domingo, março 08, 2009
sábado, março 07, 2009
The Barcelona connection
Eu até tento ser bonzinho, com o coração cheio de luz e paz, como algumas pessoas mas só me dão material de primeira para estimular a produção toxicológica. Eu, que já faz algum tempo desde a última apreciação gastronómica, podia falar sobre as maravilhas da frigideira de frutos do mar ou das natas do céu do Lagar de Samora Correia ou alongar-me em considerações sobre a dose e meia de arroz de tamboril do Painel de Alcântara que deu para encher 4 pessoas até não caber nem mais um bago de arroz. A propósito, as chamuças estavam óptimas mas foram só para quem chega a horas.
Mas não, depois de o google maps me enviar para outra Rua dos Arcos, num qualquer bairro manhosos e personagens sinistras e depois de assistir a um novo record de atraso - mesmo para gajas que se estiveram a empiriquitar para sair - estava tudo instalado para ficar de trombas. Felizmente para a Pintinhas y sus amigas espanhiolas, só consigo fazer cara de mau por pouco tempo.
Porém, não contentes com isso, dei por mim a acabar a noite na maior decadência que é um sítio chamado Plateau - onde já não punha os pés há mais de quê? 15 anos? - povoado de abutres e hienas à caça. Apesar de ainda estar na dúvida sobre qual o pior dos últimos tempos (Plateau ou Lolipop? Hummm...), a música era perfeitamente escabrosa, assistimos a cenas ininarráveis de tão azeiteiras que eram mas toda a noite foi uma experiência sociológica muito interessante - descobrimos que ainda são usadas deixas de engate como "O meu amigo é tímido e quer-te conhecer" e daí para baixo.
Por isso, se eu consegui esgotar o reportório de caretas de seca, as amigas espanholas devem ter ficado com uma ideia muito gira da noite lisboeta. Esperemos que não haja nenhum incidende diplomático!
All that jazz
Os eventos musicais multiplicam-se. Quinta-feira passada foram os Iago na livraria Trama. Recomendado.
quinta-feira, março 05, 2009
Agenda cultural
Antes que a blogosfera sentisse a minha falta e alguns leitores mais angustiados começassem a ficar preocupados com a minha saudinha e porque o Guia não versa só sobre passarinhos, cá estou.Isto porque a engenheira Saramuga orientou entradas para a ante-estreia do documentário "Man on Wire". Diz que até ganhou o óscar para melhor documentário, que até gostei e tem cenas bonitas mas... como alguém resumiu, é um filme sobre um senhor francês a andar num arame. E até houve um momento que adormeci. Mas quando acordei o senhor continuava a andar no arame. Mas um grande bem-haja à senhora engª por ter zelado pela nossa cultura cinéfila.
Depois de um trajecto atribulado - o nosso motorista era mesmo incompetente, com direito a travagens bruscas, derrapagens, gritos e 2 brônquios que estoirei a rir - foi a minha estreia nesse mítico local que é o Maxime. Para ver e ouvir O'questrada e não pagar entrada, e encontrar montes de caras amigas e conhecidas porque ontem todos os caminhos levaram à Praça da Alegria.E marcar na agenda as próximas quartas porque O'questrada continua a tocar e há cinema freak antes do concerto. E dia 18 há um filme com genitálias japonesas a cuspir dardos envenenados!
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
terça-feira, fevereiro 24, 2009
A outra margem da lagoa
Quase (quase...) a terminar mais um caderno de campo exclusivo para este local ainda vou demorar um pouco a seleccionar algumas imagens para aparecerem aqui.
As horas de desenho foram intercaladas com comezaina, ora na margem, ora no Sr. Domingos, a fazer de polícia sinaleiro e a enxotar hordas de moto-ratos, trazer para casa coisas mortas mas fixes, ver o Sporting ganhar ao Benfica, trancar pessoas dentro da área vedada da lagoa, jantar em Benavente mais uma refeição made by Bimby, anilhar a primeira Limosa limosa nos arrozais de Samora Correia assombrados por espíritos e extra-terrestres, ir para o carnaval do Bairro Alto, jantar no New Wok e chegar à conclusão que estamos velhos e acabados porque à 1h estamos perdidos de sono. Mas lá se conseguiu ir a todas as capelinhas. Seguem alguns bonecos...
