sexta-feira, julho 13, 2007

Uma noite como outra qualquer

Ontem ao início da tarde, quando me levantei da cadeira, após 2 horas a trabalhar fervorosamente em frente ao portátil, e senti as vértebras lombares a pulverizarem-se e os discos intervertebrais a guincharem, achei que o resto de dia ia ser muito interessante. Obviamente, e contrariando todas as expectativas, foi perfeitamente normal.

Logo após o incidente lombar, fomos invadidos por clientes, que me fizeram andar feito velhinho entrevado de um lado para o outro. Ao fim do dia foram dar comigo deitado no chão a fazer uma posição de "encaixe vertebral" para pôr as vértebras descarriladas de volta ao sítio. Tarde demais, pois apesar de terem voltado à linha, a composição ia toda trocada.


Por esta altura acharam vocês que me fui deitar para casa, beber um cházinho e receber uma massagem relaxante. ERRADO!! É lógico que fui para as salinas do Samouco para uma sessão de anilhagem à luz das estrelas. "Salinas? O que é isso?" Ouvi perguntar na pizzaria em Alcochete, fazendo com que me esgueirasse para a rua, abafando um riso. "Duh! Olha à volta!". As pizzas eram muito boas, melhores que as Sofias Lorens espalmadas, mas é melhor calar-me, senão depois a irmandade não me leva a jantar fora.

Com a promessa de apanhar cem Sternas, lá fomos para as salinas. O mais correcto seria dizer sem Sternas, que eram como estavam as redes passado um tempo. A única coisa que apanhei foram picadelas de mosquito nos 3 minutos que levei a sair do carro e a besuntar-me com repelente. Como já tenho experiência nestas coisas, ia já com as expectativas em baixo, do género "qualquer ser vivo que veja já é bom" e lá consegui tirar umas fotos a umas osgas.

"Chup! Chup!" fazia o mosquito enquanto lambia o probóscide, todo contente por me sugar o sangue e me despejar alguns Arbovírus em circulação. Alguns ficaram esborrachados à superfície da minha epiderme, após levarem uma bolachada com a minha manápula, outros agonizaram passados alguns segundos, intóxicados com o meu sangue peçonhento. Pelo menos, é o que eu desejo. Morram, Cabrões!!


Tarentola mauretanica



No fim da noite lá apareceram as Sternas e pode-se dizer que a noite não foi em vão.

A família de Sterna albifrons à espera de receberem uma anilha.

quinta-feira, julho 12, 2007

Concerto

Imbuído de espírito caridoso e de bondade, venho aqui publicitar mais um concerto a não perder da banda de uns amigos meus; Katabatic, é claro; os outros nunca vi mais gordos. Apareçam!

Jantar canibal

Pensavam que tinha desaparecido após o incidente urológico do início da semana? Errado, qual fênix renascida das cinzas, estou de volta e finalmente, com títulos nos posts. Portanto, sou um homem feliz.
Pois é, ontem a irmandade da esteva foi em visita de estudo a mais um restaurante italiano, que acho que só eu ainda desconhecia. E foi aí que nos inciámos nestas práticas canibais e pedimos 2 Sofias Loren, uma pequena para mim e outra, grande, para a Maria Amélia e a Van Van. Muito boa, a que eu comi. Embora, no que toca a restaurantini italianetti continuo naquela: GORDINI RULEZZZ!!!

segunda-feira, julho 09, 2007

Começar bem a semana!

Hoje, quando acordei, sentia-me indisposto, uma dor difusa na região pélvica e lombar, que se ia agravando a cada minuto que passava e cujo epicentro desse terramoto doloroso era a minha gónada direita. Procurando não entrar em pânico, já que só me vinha à memória uma certa história de terror de uma torção testicular relatada por um amigo meu, tentei pensar racionalmente. Primeiro, esperei que passasse. Nada, só piorava. Depois tentei andar, deitar-me, qualquer coisa. Obviamente, não tinha morfina em casa. Ir às urgências também estava, para já, fora de questão (já que ia ser, no mínimo interessante, pegar no carro e conduzir até ao hospital neste estado). Quando já estava no ponto em que o mais leve movimento quase me deitava ao chão, agonizante, achei que estava na altura de tomar medidas drásticas:
Liguei o Google e fui à primeira página que me apareceu. Meus amigos (as amigas que me desculpem, mas nunca hão-de passar por isto), leiam bem esta página. Passem as descrições horripilantes do problema e das possíveis complicações e vão directamente à parte do tratamento. Pode ser que vos salve de um aperto. Eu sei que a mim salvou e passados uns 10 minutos pude regressar à minha vida normal, seguro de que as funções tinham sido restabelecidas.
Agora, não posso deixar de pensar que ainda só estou no início da semana; será que sobrevivo até ao fim? De qualquer modo, só posso dizer:
"Abençoada internet!!!"
A Manhã dos Mortos Vivos
Podia ser o título da manhã de ontem, quando 3 mortos-vivos já estavam no campo às 5h30 a montar redes e a anilhar pássaros. Outros títulos alternativos podiam ser:
"A invasão dos moto-quatro de Marte"
"Os 1001 guarda-rios que teimavam em ser apanhados"
A recompensa pelo esforço surgiu já à hora de almoço no Mequinhos, frente a 5 barros. Só lamento não haver aquele semi-frio de natas com um cheirinho a café... E também lamento todas as minhas propostas de identificação de raridades, como Acrocephalus palustris, Hippolais pallida e Hippolais icterina, terem sido sumariamente recusadas pelo sr. coordenador. O tempo vai dar-me razão...

