A zona da Peninha tem uma paisagem de cortar a respiração sobre o Guincho e, em dias limpos é possível ver a linha de costa quase até ao infinito. E é onde a serra de Sintra mergulha no mar, entre matagais de giesta e murta, a lembrar como seria outrora uma paisagem mediterrânica, que temos o estaminé montado e é difícil pensar em melhor local de trabalho que este. Sortudos dos burros que passam o dia a pastar e a olhar para o mar.
Quarta-feira estava o (quase) pânico instalado na estação, com uma passagem em massa de Phylloscopus trochillus, que faziam com que não fosse possível libertar mais depressa os pássaros do que a velocidade com que caiam nas redes. O meu pânico foi reencotrar o suiço(ida) que, não tendo uma falésia por perto, optou por andar a subir às árvores. Distância dele, não queria repetir a dose de Dezembro passado (ver post de então). Ainda houve tempo de almoçar uma massada de bacalhau óptima e ser condecorado com uma dúzia de medalhas de molho, o que fez com que entrasse no local de trabalho de casaco vestido.
Quinta-feira a manhã foi bem mais soft e deu para começar a perceber a confusão que é determinar sexos e idades de Sylvia melanocephala. Apesar do curto percurso, foi óptimo subir a serra e beber água fresca de uma fonte secular enquanto se conversava, sempre sem conseguir deixar de admirar toda a paisagem.
Por isso, um grande bem-haja ao cicerone João Paulo e todo o pessoal que acompanhou durante estes dias, que souberam que nem ginjas para escapar à rotina.
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