Ao fim de exactamente oito longos anos com inúmeras espécies a passarem-lhes pelas objectivas os meus binóculos deram o peido mestre. As oculares já andavam meio periclitantes desde Somiedo e os prismas desregulados foram a sua sentença de morte.quarta-feira, setembro 12, 2007
Kaput!
Ao fim de exactamente oito longos anos com inúmeras espécies a passarem-lhes pelas objectivas os meus binóculos deram o peido mestre. As oculares já andavam meio periclitantes desde Somiedo e os prismas desregulados foram a sua sentença de morte.Gerês Parte III - Os momentos de ausência
segunda-feira, setembro 10, 2007
Gerês Parte II - A Ciência
Accipiter nisus, fêmea adulta, residente
Phylloscopus bonelli, migrador
Locustella naevia, juvenil, migrador
Gerês Parte I - A Viagem
sábado, setembro 01, 2007
sexta-feira, agosto 31, 2007
Dia Internacional dos Mortos-vivos
Mas mais importante que as celebrações, passadeiras vermelhas e discursos inflamados, este dia é principalmente um dia de aprendizagem. Eis então o que eu aprendi:
1. É má gestão da agenda social marcar a uma quinta-feira uma louca caça aos gambozinos, quando se teve uma sequência de borga nos dias anteriores e a borga se prolonga durante o fim de semana. O facto de ter ido trabalhar hoje com 2 míseras horas de sono é irrelevante;
2. Quando se afirma peremptoriamente que se regressa cedo a casa e que às 2h da manhã já se está transformado em abóbora deitado na cama, é mentira! O que se quer dizer na realidade é que só vamos regressar a casa quase às 7h00 quando as pessoas normais estão a sair dos seus lares para irem trabalhar;
3. Novamente, os cabrões dos mosquitos. Aprendi que nem a combinação Prebutix + Tabard + contrapic me salvou dos mosquitos sedentos de sangue do Samouco e que estes filhos das putas conseguem picar através da roupa. MEDO!
4. O facto de que as salinas são poços de areias movediças prontos a sugar qualquer caminhante incauto, já eu sabia; O que fiquei a sabir é que é sadicamente divertido ver as outras pessoas (coitada da Pintinhas) a enterrarem-se repetidamente naquela massa amorfa de sal, lodo e água;
5. Vou passar a andar sempre com 3 ou 4 isqueiros, uma dúzia de caixas de fósforos, um maçarico e um lança-chamas. Descobri que são coisas extremamente úteis e senti um laço de empatia com os nossos antepassados homens das cavernas;
6. Para fazer café (bebida quente e reconfortante, rica em cafeína), dá jeito ter café (pó); Água só não chega;
7. Apesar da minha triste figura de hoje e da actividade cerebral virtualmente nula, tenho que admitir que ainda vão sendo estes programas que vão atenuando um pouco a neura das últimas semanas.
domingo, agosto 26, 2007
quinta-feira, agosto 23, 2007
Estou morto
segunda-feira, agosto 20, 2007
The Breeders - CannonBall
Antigo, eu sei mas dá vontade de começar a saltar pela sala e partir a mobília toda.
Carry the Zero - Built to Spill
Já não punha músicas aqui há algum tempo... já tinham saudades? Estes gajos têm músicas incríveis, esta é das minhas preferidas. Infelizmente, são pouco dados à imagem, pelo que só têm um quadrado azul para olhar enquanto ouvem os riffs de guitarra enquanto imaginam um qualquer vídeo genial.
Só para avisar...

Há lá organismo mais fashion que este!...
Nota: avisam-se as mentes mais crédulas que, efectivamente, não ando aí a espalhar a peste ou outra peçonha. Quer só dizer que o meu sistema imunitário já contactou com este ser vivo e que tenho anticorpos protectores. Para qualquer dúvida, vão rever "Era uma vez a vida..."
Pequenos prazeres
quinta-feira, agosto 16, 2007
O feriado de 15 de Agosto em números
6 de 6 pessoas que rumaram ontem à Comporta de manhã acharam que estávamos loucos em ir para a praia com aquele tempo;
25 minutos que aguentámos na praia até começar a chover a potes;
48 sardinhas que foram devoradas à hora de almoço;
2 de 6 pessoas ainda conseguiam continuar a degustar alarvemente mais umas sardinhas;
30 graus célsios marcavam os termómetros depois de almoço, anunciando uma bela tarde de praia;
13 toques seguidos de vólei foi o máximo que 5 totós conseguiram dar na areia;
15 graus célsios (mais coisa menos coisa) devia estar a temperatura da água, mas que soube como se estivesse a 25;
47 fotografias idiotas que conseguimos tirar durante a tarde;
1 único mosquito à volta para os carros (e nem sei se chegou a picar a Pintinhas);
1 ano passado desde a última vez que apanhámos um dia de praia excelente e a vontade, espero, de repetir mais vezes o programa.