sábado, julho 07, 2007

Terra Alternativa

Pelos vistos agora sou obrigado a fazer eu os títulos... c****ho do blogger! Bem, como agora não tenho mesmo nada para fazer, decidi continuar o massacre com mais rabiscos antigos da fauna vertebrada de uma realidade alternativa já conhecida.
Hesperornithiformes
Este grupo de Aves arcaicas, provavelmente aparentadas com os Ichthyornithiformes, surgiu pela primeira vez no Cretácio inferior no Hemisfério Norte, ocupando o nicho de mergulhadores piscívoros. A sua anatomia era muito derivada, com asas muito reduzidas, membros posteriores extraordinariamente desenvolvidos e um bico cheio de dentes, adequado para capturar presas escorregadias.
Actualmente, esta Ordem pouco alterou os seus hábitos e morfologia, sendo os principais predadores marinhos do Hemisfério Norte. Todas as espécies são ovovivíparas, mantendo o ovo, cuja casca é substituída por uma membrana porosa, no interior do oviducto até à eclosão. Nessa altura, as fêmeas regressam a terra, geralmente ilhas isoladas, onde se deslocam muito desajeitadamente, para "darem à luz"; no entanto, pensa-ve que uma das linhagens actualmente existentes, tenha superado este problema e desenvolvido uma placenta rudimentar, estrutura até então nunca descrita para uma Ave. Deste modo, é possível às fêmeas darem à luz em pleno oceano, sem necessidade de virem a terra. Estão descritas 3 famílias:
Aviserpentidae
Superficialmente semelhantes a antepassados como Hesperornis, do Cretácio da América do Norte, as Aves-serpente têm um pescoço longo e sinuoso e um bico ponteagudo, com dentes pequenos nos 2 maxilares, que usam para arpoar as presas. Os membros anteriores não são visíveis e os 4 dedos dos posteriores possuem lobos de pele, que permitem aumentar a superfície de propulsão na água. É também a família com maior número de espécies, presente em todos os continentes em zonas de água doce e salobra; as espécies com distribuição tropical surgem também em águas costeiras como mangais. O método reprodutivo ainda é ligeiramente primitivo, construindo o casal um ninho flutuante de vegetação, onde a fêmea deposita os 5 a 6 ovos de casca membranosa para que possam eclodir. As crias são relativamente precoces, conseguindo acompanhar os progenitores poucas horas após o nascimento.

Artospheniscidae


Os pinguins-árticos são predadores de pequeno a médio porte (1 a 200 kg) que habitam as regiões mais setentrionais do Atlântico e Pacífico, ocupando um nicho semelhante aos verdadeiros pinguins.
O corpo é compacto, o bico curto e forte com dentes em ambos os maxilares, com a ponta encurvada para baixo. Os membros posteriores são muito desenvolvidos, embora o dedo I seja livre, muito móvel e com uma garra forte, que os pinguins-árticos usam para se ancorarem às rochas do fundo do mar. A sua dieta é composta em grande parte por moluscos e crustaceos bentónicos, cujas cascas e carapaças são partidas com o bico forte. Durante a época de reprodução, formam-se grandes colónias em ilhas rochosas ou em plataformas de gelo flutuantes, onde as fêmeas dão à luz 1 a 2 crias.

Cetornithidae


As aves-baleia constituem a família mais derivada de todas, completamente adaptados ao meio marinho. São animais de grandes dimensões, alcançando desde 300 kg até 2 toneladas de peso, sendo as maiores Aves de que há registo. O bico é longo e ligeiramente curvo, com dentes apenas no maxilar superior; contrariando a tendência da Ordem para reduzir as dimensões dos membros anteriores, as aves-baleia têm-nos desenvolvidos, que utilizam como estabilizadores e para mudar de direcção; Os membros posteriores estão trasformados em barbatanas, só se distinguindo as unhas nas extremidades. Esta família desenvolveu uma pseudo-placenta, que não é mais que uma anastomose dos vasos da membrana alantóica do embrião com os vasos da parede do oviducto e que lhes permite serem completamente independentes do meio terrestre para efeitos de reprodução.
Estão presentes no Atlântico e Pacífico Norte, com espécies isoladas no Mediterrâneo e Mar Negro.
Enquanto o blogger continua amuado e não me deixa escrever títulos, lembrei-me a propósito da eleição das 7 maravilhas do mundo:
"Maravilha, maravilha é... "
Vá lá, vocês sabem o resto!
"Transformers... na na na na eye" Lembram-se da música do genérico dos desenhos animados há muito tempo atrás? Eu lembrava-me e soube ontem que podia ter ganho bilhetes para este filme.
(entretanto, como devem ter reparado, este post não tem título porque o blogger se passou dos cornos. Adiante...)
Continuando o tema Cinema, e após grandes reviravoltas do programa de ontem à noite, que incluíram não ir ver Rodrigo Leão a Belém nem ir ver Asian Dub Foundation ao festival Musa em Carcavelos, acabei por ir com a Pintinhas e o Sócio ver este filme à sessão da meia-noite.
Àquela hora tardia, o cérebro já escorria em avançado estado de fusão pelos ouvidos, avisava que não ia aguentar filmes com enredos muito complexos, portanto a escolha de um block-buster era mais que óbvia; contudo, devo avisar que, em puto, era um ávido consumidor dos desenhos-animados, dos bonecos e afins. Portanto, ia ligeiramente condicionado.
Mas... surpresa! O filme é mesmo bom, tem grandes cenas de acção de porrada entre os robots, tem umas gajas bem jeitosas e cenas de rir (sacrilégio... talvez tanto como no Shreck 3). Em suma, 2 h30 de bom entretenimento (pois, de vez em quando também se vai ao cinema para filmes "pipoqueiros") e em que acho que muita gente voltou aos seus 10 anos de idade, quando encenava lutas imaginárias entre facções robóticas rivais no chão do quarto.

quinta-feira, julho 05, 2007

Filme #5 - 25t hour

Grande filme!

