que, por mais que tente organizar-me, a minha gestão (ou seja lá o que se possa chamar) do tempo é mesmo assim e que, apesar das facadas nas horas de sono, consigo ir estando um pouco com toda a gente e em quase todos os sítios. A amizade e outros sentimentos prestam-se a estes sacrifícios.
Às vezes acho que tenho um coração tão grande mas tão grande que devo ter uma bruta cardiomiopatia dilatada.
Nota: a saída no zoo, as capturas de limícolas e as vampiragens a corujas e pernilongos já marcadas para esta semana, entre outros programas mirambolantes que entretanto surjam, atestam que não aprendi mesmo nada nas últimas semanas. Ou será mesmo assim?

segunda-feira, junho 23, 2008

Globetrotter #6 - Lagoa de Albufeira

Já a abrandar o passo e depois do primeiro jantar de sardinha assada do ano, onde me apercebi que nunca mais me livro da fama de comilão (obrigado Joana...), acordar às horas do costume para dar um pouco mais ao alicate. Depois de uma manhã recheada de cromos, sem motas, o primeiro Dendrocopus, almoço no Mequinhus, tarde na praia e caracolada ao fim do dia que mais se pode querer? A companhia que se teve, evidente ;)

Globetrotter #5 - Coimbra

Depois de um dia e meio em Lisboa, ala para Coimbra para mais um curso de formação de vampiros. Uma garrafa de tinto Palhacanas para mostrar às gentes do Norte as coisas boas que se fazem pelo Sul e a exaustão para as cordas vocais das horas de paleio no Choupal de Coimbra.

Globetrotter #4 - Elvas

Chegar do Gerês e 2 horas depois partir para Elvas para trabalho de campo. Mudança total e completa de paisagem, pensar como é bom ser pago para passear e ver passarinhos e criar danos psicológicos graves aos meus sócios que ficaram a precisar de urgentemente de terapia do sono.

Globetrotter #3 - Gerês

Devo estar mesmo a perder qualidades porque depois de despedir-me dos Morcegos e deixar Peniche para trás tive mesmo de parar para dormir a meio da viagem para o Gerês. Fraquinho... Mais uns dias de anilhagem, na companhia do pessoal do costume, excepto algumas ausências de nota, desta vez sem uma única refeição de massa, as mesmas paisagens deslumbrantes, o escritório com melhor vista, lobos, cabras, noitibós, pica-paus, uma passagem por Braga e um reencontro, a travessia de serra até à Vila do Gerês e o regresso chuvoso a Lisboa.

Globetrotter #2 - Berlengas

Ao chegar a Portugal vindo das américas ainda tentei convencer o piloto do avião a deixar-me saltar de para-quedas para as ditas ilhas (o cenário impossível de verem-me a saltar de para-quedas de onde quer que seja só serve para acentuar o dramatismo) mas os senhores não me deixaram e apertaram-me o cinto do assento. Portanto tive mesmo que apanhar o barco no dia a seguir e reunir-me ao resto dos Morcegos.

Paisagens deslumbrantes, gaivotas até enjoar, algumas cagarras e de noite, uns roquinhos a chamar lá ao longe a boa disposição que já é costume. Deu para produzir algum material e ficou a ideia de lá voltar novamente para ver as ilhas de outra perspectiva.

Globetrotter #1 - Califórnia


Como já devem ter percebido, dei um saltinho à Califórnia para participar num congresso de bird-nerds. Foi oportunidade de rever amigos, conhecer uns quantos cromos (obviamente que toda a população americana é croma per se mas vamos considerar que o termo cromo é aqui aplicado como um elogio), assistir a cenas perfeitamente surreais (devo referir a título de exemplo, as palestras em que os palestrantes cantavam e os alás ao fish-man god), tantas que davam um blog só por si e botar faladura no último dia de congresso, quando o pessoal queria era encher a mula.

Os dias seguintes foram passados a passear por Los Angeles e arredores, que deixaram dividido entre o piroso e o medonho, continuando o espírito geek e a visitar sítios como o zoo de LA, o Aquarium of the Pacific, outro aquário de que não me lembro do nome, o IBRRC, museus de história natural, La Brea, quase sempre com a possibilidade de visitar os bastidores (aqui fui adepto incondicional da cunha) sem pagar um tusto e alimentar os poucos neurónios que sobram.

Acabei inevitavelmente por fazer de turista mais convencional e passar por sítios como Long Beach, Orange County, Rodeo Drive, Beverly Hills, Hollywood e comprovar que afinal, existem mesmo mas que se calhar as dezenas de sem-abrigo e cenas que ultrapassam o limite do bom gosto fazem um pouco de contraste com a imagem que temos de alguns desses locais.
Outra parte boa foi rir-me, gargalhar por dentro com os cromos dos americanos e, por vezes, confesso, gozar um bocadinho com as situações. Pronto, um bocado.
Fica tanta coisa por falar, a cirurgia ao computador, as conversas de spanglish, a Borrelia que trouxe, sessões estonteantes de birdwatching, rinocerontes sem chifres, frascos com larvas de mosca, hordas de criancinhas infernais, peixes instantâneos e tanto, que se quiserem saber alguma coisa, perguntem!

I'm back!

Sosseguem corações desalentados, ao fim de quase um mês de silêncio bloguístico, e de uma tourné intercontinental estou de regresso... pelo menos até à próxima viagem. Se por vezes, com pequenas aventuras de um dia já é difícil comprimir todas as histórias, é praticamente impossível fazê-lo quando as viagens de sucederam a um ritmo estontante. Para mais, houve uma outra viagem que começou na mesma altura e que foi transversal a todas as outras. Mas há que manter uma aura de mistério para manter o público interessado. E, bem vistas as coisas, vocês querem é mesmo saber é dos momentos non-sense, das palermices e apreciações gastro-científicas ilustradas não é mesmo?

terça-feira, junho 03, 2008

Ainda estou vivo!

Aproveito este intervalo para informar que estou bem e de saude, quica com mais um quilo, mais sabio, com o cabo do computador cortado, sem pasta de dentes, umas trezentas fotos, muitos cromos na caderneta (uns americanos, outros com penas), incluindo um Gymnogyps californianus e muitas historias para contar quando regressar. Por isso, vao ter de me ouvir por muitas e longas horas quando regressar.
P.S. So gostava mesmo que os PCs por aqui tivessem acentos. enfim...