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Acrílicos #4
Goliathus cacicusDepois de as primeiras experiências com acrílicos terem produzidos perfeitos abortos de Chernobyl - que, por razões óbvias, nunca verão a luz do dia bloguístico - à 4ª tentativa parece que já acho este material um bocadinho mais interessante.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
"Momentos gorda-estúpida"
Mais uma expressão que ficou a fazer parte do léxico de algumas pessoas. Qualquer dia, ninguém entende o que dizemos.
domingo, fevereiro 15, 2009
Regresso à lagoa
Back in business
Depois da tempestade, não vem a bonança; vem o regresso ao campo. Depois de semanas intermináveis de chuva e Inverno, finalmente o Sol apareceu e retomou-se a actividade anilhadeira: hoje no Samouco, amanhã na lagoa.
Remiz pendulinus
(Yuck! mais uma exótica alinígena para a colecção)
O dia terminou num jantar anti-santos comrcialóides importados no nepalês da Av. do Brasil, o que certamente vai tornar a sessão de aqui algumas horas muito animada para alguns dos presentes - as misturas lassi-caril-molhangas indecifráveis têm o seu preço para o aparelho digestivo.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
sobre Darwin
Fez ontem 200 anos que Charles Darwin nasceu - o número de documentários, notícias e afins que subitamente apareceram esta semana realmente levantavam a suspeita de que algo se comemorava- e uns anos mais tarde escreveu um livro, talvez o mais importante nos últimos 2000 anos. Apesar de todas as falhas que a sua teoria da evolução e selecção natural pudessem ter (Hello? o homem viveu no século XIX e por outro lado, ele próprio indicou no seu livro as falhas da teoria), a sua publicação abriu a porta para que se produzisse conhecimento científico sem fim e que o Homem visse a sua posição no grande esquema das coisas, como Ray Troll ilustra na imagem em cima. Não deixa de me fazer confusão pessoas que hoje acreditam que o mundo se fez literalmente em 6 dias, em design inteligente e outras teorias acéfalas - sim, já convivi de perto com estes seres, rejeitando todo um conjunto de conhecimentos de genética, geologia, paleontologia e biologia ou distorcendo argumentos para melhor se adequar às suas ideias.
Para todos esses - e notem que não faço ideia qual é a posição sobre este assunto das pessoas que por aqui passam - só tenho a dizer:

quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Argh!!!
Isto sou eu a transformar-me no incrível Hulk, a espumar e a atirar ao ar o bloco de folhas. Isto porque a primeira experiência com os acrílicos produziu este aborto - mas depois lembrei-me daquele livro que acaba de sair, o Atlas das Aves Mutantes de Portugal, cheio de passarinhos com elefantíase, melros de água com acne juvenil e aves com posturas improváveis e acalmei um pouco. Isto porque por este andar, a entrar na loja para comprar um bloco de papel e sair cheio de tralhas, vou ser eleito o melhor cliente do espaço do pintor do El Corte Inglés.
Mas sempre serviu como variação ao tema dos últimos dias e regresso à zona de conforto dos desenhos avícolas.
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Mais um para a colecção
Como em tudo na vida, uns são filhos e outros enteados. Dentro do mundo ilustradeiro, sempre fiquei com a ideia que os lápis de cor são um material menor mas, apesar de não darem grande detalhe, permitem construir rapidamente coisas peludas ou penudas e com efeitos interessantes, especialmente em papel colorido.
Pois é, mais um cromo para a colecção "o que é que este gajo anda a fazer?" ou mais precisamente, "parentes afastados aveirenses".