Filme #4 - The Thin Red Line

Uma perspectiva diferente sobre a II guerra mundial no pacífico

Filme #3 - Magnolia

É frequente música e cinema entrecruzarem-se, mas nunca antes visto desta maneira. O filme é excelente e a banda sonora também.

Filme #2 - Garden State

Não há uma cena preferida, o filme é muito bom do princípio ao fim, daí aparecer aqui o trailer. E tem a Natalie Portman...

Filme #1 - Fight Club

Provavelmente, o preferido. Para todos os efeitos, a melhor cena final que um filme pode ter.

Guia de campo cinematográfico

Como este blog cumpre um importante serviço público como arauto da cultura e ciência, e sinceramente, tendo esgotado o tema "festivais de música" e como não tem ocorrido nada de extraordinário esta semana (mas estejam descansados, a minha vida continua salpicada de surrealismo, embora ultimamente não têm ocorrido invasões alienígenas nem andei a combater vampiros mutantes), lembrei-me de ir buscar os meus 5 filmes preferidos e pôr aqui pequenos excertos ou trailers. Se não viram, vão ver. São bons filmes, alguns muito bons e até pode ser que fiquem a conhecer melhor o Tico e o Teco.

quarta-feira, julho 04, 2007

Super Rock!

Ontem consegui escapulir-me do local de trabalho 1 hora mais cedo (o que não foi assim tão cedo) e rumar ao parque Tejo para uma noite que viria a ser memorável em termos musicais. Após deixar o carro estacionado para lá do sol posto, entrar no recinto pela via verde e finalmente encontrar a dra. Pink e a amiga (ainda não deu para inventar um nome fictício), comecei a contagem decrescente para o grande concerto. Entretanto, fica aqui a apreciação musical (e não só) do evento:
Klaxons
Estavam a tocar quando entrei no recinto e não prestei atenção nenhuma à música, embora tenha reconhecido uma canção. Foi por esta altura que decidimos ir buscar uma pizza para a janta e que a dra. Pink ia dando um valente encontrão no Miguel Ângelo, o que não seria necessariamente mau, especialmente se isso impedisse os Delfins de fazer mais discos.
The Magic Numbers
Durante o jantar de pizza, foi necessário por diversas vezes, parar de enfardar e ficar a ouvir o que se passava. Este concerto foi uma agradável surpresa e a banda londrina de 2 pares de irmãos merece uma investigação profunda. Altamente recomendável. Por esta altura encontrei, ou mais exactamente fui encontrado, por mais amigos e fui severamente censurado por alguém presente por encontrar gente conhecida em toda a parte.
Bloc Party
"Bloc party não é com k?" perguntava insistentemente um festivaleiro, ébrio e queimado, ao nosso lado. Durante a actuação da banda conseguimo-nos separar todos uns dos outros e ficámos reduzidos a um trio. A ver pelas reacções de algum pessoal, que parecia possuído por espíritos malignos, foi um grande concerto, mas eu achei as músicas todas parecidas e não puxou muito por mim. No fim da actuação, a dra. Pink teve a brilhante ideia de ir comprar pin's, ficando nós a acreditar que a íamos perder para sempre no meio dos magotes de gente, e perdeu o momento surreal da noite, sob a forma de um "triálogo", que passo a descrever:
gaja nortenha: Olha, és capaz de segurar no copo enquanto tiro os cigarros da mala?
eu: Humm... está bem (enquanto pensava se lhe bebia a imperial ou cuspia uma escarreta para dentro do copo).
gaja nortenha (sacando o telemóvel da mala): Onde estás carago?... f***-se, à frente... à frente está toda a gente carago... and so on and so on, fazendo desfilar um chorrilho de palavrões.
amiga: Então e os cigarros?
eu e amiga: gargalhadas incoercíveis.
gaja nortenha (desligando o telemóvel): Homens...
eu: Por acaso foi um homem que te segurou no copo, sem sequer cuspir lá para dentro, mas está bem...
gaja nortenha: Eu sei, obrigada. (virando-se para a amiga): mas nunca deixes de acreditar!
Entretanto, chega a dra. Pink, toda contente por ter comprado 3 pin's da Mafalda (?!), mas sem perceber do que nos estávamos a rir, explicando que nos tinha encontrado no meio da multidão por ter seguido qualquer pista no chão. Fizemos que sim e furámos um bocado mais para a frente até ficarmos num bom sítio.
Arcade Fire
Decididamente, O concerto da minha vida até ao momento, destronando momentos míticos como a versão de "Where is my mind?" tocada pelos Placebo há uns anos no coliseu ou o derradeiro concerto de Smashing Pumpkins no Restelo. Nem a chuva, que teimava em ir caindo, nem um copo de imperial a voar e a respingar cerveja por todos os lados, conseguiram macular esta prestação da banda canadiana. As músicas criteriosamente escolhidas (só faltou mesmo "Crown of Love"), soberbamente interpretadas por uma quase orquestra, todos os aspectos cénicos, a multidão a entoar em coro referões ou a acompanhar o solo de violino de "Rebellion", os pormenores do tambor a voar pelo palco ou das 2 tubas a tocar de frente uma para a outra e tudo mais fizeram deste o melhor momento musical ao vivo que já presenciei.
Hoje, estou cansado, rouco, com sono mas a trautear todas as músicas da véspera.