Parabéns... fora de prazo
terça-feira, agosto 14, 2007
Invasão!
Parece que o SEF tem mais um imigrante ilegal sul-americano com que se preocupar. Já com ninhos - e cheios de crias - ,identificados em Algés e Sintra, parece que os guias de campo ornitológicos vão ter mais uma página para um novo residente nacional, a fazer companhia às hordas de periquitos de colar (Psittacula krameri) que já sobrevoam Lisboa. 
Não estou a falar do equilíbrio natural das coisas, desaparecem umas espécies, são descobertas outras e obviamente, uma situação não compensa a outra. Também não pretendo moralizar ninguém, estava só a constatar 2 factos, aparentemente aleatórios.
Ser mau compensa...
Hoje precisei de ir levantar aos correios da loja do cidadão 2 cartas registadas para a empresa. Após uma longa espera entre magotes de gente, fruto de pessoas complicadas e de avózinhas a contar a história das suas vidas aos funcionários dos CTTs, quando chegou a minha vez já eu bufava de impaciência. Até porque, sendo hora de almoço, já se ouvia um eco vindo do fundo vazio do meu estômago, que mais parecia um buraco negro.Tendo entregue as folhas para levantar as cartas, o BI e mais umas resmas de documentos que eram necessários, o empregado virou-se para mim e disse: "Ah e tal são precisas 2 assinaturas para levantar isto e o camandro. Não lhe posso entregar as cartas".
"O QUÊÊÊÊ???" Foi nesse momento que se levantou um mar de chamas atrás de mim, reviraram-se-me os olhos até se ver o branco da esclera, começaram-se a alongar os caninos, vampirescos e julgo, até, uns chifres demoníacos começaram a aflorar na minha fornte. Foi com uma voz aterradora, enquanto deixava escapar a minha língua bífida, que referi a impossibilidade da segunda assinatura e que se tratava do último dia para levantar a correspondência.
Ante tal visão do inferno e semelhante metamorfose para lá de kafkiana, o senhor, apavorado, tendo deixado uma poça de urina no assento, pediu desculpa e foi buscar as cartas.
Resultado: consegui o que queria sendo um monstro. Recomendo a prática a todos, especialmente em balcões de atendimento público. Obviamente, algumas partes desta narrativa são treta, mas digam lá se não se tornou uma história mais interessante?
Ora toma!
Your Power Bird is an Eagle |
You are spiritual and able to soar to great heights. You are a true inspiration, and many people look to you for guidance. And you are quite demanding in relationships... but you're worth it. People know that you will become even greater than you imagine. |
Pause
sexta-feira, agosto 10, 2007
Bem vinda de volta
O problema deve ser meu...
Grandes dúvidas
Moluscos Gastrópodes
terça-feira, agosto 07, 2007
Retrato de família
Eles existem mesmo!
sexta-feira, agosto 03, 2007
Acanthisittidae
A carriça-da-nova-zelândia (Acanthisitta chloris) é a ave endémica de menores dimensões das ilhas e a mais abundante das 4 espécies conhecidas. É um fraco voador, alimenta-se de insectos capturados em troncos ou na vegetação e usa esquemas de cuidados aloparentais, fornecidos por juvenis de ninhadas anteriores ou adultos, geralmente machos, para ajudar a criar as crias.
A carriça-das-rochas (Xenicus gilviventris) habita zonas rochosas alpinas e sub-alpinas na ilha do Sul, onde se alimenta de insectos. É capaz de sobreviver à neve abrigando-se em buracos no solo.
O dia da descoberta para a ciência da carriça-da-ilha-stephen (Xenicus lyalli) coincidiu com o dia em que foi dada como extinta, em 1894. Pouco se sabe sobre a biologia e hábitos desta espécie, já que apenas foram observados 2 indivíduos em vida, mas pensa-se que tenha sido o equivalente ecológico dos pequenos roedores. Tinha a particularidade de ser o único passeriforme incapaz de voar.