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
apreciação lúdico-gastronómica
Já há muito tempo que não são feitas aqui relatórios gastro-enológicos. Por isso - e como o fim de semana foi recheado destes eventos, embora todos caseiros e portanto não disponíveis para todos - e porque um certo segmento da população deve estar a estalar para ouvir a crítica sobre um certo local de diversão nocturna, aqui vai:
Tudo começou Sábado à tarde com um prato da melhor feijoada à brasileira, regada com um picante atómico e um tinto que já não me recorda o nome a que se seguiu a repetição da asneira de comer até não caber mais um feijão no estômago, o que é certamente um elogio para quem preparou o jantar. Nota máxima. Segue-se o regresso a Lisboa para café, chá e água com gás - curiosa combinação - encontro com mais foliões um restaurante que é capaz de merecer visita (New Wok) e depois de fazer a boa acção do ano - encaminhar um grupo de jovens nerds americanos para o Absoluto - cometer o grande erro da noite:
Pois é, diz que há um novo espaço, o Lx Factor, com um enorme potencial. Mas... a coisa não parece começar a correr bem com o inferno que é chegar ao sítio e conseguir entrar. Depois, um local com o nome "lolipop" não augura nada de bom e deixou algumas pessoas a pensar naquela música de um certo rapper norte-americano. Estão a ver? Depois mais filas para entrar, guest-lists, felizmente entrámos com cunha mas todo aquele aparato e subir uma dúzia de lances de escadas fez criar uma expectativa que quando finalmente chegámos ao centro nevrálgico da coisa, foi um grande flop. Porquê? Música foleira, um espaço que foi descrito como "betolândia" e atafulhado de clones de Micos e Micas, uma tiragem de ar inexistente e uma varanda e sala que se não fossem estarem cheias com mais pessoas e os vidro todos embaciados, até dariam uma boa panorâmica do rio Tejo. Mas o que é que se passa com este pessoal? Antes que começassemos a sofrer irremediavelmente de hipóxia, ala dali para fora, obrigado, boa noite, gostamos muito e acabar a noite a beber whisky e a jogar bowling, box e golf.
Ainda em recuperação da noite anterior, juntou-se todas as refeições de Domingo numa só e ao pequeno-almoço-lanche-jantar passou-se por um desfile de cogumelos, masssas e crepes lá para os lados da Prezinheira, onde alcancei o título de super-campeão de Uno do universo. O dia só acabou com umas boas horas, novamente em Lisboa, de neuroses lagomórficas e não só.
sábado, fevereiro 07, 2009
Hammer time?
Tesouros em toda a parte
Há destas coisas, numa altura em que fazia downloads de músicas que nem um louco - eu acabei de dizer isto? Queria dizer: se eu tivesse feito downloads de músicas que nem um louco - atafulhei o disco do pc e depois passei toda essa tralha para o disco externo. No outro dia, num desses raros momentos em que me disponho a arrumar um pouco do caos que me rodeia, encontrei uma série de músicas soltas de Damien Rice e Gary Jules e pensei "como é que isto esteve meses e meses debaixo dos meus dedos e ouvidos sem que me desse conta?". Claro está, nos últimos dias o QI-rádio só tem passado em repeat estas músicas. Especialmente "Ghosts" do Jules.quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Work in progress
(obviamente, o patágio é conjectural mas fica muito mais fixe assim!)
É conhecimento adquirido que é raro acabar um desenho, as folhas, blocos e cadernos acumulam-se, cheios de esboços e rascunhos, mas muito raramente com trabalhos completos. Geralmente porque não fico satisfeito com o resultado a meio do processo. Muitas vezes também porque surgem outras ideias ou projectos e interrompo por tempo indefinido o que estava a fazer.
Hoje, coisa rara, um boneco terminado. Sim, é só um desenho preliminar a grafite mas completo, não punha nem tirava um pelo. Se bem que não estou completamente satisfeito com o olho esquerdo... de qualquer modo, está aqui um coisa que olho e não penso "Belheque!" e sei que não me vou dispersar porque isto está inserido num projecto maior.
Sim, alguns mamíferos plesiadapiformes paromomídeos também têm qualquer coisa a ver com iguanídeos sul-americanos e Aveiro!
domingo, fevereiro 01, 2009
Party!!
Ontem a noite começou com caipirosgas e caipirixas cheias de gil picado, travessas de sushi, ambientadores com sabor a melancia, passou por cafés em estações de serviço manhosas e borga até de madrugada, com as coreografias clássicas e a nova dança dos flagelos, desta vez sem encontrar um único pupilo. Foi tanta a farra que até o Sócio e a Vanvan marcaram presença (quase) até ao fim da noite. Coitado foi do DJ dos daWeasel que se viu subitamente assediado por um par de fãs quando abanava o capacete na pista.