segunda-feira, julho 02, 2007

Guia de campo jurássico

"Oh não! Mais dinossauros!" Pois é, voltamos a este velho tema, que surge de forma recorrente em ideias para desenhos e rabiscos. Mas de certa forma, é compreensível, apesar de não ser paelontólogo (acho que já ficou mais ou menos claro que gosto destas coisas, se bem que se tivesse enveredado por essa área profissional, o mais certo era estar desempregado e nem ter dinheiro para pagar internet de maneira a chatear-vos o neurónio com estas coisas), os dinossauros são parte integrante da minha vida profissional. Ainda ontem estivemos na Lagoa de Albufeira a capturar vários exemplares de uma certa linhagem derivada destes seres (há também quem lhes chame Aves) e a minha tese de mestrado também tem a ver com o mesmo. Às vezes não deixo de me sentir meio geek com estes posts mas depois acabo por pensar que este espaço serve mesmo para escrever sobre o que me apetece. E se me apetece escrever sobre dinossauros, toxoplasmas, as minhas férias, besouros, sardinhas assadas ou as cretinices do chefe, whatever...
Bem, tendo em vista concursos de ilustração em que provavelmente nunca irei participar, fui investigar sobre dinossauros portugueses (e não, não é um post político) e eis o que descobri:

Theropoda

Os grandes dinossauros carnívoros são dos grupos mais facilmente reconhecíveis pelo público. Os seus crânios eram grandes e parcialmente pneumatizados, tal como os ossos dos membros, as costelas e vértebras; os dentes comprimidos lateralmente, ligeiramente encurvados para trás e com 2 bordos serrilhados; as falanges dos membros anteriores eram alongadas, com garras longas e curvas; ao longo da evolução do grupo, que surgiu no final do Triássico/início do Jurássico e que se espalhou por todos os continentes (incluíndo a Antártida), houve uma perda progressiva dos dedos IV e V.
Por cá, passearam-se 2 grupos: Ceratosauroidea e Allosauroidea.

Ceratosauroidea

Predadores primitivos, o crânio era ornamentado por cristas e cornos. O género Ceratosaurus foi encontrado em rochas do Jurássico superior, não só em Portugal, mas também nos EUA e na Tanzânia.



Allosauroidea
Predadores de grandes dimensões e com o corpo comprimido lateralmente, possuiam o crânio com processos lacrimais desenvolvidos e frequentemente ornamentado por cristas e cornos. Em Portugal, estão presentes 2 famílias: Sinraptoridae, representada por Torvosaurus e Allosauridae, representada por Allosaurus e Lourinhasaurus, todos encontrados em rochas do final do Jurássico.



















Digam lá se a anilhagem não era ainda mais interessante com estes bichos?

Prémio Nobel

Realmente há investigação científica e investigação científica... enquanto alguns tolinhos procuram desenvolver uma vacina contra o HIV, estudam marcadores genéticos para diferentes tipos de tumores, descobrem novas espécies animais em florestas remotas ou planetas em galáxias ainda mais remotas, outros iluminados fazem estudos sobre isto. Realmente podia ter escolhido um tema de tese beeeem mais fixe...

24 horas

... que pareceram 48, tal esteve a agenda preenchida. Obviamente, com o habitual sacrifício de horas de sono, mas que no grande balanço cósmico das coisas, foram posteriormente recompensadas. E pegando nessa tal cosmicidade e enquanto pensava noutro título para este post, lembrei-me de um livro que nunca li "O deus das pequenas coisas", de Arundhati Roy e achei como se podia adequar a este post, já que foi de pequenos grandes pormenores que parte deste fim de semana se distinguiu. Mas depois achei que era um pouco pretensioso.
Então a história começa sábado à noite, após finalmente desligar do trabalho. Jantar no mexicano "La Siesta" para a despedida de solteiro do sr. engº. Margaritas a pingar. Crises de meia-idade antecipada que podiam roçar a pedofilia em alguns estados norte-americanos de um "primo" meu. A boa disposição habitual, embora sem conhecer a maioria dos convivas. Conta pesada para o que se comeu e bebeu. Abandono o grupo durante um daqueles momentos de indecisões "onde vamos agora?". 3 horas de sono. Acordar às 04h45 para ir para a Lagoa de Albufeira. Ver finalmente Rallus aquaticus (e sem binóculos, tão perto que estava). A expressão "caem que nem tordos" (ou pardais) ganha um novo sentido, já que as redes quase deitavam fumo de tanto apanhar pássaros. Mais uma rodada de amostras para o mestrado. Almoço no Macbosta. Empate técnico em 2 rounds entre o macburger e o meu estômago. Andar 2 km para chegar à praia. Estender a toalha na areia e adormecer a ouvir lá ao fundo a rebentação das ondas e a conversa das pessoas. Acordar e ver uma tartaruga gigante a correr pela praia atrás da filha. Muita conversa sobre IF e IB. Voltar a fazer 2 km de volta ao carro. Jantar com amigos uma pizza fumegante. Comprar o bilhete para o Superbock. Finalmente, chegar a casa e cair de sono na cama.
Ficam algumas fotos para apreciação.

Alguém quer adivinhar o que isto é?

A praia, finalmente a praia!

De papo para o ar.

sexta-feira, junho 29, 2007

Devaneios evolutivos (continuação)

Continuando esta fantasia biogeográfico-evolutiva, disfarçada de pseudo-ciência, passamos dos fringilídeos, família bem representada em número de espécies no arquipélago, mas pouco interessante do ponto de vista ecológico, já que basicamente se assemelham aos seus parentes continentais.
Bem mais interessantes são outras famílias de passeriformes.
Estorninho-artesão (Sturnus habilis)
Apesar de se assemelhar morfologicamente mais com S. unicolor, esta espécie insular é descendente de S. vulgaris, facto comprovado por análises moleculares. Estes estorninhos vivem por todo o arquipélago em pequenos bandos familiares, geralmente compostos por um casal, que se mantém junto toda a vida e alguns juvenis provenientes de posturas anteriores que ajudam a criar a nova geração de estorninhos. Habitam preferencialmente zonas costeiras e abertas a baixa altitude. À primeira vista, parece apenas uma variedade negra e de maiores dimensões de qualquer estorninho, mas as primeiras observações do comportamento desta espécie deixarm meio mundo da etologia animal boquiaberto. À semelhança de uma gralha (Corvus moneduloides) da Nova Caledónia, o estorninho-artesão utiliza e constrói uma série de ferramentas que lhe permitem utilizar recursos alimentares das ilhas, até então inacessíveis. A lista de utensílios vai desde pequenos espetos que usa para retirar larvas de insectos de cavidades, almofarizes para quebrar sementes e conchas de moluscos e crustáceos, pequenas lanças de ponta serrilhada usadas para capturar pequenos peixes na maré baixa, ganchos usados para retirar crias de aves marinhas dos seus ninhos escavados no solo, até pedras usadas como arma de arremesso contra predadores naturais. A construção destes utensílios é aprendida pelos juvenis e varia ligeiramente de ilha para ilha e crê-se que esta lista de ferramentas venha a aumentar.