As 3 subespécies da carriça-do-mato (Xenicus longipes), que habitavam a ilha do Norte, ilha do Sul e ilha Stewart desapareceram, respectivamente, em 1955, 1968 e 1964, não resistindo à pressão exercida pelos ratos e ratazanas introduzidos. A introdução acidental de roedores na ilha Stewart na década de 60 foi um dos piores desastres ecológicos de que há memória, embora pouco conhecido, tendo levado à extinção de várias espécies de Aves e de um morcego, todos endémicos.Talvez alguns dos ilustres doutores da biologia que por aqui passam possam contribuir com algum do seu conhecimento para elucidar sobre os mistérios desta família. Outro mistério é porque é que me lembro de escrever posts destes?
quinta-feira, agosto 02, 2007
2º grande passatempo Guia de Campo
Foto #2
Foto #3
Foto #4
Foto #5
Foto #6
Foto #7
Foto #8
Boa sorte! Só ganha quem acertar TODAS as fotos de uma só vez.
iscas de cebolada
quarta-feira, agosto 01, 2007
Conholândia Road Trip
sábado, julho 21, 2007
quinta-feira, julho 19, 2007
Sushi
Ontem decorreu mais um jantar de (quase) mestres, desta vez num restaurante japonês, para um estudo em que seremos as próprias cobaias sobre a anisakíase (Anisakis ao lado... ou pensavam que era algum prato de massa?). Entre sushi, sahimi, tempura, raviolis grelhados, gelado de feijão e um chá que sabia a serradura, conversou-se até altas horas, só lamentando a ausência de algumas pessoas.Os 5 segredos das Tartarugas Ninja
Bom, só para situar um pouco... as tartarugas são Répteis (Ordem Chelonia ou Testudines) e a sua característica mais distintiva é a sua carapaça (a carapaça propriamente dita e o plastron) formada por placas ósseas cobertas de pele e suportadas pelas costelas. Existem cerca de 307 espécies, distribuídas por várias famílias e por todos os continentes (excepto a Antártida), em habitats terrestres, dulçaquícolas e marinhos. Podem encontrar mais informação aqui. Apesar de serem animais bastante familiares para o públigo em geral, graças a disparates como a tartaruga touché e coisas afins, desvendo aqui alguns dos seus segredos, que me foram confiados pela super-tartaruga-ninja durante um período de estágio nos esgotos de Nova Iorque:
O primeiro fóssil de uma tartaruga, Proganochelys, provém do final do Triássico (há 200 milhões e tal de anos atrás), quando começavam a surgir os primeiros Dinossáurios e primeiros Mamíferos, de regiões que são hoje a Europa Central e Sudeste asiático. Apesar desta antiga ancestralidade, Proganochelys possui praticamente todas as características morfológicas da Ordem, sugerindo que esta terá divergido dos restantes Répteis bastante mais cedo. Por essa altura as tartarugas já se encontravam separadas em 2 grandes grupos, Cryptodira e Pleurodira, que se distinguiam então pelo modo como a bacia se articula com a carapaça. Só mais tarde é que cada um desses grupos desenvolveu os diferentes mecanismos de recolher o pescoço no interior da carapaça, principal característica que os separa actualmente (os Cryptodira recolhem o pescoço ventro-dorsalmente enquanto que os Pleurodira lateralmente). Os quelónios fazem parte de um grupo de Répteis designado Anapsida, que não possui aberturas pós-orbitais no crânio e que não tem mais nenhum representante actual. Ainda é um mistério qual o grupo antepassado das tartarugas; foram avançadas diversas hipóteses de ancestrais, incluindo Pareiasaurios, Placodontes, Procolofonídeos ou Captorrinídeos, mas nenhuma ganhou concenso entre as pessoas que ligam a estas coisas.
Os Placodontes, um dos supostos antepassados ou parentes dos Quelónios, são exemplo de uma evolução mais ou menos convergente com as tartarugas. Estes Répteis aquáticos surgiram no início do Triássico, tendo desaparecido no final desse período e ao longo da sua curta história no planeta mostraram uma tendência para desenvolver uma carapaça dorsal a partir de placas ósseas. Na verdade, 2 famílias deste grupo, Placochelydae e Henodontidae (Henodus ao lado), mostram grandes semelhanças superficiais com as tartarugas. Actualmente pensa-se que os Placodontes, especialmente as formas mais tardias como Henodus, Placochelys e Psephoderma, mais do que constituirem uma segunda onda de répteis tartarugóides, seriam a resposta evolutiva dos Répteis às raias que se alimentam de organismos bênticos.