Isto tudo porque a Pintinhas recebeu ontem a 30ª Pinta! E já agora, porque inaugurou a casa nova (mas a cada móvel que compre tem de orientar um jantar/festa para os amigos). E porque até merece.
sábado, janeiro 31, 2009
Já chega!
Há anos que não me lembro de um Inverno assim, interminável, e nem falo do frio, que com mais uns 2 ou 13 polares até se vai tolerando, mas da chuva. Eu sei que a chuva assim e o ciclo da água assado, e que sem chuva, no Verão se faz canoagem em seco - alguém para os lados do Ribatejo registou a indirecta? - mais a agricultura e as plantinhas que depois ficam cheias de sede e mirram e o camandro.
Mas já estou cansado de sair de casa com blusões e gabardines, de perder guarda-chuvas e quando me esqueço deles, apanhar uma molha, de andar com os pés molhados, de as coisas não secarem devidamente, de conduzir à chuva e, como se não bastasse a água que cai dos céus, ainda levar com tsunamis de água das poças quando um cabrão qualquer passa de carro, como aconteceu ontem.
É que assim não dá para passear sem ser de fato de mergulho, desenhar sem ser em poliéster, as únicas redes que dá para montar são de pesca e os peixes não têm patas para pôr anilhas, os binóculos, apesar de serem à prova de água, só deixam ver um céu cinzento em que a única coisa que passa são aguaceiros e a máquina fotográfica não é impermeável.
Por isso, antes que me comecem a crescer guelras e membranas interdigitais entre os dedos - o que até teria o seu grau de fixeza, mas acho que sou mais montês que marinho - vamos lá fechar as torneiras e poupar água.
Eu sei que já não me queixava há algum tempo nem largava aqui as glândulas de veneno, como algumas pessoas gostam de lembrar, mas com tanta água o veneno sai mesmo diluído. E é certo que no Verão não me vão ouvir falar mal do calor.
Ah! Mas não há alterações climáticas...
sexta-feira, janeiro 30, 2009
menos uns minutos de vida
Os breves momentos de angústia de uns são cabelos brancos para o resto da vida para mim. Ou veias na testa que explodem. Ora como reacção a barbaridades várias e atropelos à biologia, ora para conter gargalhas - e alguns devem fazer ideia do esforço que isto é para mim - ante visões e/ou audições inenarráveis.
Pronto, está bem, eu refiro só algumas. Desde piolhos com 2 patas, passando por protozoários com aparelho digestivo. Na maratona de 10 horas - no fim de contas, nem custou assim tanto - houve espaço para tudo um pouco. A maioria destas tiradas faz-me apenas revirar os olhos mas algumas deixam-me um pouco apreensivo com o futuro.
Mas nada como jantar chamuças às dúzias, arroz de pato do mocho e sushi para esquecer um pouco estes pormenores.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Os 3 F's da ilustração
O ano passado, quando estive no Douro em Novembro, acho que atingi um novo patamar da iluminação desenhadeira, depois de ter estado um dia a desenhar em S. João das Arribas com 2º C, à chuva (aqui estou a exagerar, estávamos todos debaixo de um telheiro de colmo), nutrido apenas por um panado e um copo de vinho. Descobri então os 3 F's do desenho de campo que, quando conjugados, permitem entrar num registo meio zen e fazer muita coisa. Este fim de semana em Mértola voltei a alcançar o nirvana. São então estes os 3 elementos:
Frio
As temperaturas baixas, próximas do ponto de congelação levam a movimentos frenéticos dos dedos e mãos e a uma produção, quase epilética, de bonecos.
Fome
Sábado: 1 croissant + 3 bolachas; Domingo: 2 sandes mistas. É verdade que depois desforrava-me alarvemente no jantar mas há ali um momento em que o centro nervoso da fome é simplesmente desligado.
Fadiga
Um total de 7 horas de sono no fim de semana deve alterar ligeiramente os neurotransmissores e dá uma inspiração tremenda para o desenho (tipo, se adormecer caio com a cara em cima das aguarelas ou espeto um pincel num olho).