Falso-olho-branco (Sylvia leucophthalma).
Após a revisão feita por Sibley e Monroe à taxonomia das Aves, foram descbertas relações profundas entre grupos aparentemente não aparentados. Tal foi o caso das felosas do género Sylvia, que afinal não eram felosas mas sim Zaragateiros (família Timalidae), que também englobaria os olhos-brancos (Zosterops sp) e afins. O falso-olho-branco dos Açores parece simbolizar ironicamente essa associação, graças ao anel orbitário branco tão característico de Zosterops, ao comportamento típico de uma Sylvia e às dimensões corporais mais próximas de zaragateiros típicos. Encontra-se nos grupos oriental e central e todas as zonas com um mínimo de coberto vegetal arbustivo e/ou arbóreo. A sua alimentação é diversificada, incluíndo insectos e outros invertebrados, frutos e bagas.

Torda (Turdus castaneus)
Durante os primeiros anos de observação desta espécie, pensava-se só encontrar fêmeas, permanecendo o aspecto e canto dos machos um mistério. Após as primeiras capturas de indivíduos, comprovou-se que praticamente não existem diferenças morfológicas entre os 2 sexos, sendo um exemplo interessante como o isolmento insular leva ao aparecimento de espécies de aves com plumagem tão inconspícua. Presente em praticamente todos os habitats terrestres em todas as ilhas, são omnívoros, embora com uma preferência por matéria vegetal.

Piu-pardos (Azorornis)
Quando observados pela primeira vez, pensou-se estar na eminência de um problema zoogeográfico, graças às semelhanças destas pequenas aves com as carriças neozelandezas (Acanthisitta sp). Após as primeiras análises moleculares a comunidade ornitóloga pôde respirar de alívio, já que os parentes mais próximos dos piu-pardos eras as estrelinhas (Regulus sp).
Ao longo de milénios de isolamento, os seus ancestrais sofreram uma mini-radiação adaptativa e actualmente, os piu-pardos ocupam todos os ninhos de insectívoro arbóreo em praticamente todas as ilhas: Azorornis micrurus no grupo central, A. bicolor em Sta. Maria, A. longirostris em S. Miguel e A. florensis no grupo ocidental.
Carriço (Enigmornis longipes)
Apesar da pouca diversidade de espécies, os Açores têm proporcionado alguns problemas taxonómicos aos ornitólogos. Quando foi descoberto, ninguém sabia em que família colocar o carriço e pensou-se que este seria um Turdidae, um Muscicapidae ou mesmo aparentado com os piu-pardos e portanto, Sylvidae (ou Regulidae). A sua aparência estranha levou até a pensar-se num qualquer Furnari perdido no meio do Atlântico. Novamente, foram as análises moleculares que salvaram o dia e apontaram como antepassado desta espécie o vulgaríssimo pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula). O carriço pode ser visto como um pisco de grandes dimensões (alcança as 60 g de peso), com caudae asas reduzidas e patas desenvolvidas e que reteve parcialmente a plumagem de juvenil. Está presente em todas as ilhas, alimentando-se de invertebrados capturados no solo da floresta.

quinta-feira, junho 28, 2007

quarta-feira, junho 27, 2007

Devaneios evolutivos

Como, para além do trabalho, não tem ocorrido nada de extraordinário esta semana, os meus neurónios vão-se ocupando doutros assuntos menos corriqueiros, como por exemplo mecanismos evolutivos e afins. Apesar de cada vez mais mexer em biologia molecular e DNAs, a abordagem a este tema acaba por ser um pouco darwinista.
Portanto, Darwin... Galápagos... ilhas... É um lugar comum referir as ilhas como laboratórios evolutivos e exemplos, frequentemente em tempo real, das transformações de animais e plantas ao longo do tempo sob efeito de diversos mecanismos de isolamento. Outro lugar comum nestes meandros é referir os tentilhões-das-galápagos (Geospizinae) como o exemplo clássico da evolução, sob a forma de radiação adaptativa.
É possível tecer algumas considerações gerais sobre as diferenças morfológicas que as populações isulares de Aves têm relativamente aos seus parentes em massas continentais:
  1. Aumento do comprimento do bico, de modo a permitir explorar vários nichos alimentares;
  2. Aumento das dimensões corporais;
  3. Diminuição da capacidade de vôo, que pode ir desde a uma mera diminuição do comprimento das asas até à perda completa desta capacidade. Esta transformação é mais comum em alguns grupos de Aves, como os ralídeos, mas ocorreu em grupos tão díspares, como pombos (Dodós e solitários nas Mascarenhas, Natunaornis sp nas Fiji), patos (Anas chlorotis na Nova Zelândia, Gansos subfósseis no Havai), íbis (Apteribis sp no Havai, Threskiornis sp. nas Mascarenhas) ou mesmo poupas (Upupa sp, ilha de Sta. Helena);
  4. Inconspicuidade da plumagem, tornando-se menos colorida, especialmente nos machos.