Uma espécie actual, Platysternon megalocephalum, do Sudeste asiático, surpreende pela sua agilidade e capacidade de trepar às árvores (ou pensavam que as tartarugas ficam assim feitas monas no fundo dos lagos?), graças aos seus membros desenvolvidos, à cabeça de grandes dimensões, que desloca o centro de gravidade do corpo para a frente, e pela cauda, longa e robusta, capaz de suportar a tartaruga quando esta trepa pelos troncos acima.
A apropriadamente baptizada tartaruga-panqueca (Malacochersus tornieri), da África Equatorial, contraria a ideia de que as tartarugas terrestres (Testudinidae) têm carapaças altas e abobadas e que são animais lentos. Esta espécie vive em habitats rochosos e a sua carapaça espalmada e fracamente mineralizada (e portanto, bastante flexível) permite-lhe enfiar-se em fendas estreitas nas rochas, mais ou menos encaixando entre as 2 superfícies; mais, ao firmar as patas contra as rochas, que possuem unhas e escamas robustas, são praticamente impossíveis de retirar. Para além disso, deslocam-se extremamente depressa, ultrapassando facilmente um ser humano em terreno horizontal. No habitat natural, utilizam essa agilidade para se esconderem rapidamente.
Uma família de Cryptodira, que terá evoluído no que era a então Gondwana (super-continente composto pela América do Sul, Antártida e Austrália) no final do Cretácio, chamada Meiolaniidae, terá subsistido na Austrália e Indo-pacífico até há bem pouco tempo (2000 anos atrás), contrariando um pouco a ideia de que a fauna de tartarugas australianas actuais é apenas composta por Pleurodira. Os membros desta família eram herbívoros, terrestres, atingiam grandes dimensões e a carapaça, cabeça e cauda eram adornadas por nódulos e espinhos, provavelmente usados como defesa contra os predadores malignos que habitavam o continente australiano nessa altura. O género Meiolania (esqueleto à esquerda), com 2,5 m de comprimento, é dos mais bem conhecidos, tendo aparecido no Oligoceno e sobrevivido na ilha de Lord Howe até há bem pouco tempo. Curiosamente, várias espécies colonizaram ilhas do Pacífico Sul, chegando até às ilhas Fiji e comprovando que as grandes tartarugas terrestres são bons colonizadores insulares, tal como já se tinha verificado nas ilhas Galápagos, Canárias (exemplares sub-fósseis) e ilhas do Índico (Seycheles e Mascarenhas). Uma espécie fóssil, Ninjemys owenii, do Pleistoceno da Austrália era a verdadeira tartaruga-ninja, com longos espinhos transversais na cabeça. Afinal há ou não há tartarugas ninja??
crânio de Ninjemys owenii
quarta-feira, julho 18, 2007
Zero a comportamento
Para agravar ainda mais, a média de idades dos clientes no bar rondava os 17,4 anos e portavam-se impecavelmente. MONOS! Só mesmo nós, cotas com quase 30, é que nos sabemos divertir!
segunda-feira, julho 16, 2007
5 coisas que desconhecia sobre pirilampos

- Afinal existem um pouco mais de meia dúzia de espécies; ao todo, há cerca de 2000 espécies de pirilampos espalhados por esse mundo fora. Os adultos possuem orgãos luminescentes na parte posterior do abdómen, mas não possuem o exclusivo da luz; há espécies cujas larvas e mesmo os ovos são bioluminescentes. Também a família em que estão incluídos (Lampyridae) não detém esse exclusivo, já que outras famílias de Coleópteros (Elateridae, Phengodidae) também são capazes de produzir luz. A bioluminescência também foi desenvolvida por outros grupos animais (várias famílias de Peixes Teleósteos, Anelídeos, Cefalópodes e outros) e através de diferentes processos biológicos.