A conclusão final é que, aqpesar dos inegáveis benefícios desta prática - produção artística, perda de peso, etc. - o seu uso frequente pode levar a sérios danos, físicos e mentais. Mas com treino...
Regresso a Mértola
Pulo do Lobo. Vista para montante. Grafite e aguarela. Desta vez, desenhado noutro registo e de outro local, que o pontão onde deixei cair um pincel o ano passado está a rachar.sábado, janeiro 24, 2009
Sketchbook #26456
Esboços para a família Corytophanidae: crânio de Basiliscus plumifrons; Corytophanes cristatus , Basiliscus plumifrons e Laemanctus longipes.O que é que uma família de Iguanídeos neotropical pode ter a ver com Aveiro? Ora, tudo! Pelo menos, no meu projecto para o curso avançado de ilustração, tem. Não percam as cenas dos próximos capítulos... e do próximo caderno de campo, que com esta página acabou-se mais um.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Aleluia!
Podem fazer soar as trombetas e entoar hinos de alegria pois ao fim de exactamente 21 longos e penosos dias, recuperei o meu QI - não exactamente esse em que estão a pensar, pois apesar do meu extraordinariamente elevado e brilhante Quociente de Inteligência, é certo e sabido que os neurónios vão sumindo a cada dia que passa.
Falo do meu carro, finalmente retornado da oficina, sobrevivente a semanas de burocracia e peritagens e centenas (vá, dezenas) de minutos ao telefone para a seguradora, queixando, rogando, ameaçando, para que o processo de reparação fosse mais célere.
Após ter-me finalmente livrado do carro de gaja telecomandado com que andei nas últimas semanas (quando pensarem em mudar de carro evitem o C1), pude finalmente reencontrar o meu velho amigo - e, sim, eu SEI que nós, homens, temos por vezes relações um pouco patológicas com os veículos motorizados.
Após matar saudades, enquanto carregava em todos os botões e acariciava ternamente o volante, achei que a melhor maneira de celebrar a saúde automóvel era rumar ao Sul, para um fim de semana de desenhos, natureza e gastronomia. Por isso, de regresso a Mértola!
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Guia de campo cultural
Janeiro parece ser o mês de todas as exposições. Umas que começam e outras que acabam - ontem desmontou-se a exposição dos alunos do curso de ilustração científica do IAO por isso, quem foi, foi; quem não foi, tivesse ido. Engª Saramuga e Mr. Titi, ficarão eternamente no meu coraçãozinho por terem ido a esse mega-evento científico-cultural. Os outros, venham cá pedir bonecos sem me passar a mão pelo ego, que vão ver...
Hoje, inauguração do mestre e ainda vão a tempo de ver outras duas, uma de fotografia e outra de pintura, todas de amigos. Por isso, ide! Ide!


quarta-feira, janeiro 21, 2009
Começaram os jogos!
Se nas próximas semanas andar mais bem disposto é porque, se por um lado, as horas de trabalho diminuiram, por outro, as restantes são muito mais divertidas. Vão ser 2 meses ricos em pérolas como as análises crocológicas, choradeiras e muitas, muitas gargalhadas (minhas, evidentemente).
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Qual é coisa, qual é ela...
PS: apesar de rumores lançados ontem, todos os intervenientes na história continuam vivos e com os dedos todos. Portanto, ainda consigo fazer piretes e mandar-vos para um sítio quando me voltarem a arranjar petiscos destes.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Ai que eu sou uma pessoa doente...
Ontem, quase que dava para estrelar um ovo na minha testa ou ferver água para fazer chá, tal era a fervura (o que sugere que mais alguns neurónios terão ido à vida) ou aproveitar para transformar leite em mateiga ou fazer batidos de morango tal era o grau de tremores que me percorriam o corpo. Mas como queixar é no hospital e geralmente volto de lá mais doente do que quando entro, deixei-me ficar.A muito custo e após muita canja, aspegics e nimeds ao ponto de tornar a parede do estômago num lindo rendilhado, lá consegui restabelecer minimamente as funções.