Portanto é tempo de especular um pouco... vamos imaginar o arquipélago dos Açores daqui a uns 500.000 anos e retirar alguns pormenores da equação (pessoas e espécies introduzidas como cães, gatos, coelhos, cabras, lagartixas e tritões). Pegando nos pressupostos descritos em cima e mais alguns, como seria um guia de campo das ilhas ao fim desse tempo? Infelizmente, a área de cada ilha é reduzida, não permitindo uma grande diversificação de habitats e radiações adaptativas espetaculares como as que ocorreram com os drepanídeos no Havai, mas é o que temos.

Fringilídeos

O arquipélago é habitado por canários (Serinus canarius), verdilhões (Carduelis chloris), pintassilgos (Carduelis carduelis), tentilhões (Fringilla coelebs moreletti) e pelo priôlo (Pyrrhula murina). Dentro de 500.000 anos podia ser habitado por:

Bicos-grossudos-atlânticos (Nesocarduelis viridis e N. megarhynchus). Granívoros generalistas, preferindo sementes de casca mais resistente e habitando zonas abertas e florestas de baixa a média altitude. A primeira espécie ocorre apenas em S. Miguel enquanto que a segunda ocorre em todo o grupo central.




Canário-açoreano (Serinus atlanticus). Granívoro generalista, preferindo sementes de gramíneas e habitando a maioria de zonas abertas e matagais de baixa e média altitude. Ocorre em todas as ilhas.



Tentilhão-da-serra (Fringilla azoricus). Optando por florestas de laurissilva de média a grande altitude, alimenta-se de sementes, frutos, rebentos e alguns invertebrados. Ocorre em todas as ilhas com habitat adequado.

Pintaísco (Carduelis atricapilla). Ocorre apenas no grupo central em zonas abertas, matagais e florestas baixas. Alimenta-se de sementes variadas, rebentos, pólen e folres.




Psitarolo (Pyrrhula psittinus). Finalmente é unânime considerar que o género Pyrrhula tem uma espécie endémica neste arquipélago (isto de o priôlo conseguir vingar até lá). Ocorre apenas em florestas de altitude na ilha de S. Miguel e o bico robusto permite-lhe alimentar-se não só de bagas, rebentos e outra matéria vegetal mais branda, assim como sementes de casca dura.




Não percam as cenas dos próximos capítulos.

Prendas? Oba! Oba!

Pois é, isto de ser Natal quando o Homem quer faz com que às vezes sejam recebidas presentes inesperados. Ora vejam o que uns nossos clientes nos oferecem hoje: não é lindo?


As senhoras podiam ter oferecido cheques da Fnac, bilhetes para o Superbock, umas pastilhas para os travões novas para o meu carro... mas não, em vez disso recebemos este lindo poster. E foi com uma lágrima de emoção ao canto do olho e um arrepio na espinha que fiquei sem saber onde colocar esta peça. Mas as prendas não ficaram por aí... realmente o melhor estava para vir.
As pérolas do dia foram alguns comentários que outros clientes fizeram do chefe, que só me encheram o coração de alegria!
cliente #1 (tendo sido informado que o chefe estava atrasado): "Ah... então o almoço deve ter sido forte!"
cliente #2: "Deixe lá de ser palerminha que eu não tenho paciência para o aturar!"
Claro que as frases estão meio descontextualizadas, mas o que isso importa? Também sei que por estes posts e mais alguns já vou parar ao inferno. Mas quero lá saber, encontramo-nos todos lá, certo?

terça-feira, junho 26, 2007

Arctic Monkeys - Brianstorm

Música altamente perigosa para ouvir durante a condução... para os outros condutores (eu avisei)

Arcade Fire - The Well and the Lighthouse NYC 2.13.07

Ainda não há vídeo para esta música espectacular mas é para terem uma ideia do que pode ser o Superbock? 'Bora?

As mais recentes contratações

Não pelo Sporting ou outro grande clube, mas pelo auto-rádio do meu carro:


"Neon Bible" - Arcade Fire

"Favourite Worst Nightmare" - Arctic Monkeys

Isto só para avisar que nos próximos dias vou andar a conduzir tresloucado ao som deste pessoal.

sábado, junho 23, 2007

Jantar de Equinócio

Ontem decorreu no Jardim dos Sabores um jantar dos mestres e quase-mestres. Consegui chegar atrasado mercê de compromissos profissionais de última hora e do caos automobilístico presente nas imediações do restaurante. O lugar que tinha reservado junto a 2 colegas tinha sido ocupado e tive de pôr alguns dos convivas a saltarem cadeiras. O restaurante era vegetariano, bem confeccionado e desejável, graças aos distúrbios do metabolismo das purinas nos últimos dias. A melhor parte foi mesmo os tópicos de conversa (NOT!...), orientados pelo coordenador do mestrado, naquele canto da mesa:
  1. Os rouxinóis-do-japão (Leiothrix lutea) que dão cambalhotas e mortais encarpados nas gaiolas;
  2. Os cães que se sentam à mesa, põem babete e depois vão dar uma volta de carro;
  3. A história interminável da sanguessuga presa à orofaringe de um qualquer desgraçado, que ia pondo as minhas colegas a vomitar;
  4. e outras que tais dentro da mesma onda...
Naturalmente, fui respondendo à letra, referindo crises convulsivas, disparates que oiço no dia-a-dia e traqueostomias, respectivamente. O que talvez não foi assim tão boa ideia, porque o mestrado ainda não está concluído e estou mesmo a ver quem me vai calhar como arguente no dia de apresentação da tese...

100 pontos!

Ontem apanhei o chefe a dormir durante o horário de expediente! :)

sexta-feira, junho 22, 2007

Noite de cinema

Ontem a Irmandade da Esteva, mais o xefe e alguma família, foi ao cinema, viu este filme e gostou muito (apesar de eu ter gostado mais do segundo).