- A bioluminscência nos pirilampos adultos tem 2 finalidades principais: A primeira, mais conhecida, é utilizada como forma de comunicação intra-específica entre machos e fêmeas, durante o período de acasalamento. Os machos tendem a emitir padrões típicos de luz, geralmente de locais altos ou em vôo, que as fêmeas respondem, geralmente do solo, com outro padrão característico. Pensa-se que a bioluminescência tenha evoluído inicialmente nas larvas, para afastarem potenciais predadores. Contudo, esta capacidade é utilizada com outros fins, bem menos simpáticos que a procura do parceiro para dar umas pinadas e propagar a espécie. As fêmeas de algumas espécies simulam os padrões de luz de outras espécies de pirilampos de modo a atrairem os machos, que acabam por ser devorados (as putas!). Outras espécies também fazem o mesmo tipo de simulação para atrair pirilampos e apropriarem-se de substâncias repelentes de predadores que estas contém.
- O processo bioquímico (nem acredito que estou a escrever esta palavra) da bioluminescência ocorre em células especializadas (fotócitos) e assenta na presença, numa primeira fase, de uma enzima, Luciferase e de ATP, que juntas produzem Pirofosfato e Luciferil-adenilato-luciferase; este último, quando em presença de Oxigénio, produz Oxiluciferina, Luciferase, AMP e Luz! o controlo da produção de luz, de modo a serem produzidos os padrões característicos de cada espécie, são controlados por um sistema de enervação própria do abdómen e pela inibição do consumo de oxigénio nas mitocôndrias, sistema complexo controlado por Óxido Nítrico (que entre outras coisas, também serve para manter a nossa pressão sanguínea, eliminar bactérias fagocitadas no interior de macrófagos e é um dos principais factores no controlo da erecção do pénis- sim, o Viagra mexe no sistema de Óxido Nítrico).
- O processo de bioluminescência é extremamente rentável, sendo produzida virtualmente 100 % de luz com esta reacção química, ao contrário de uma lâmpada incandescente, em que são produzidos 10 % de luz e 90 % de calor.
- Para variar, as populações de pirilampos estão em fase de regressão, que pelo uso de pesticidas que têm um efeito letal directo, quer pela perda de habitat adequado, quer pela "poluição luminosa" criada pelo Homem, que interfere na comunicação entre os animais. O que é uma pena, pois algumas moléculas que participam no ciclo de produção de luz têm potencial para serem utilizadas no tratamento de alguns tipos de cancro.
Alguma asneira ou correcção?

domingo, julho 15, 2007
Noite normal
sexta-feira, julho 13, 2007
Boa disposição

Só para informar que ao fim do dia estava MUITO PIOR!!!
Uma noite como outra qualquer
Logo após o incidente lombar, fomos invadidos por clientes, que me fizeram andar feito velhinho entrevado de um lado para o outro. Ao fim do dia foram dar comigo deitado no chão a fazer uma posição de "encaixe vertebral" para pôr as vértebras descarriladas de volta ao sítio. Tarde demais, pois apesar de terem voltado à linha, a composição ia toda trocada.
Por esta altura acharam vocês que me fui deitar para casa, beber um cházinho e receber uma massagem relaxante. ERRADO!! É lógico que fui para as salinas do Samouco para uma sessão de anilhagem à luz das estrelas. "Salinas? O que é isso?" Ouvi perguntar na pizzaria em Alcochete, fazendo com que me esgueirasse para a rua, abafando um riso. "Duh! Olha à volta!". As pizzas eram muito boas, melhores que as Sofias Lorens espalmadas, mas é melhor calar-me, senão depois a irmandade não me leva a jantar fora.
Com a promessa de apanhar cem Sternas, lá fomos para as salinas. O mais correcto seria dizer sem Sternas, que eram como estavam as redes passado um tempo. A única coisa que apanhei foram picadelas de mosquito nos 3 minutos que levei a sair do carro e a besuntar-me com repelente. Como já tenho experiência nestas coisas, ia já com as expectativas em baixo, do género "qualquer ser vivo que veja já é bom" e lá consegui tirar umas fotos a umas osgas.
"Chup! Chup!" fazia o mosquito enquanto lambia o probóscide, todo contente por me sugar o sangue e me despejar alguns Arbovírus em circulação. Alguns ficaram esborrachados à superfície da minha epiderme, após levarem uma bolachada com a minha manápula, outros agonizaram passados alguns segundos, intóxicados com o meu sangue peçonhento. Pelo menos, é o que eu desejo. Morram, Cabrões!!
Tarentola mauretanica
No fim da noite lá apareceram as Sternas e pode-se dizer que a noite não foi em vão.
A família de Sterna albifrons à espera de receberem uma anilha.





Somiedo