Consegui manter as gargalhadas num nível civilizado. Só tive pena deste filme não ter tantos cameos de outras longas-metragens e faltaram 2 coisas para a casa vir realmente abaixo: ver uma boneca a fazer o sinal "W" e o gato a fazer uma certa coreografia de dança.

Ouch!

Quando eu pensava que já tinha sido a última gota, eis que pinga mais uma. Hoje já estou melhor, obrigado por perguntarem, depois de ter tomado anti-inflamatórios suficientes para mandar um elefante para o país das maravilhas.
Não pude deixar de notar que esta semana foi um pouco "Houseana", graças ao meu ligeiro coxear, que até dá o seu quê de charme, a barba por fazer, a rabujice constante e alguns casos meio obscuros. Só faltou mesmo a bengala e colegas de trabalho boazonas...

segunda-feira, junho 18, 2007

A verdadeira dor*

*Na verdade, esta é a designação para um outro blog, que pretende alcançar uma camada muito, mesmo muito restrita da população (umas 2 ou 3 pessoas). Lamento, Vetoon, o título era demasiado bom para o desperdiçar.
Atentem na seguinte sequência:
Acordo às 7h00 com uma dorzinha no pé, tipo como se alguém estivesse a espetar um ferro em brasa cheio de farpas e ferrugem. Imaginando do que se tratava, fui à procura de Indometacina e Colchicina, que traguei de uma vez;
Às 8hoo, despertando de um semi-sono, tinha a fazer companhia às dores no pé (que agora tinham diminuído para uns leves picar de agulhas de tricot), uma dor de estômago monstruosa. É o que dá tomar AINEs de estômago vazio e com o cérebro ainda desligado para não se ter lembrado disso antes.
Levanto-me e vou comer qualquer coisa e deito-me no sofá. Como a dor de estômago foi embora, adormeço finalmente. Quando acordo, sinto que tenho algumas vértebras cervicais trocadas e o cérebro pede por café. Como agora já tenho o cérebro a funcionar, acho que beber café não seria muito sensato para a mucosa gástrica. Portanto, toma lá uma dor de cabeça e de pescoço.
O resto do dia passou-se comigo a fazer de saci, já que só um pé ia estando funcional. À noite lá bebi café e estive a ajudar a passar para uma base de dados linhas e mais linhas da anilhagem.
Com um dia de pesadelo assim, é natural que tenha sonhado com Tyranossaurus a perseguir-me pelas ruas.
E depois ainda se admiram que há dias em que estou com má cara

sexta-feira, junho 15, 2007

Dia de Santa Asneirada

É oficial, o 15 de Junho passa a ser o dia nacional das asneiradas. Não daquelas inconsequentes, tipo "Ora bolas! Misturei o código das 2 contas e o multibanco ia-me comendo o cartão! Caramba!" (como me aconteceu esta semana, confesso), mas daquelas em que se gera um silêncio sepulcral e nem o "UPSSS!" mais sincero e sentido, nem fazer olhos de Bambi, salvam a situação. O que me vale é que já estou naquela, cagari-cagaró, encolhi os ombros e assobiei para o lado. Ora escolham a pior:
Asneirada #1: ontem gastei o restinho de um kit de análise no instituto, pensando eu, descansado da vida, que haveria mais em stock. ERRADO! Não há nem está encomendado. Pior, diz que me tinham avisado para não gastar o resto (o Tico e o Teco não se lembram...). Isto quer dizer que parte do meu trabalho vai parar por uns tempos, para além da chatice de alguém ficar sem saber se tem protozoários a come-lhe o cérebro...
Asneirada #2: ontem deixei uma disquete na drive do computador do local de trabalho e ala que se faz tarde! Hoje de manhã alguém achou que o PC estava avariado e mandou chamar o técnico que resolveu o problema em 2 segundos, retirando a disquete. Quando cheguei à tarde tive que fazer a maior cara de pau "A sério?... Que chatice! Bem, pelo menos não está MESMO avariado". Há que colocar as coisas em perspectiva.
Asneirada #3: estar a fazer qualquer coisa no laboratório e houver 2 clientes do colega gritarem: "AAAHHH! está um rato morto e todo esventrado ali!!!". Obviamente, o rato não era um rato nem estava esventrado. De futuro não devo deixar o trabalho espalhado por aí. Por esta altura já nem disse nada.

Ocimum minimum

Que é como quem diz, manjericão.
Pois é, as minhas desculpas pelo desfazamento temporal deste post; eu sei que os santos foram dia 12 e estamos a 15, mas reparem que o dia 13 foi passado obviamente de molho (vivá ressaca! como dizia alguém) e 14 a trabalhar como se não houvesse amanhã. É o que se arranja, temos pena.
Ao fim de uns anos de interregno na actividade santo-populeira, e sem me demover pelos comentários plenos de inveja de algumas vozes tripeiras, que tentaram denegrir esta festividade, lá rumei eu mais um grupo bem composto de iluminados (desde os primos aos monos) à tríade Castelo-Bairro Alto-Bica. Foi pena a ausência da irmandade da esteva e outros convivas mas acho que estão todos uns tenrinhos e a ficarem semi-vaniados (não liguem, eles vão perceber do que estou a falar). Senão vejam o que perderam:
Obviamente, a festa. Não a parolice das marchas mas os magotes de gente na rua, o perfume entranhado a sardinhas (a 1,5 € cada uma! Dasse...) e manjerico na roupa. A minha brilhante ideia de começar as rodadas de imperial, que umas horas mais tarde lixou-me. O bar da Isabel, que afinal era um buraco com uns sofás manhosos e lamentavel... demoraram a mudar o barril de cerveja da máquina! A animação da Bica. A liberdade que o estado ébrio dá para fazer e dizer disparates, de que se perdeu a conta. "Eu quero ouvir essas palmaaAAASS!!!" A descoberta de uma nova cura para a bebedeira e ressaca, que é andar uns kms à procura de um táxi livre. E querem saber mais? Tivessem ido ou bebido menos.

terça-feira, junho 12, 2007

200.000 Km!!

... Foi a marca que o conta-quilómetros da minha viatura marcou ontem. Para assinalar este número redondo de rodado, nada como oferecer uma prenda ao meu popó, não acham? Por exemplo, umas pastilhas para os travões novos... (lembrem-se só que como dou boleia a alguns dos leitores de vez em quando, estariam também a contribuir para o vosso bem-estar...)

De regresso à civilização III

Estava-me já a esquecer de mais alguns momentos surreais da semana passada. Ora vejam:
O ser alienígena (ou alienado) da serra! Após abandonar o seu planeta de origem resolveu abrir uma estalagem com uma bela vista, onde até serve uns panados com arroz de feijão bem bons e faz uns descontos jeitosos. O pior é quando entra a pairar na sala e começa a contar histórias mirambolantes de raposas luminosas, luzinhas que se encontram no alto da serra e fazem lume e raízes de urze espetadas na lareira com forma, segundo ele, de sardões. Isto sem falar nas histórias intermináveis das ventoinhas gigantes.
E para o lanche... perninhas de rã! Não estranhem se daqui a uns tempos começarem a aparecer no rio rãs sem patas posteriores, a cuspir meias de senhora enquanto insultam alguns pescadores galegos.



O regresso do elefante Babar! Foi ele que conseguiu salvar várias conversas. Se bem que tenha sido difícil controlar as gargalhadas em algumas ocasiões...

domingo, junho 10, 2007

De regresso à civilização II

Agora que a vertente séria da viagem já foi relatada (ver post anterior), vamos ao que interessa, que são as palhaçadas e momentos únicos que se passaram. Eis os mais dignos de nota:
O Regresso de Batman e Robin! Fazendo uso do bat-jipe, dos bat-binóculos e dos bat-telescópios, o duo dinâmico tentou, em vão encontrar as cabras fugitivas e outros bichos malignos. Curiosamente, eram sempre os únicos que viam os lobos e todas as espécies raras e deixavam-nos para amostra pardais e lagartixas. Apesar do fracasso das suas missões, valeram pela sua presença insubstituível e pelas minhas vértebras cervicais pulverizadas após as perseguições nocturnas a... sapos!
Outras personagens que se passearam na serra do Gerês foram o gato-das-botas e o Dartacão.
A Maratona Gastronómica de Massa! Não pensem que andei a apaparicar-me com comida italiana; os almoços decorreram invariavelmente no restaurante da bruxa Selma-Telma-Nelsa-Neusa e a ementa era sempre... adivinharam: massa!!! Sopa com massa, feijoada com massa, frango com massa, vitela com massa, etc, etc. só para terem uma ideia... Nada de combinar jantares com esparguete ou afins nos próximos 3 meses!
O Doutor Pírula! Na falta do Professor Pardal, tivemos a companhia, mas só durante 2 dias, pois o seu tempo era precioso e estava a perdê-lo connosco, deste novíssimo cromo! Entre artigos que valem a pena publicar e fotografias a naturezas-mortas envolvendo cadeiras de praia, ainda teve a delicadeza de me explicar como fazer certas coisas da minha alçada.
A destruição de património do estado!
Se me tiver esquecido de alguma coisa, avisem!

De regresso à civilização I

É com alguma pena que escrevo o título deste post, pois como diz uma música de Strokes que ouvi na viagem para cima e para baixo, "...Why do have to stuck in tht city, when I belong in the field?...". Por outro lado, não deixa de ser curioso que entre as primeiras coisas que fiz quando cheguei a casa foi passar para o PC as fotos que tirei e excrever estas linhas. Andamos sempre à procura de um ponto de equilíbrio e para manter alguma (pouca) sanidade durante o ano, tenho de me desligar durante alguns dias, geralmente para o alto de uma serra ou para o fundo de uma floresta.
No caminho de volta, vinha a compor mentalmente um texto para por aqui, que referisse como esse sentido de equilíbrio que procuro se prende essencialmente com a esperança que tenho de que algumas coisas se mantenham imutáveis, como os vales encaixados entre montanhas de rocha e mato, florestas de carvalhos seculares, o regresso de aves estivais na Primavera e a segurança e amizade das pessoas presentes nestas ocasiões. No entanto, acho que as imagens traduzem melhor esta ideia:



sexta-feira, junho 01, 2007

Novidades de catálogo

Não deixa de ser incrível que no início do século XXI ainda se saiba tão pouco sobre algumas regiões do planeta. Para nos relembrar de que a ciência precisa de ser continuamente re-escrita, venho-vos trazer novidades fresquinhas da região do Amazonas, onde têm sido descobertas novas espécies animais a um ritmo alucinante, não estando a maioria ainda completamente classificadas. E não estou a falar de borboletas ou de bicharocos rastejantes...
A lista inclui cerca de uma dúzia de novas espécies de primatas, um tapir, pecaris, um veado, várias espécies de roedores, um manatim, um tamanduá arborícola, um felino de grande porte, alguns mustelídeos e sabe-se lá mais o quê.
E o ano passado que andava tudo eufórico porque tinha sido descoberto no Bornéu ou lá para esses lados uma nova espécie de Neofelis sp. Podem encontrar mais informação aqui.

Está quase...

Mais 3 penosas horas de trabalho amanhã de manhã e estou oficialmente de FÉRIAS!!!
Esqueçam lá telefonemas e sms a pedir recuerdos porque os telemóveis vão estar completamente desligados e eu vou estar o mais incontactável possível. Até ao meu regresso