Isto porque fui invadido por uma série de coisos daqueles, vírus da gripe que não tinham mais nada para fazer. Enquanto recupero passo mentalmente na lista de suspeitos. Quem terá sido o infame que me passou esta porcaria? O pior é que há sempre a possibilidade de esta ser uma gripe dos pitos. Pelo menos, faz alguma estimulação antigénica e sempre aparecia nas notícias como primeiro caso de gripe aviária em Portugal.
Enquanto isso não acontece, vai mais um nimed e umas pastilhas para a garganta. Só não me chateiem muito nos próximos dias porque além de Dr. Veneno sou agora também Dr. Virose.
segunda-feira, janeiro 12, 2009
O melhor de 2 mundos
A começar na sexta com o jantar de aniversário do Caloiro, sobrevivendo à sessão no Samouco, em que para além da Recurvirostra avosetta, só faltou apanhar neve, passando pelo jantar oficial de regresso da Pintinhas em terras lusas, terminando numa mega-noite de borga na disco em que a música mais rodada foi o novo hit "Professô mi levá pegá ais bichias", repetido até à exaustão. Melhor mesmo, só a Maria Amélia em grande forma, a passar em quase todos os vermelhos da cidade.
Exaustão foi também a palavra de ordem no Domingo, em que só deu para beber dois cafés.
Próximo!
sexta-feira, janeiro 09, 2009
2008 revisto
Pronto, vamos lá a despachar a coisa mas de uma maneira diferente. É comum para mim e acho que para toda a gente associar músicas e sons a momentos, viagens e pessoas e é uma maneira mais encriptada de percorrer o ano passado. Fica então a minha banda sonora de 2008:
Janeiro
The Killers "For reasons unknown"
Fevereiro
Death Cab for Cutie "Into the dark"
Março
Tindersticks "Let's pretend"
Abril
Rufus Wainright "Hallelujah"
Maio
Yael Naim "New Soul"
Junho
Cat Power "The greatest"
Julho
James Mraz "I'm yours"
Agosto
Roncos do Diabo "Fado batido"
Setembro
Eddie Vedder OST "Into the wild"
Outubro
Build to Spill "Kicked it in the sun"
Novembro
Pulp "The Fear"
Dezembro
Gift "Fácil de entender"
Pergunta retórica
Na, provavelmente, noite mais fria do ano, onde é que eu me vou encontrar? à lareira, salamandra, aquecedor eléctrico ou a gás, enrolado em mantas a cobertores? Nãooooo... nas salinas, com todos os polares vestidos, a desejar que não me caia o nariz ou a ponta dos dedos com o frio e a pensar onde tenho o juízo.
Mas antes, nada como um toque de normalidade, trabalho e um jantar de aniversário.
Update
Ainda sem paciência para fazer balanços do ano velho e resoluções para o ano novo, vou fazer um reset e começar por retomar a escrita do blog.
Vou contornar o último dia de 2008 e o primeiro de 2009 que foram passados para os lados da ora-ensolarada-ora-chuvosa Ericeira na companhia de amigos, infelizmente não todos, da lauta ementa de lasanhas, dos cocktails do líder e da recriação das caipirinhas, do enterro do ano velho e instintos pirómanos, dos brindes e das garrafas de chapomy com confetis.
Também vou esquecer que comecei o ano novo com um acidente de carro mas como vasos ruins não se partem, estou inteiro, a jante, eixo e direcção é que não podem dizer o mesmo, que estou sem viatura própria há uma semana, que ando a circular com um C1 alugado, que mais parece um carro telecomandado e que estou quase a compreender aquelas pessoas que se passam e entram na sede das seguradoras aos tiros a rebentar com tudo.
Adiante com considerações sobre o frio, a guerra no Médio Oriente, terem-me entornado um ucal de chocolate nas costas no café, andar a dormir uma média de 3-4 horas por noite sem conseguir dar vazão a todo o trabalho e de esta semana não ter conseguido ir às aulas de gaita.
Mas para ser justo, também vou ter de omitir que nem tudo é mau, a minha progenitora fez anos, a Olga também o faria, pus a minha primeira anilha oficial de 2009 num collybita em casa do Dr. Salinas, continuo a ter tempo para os amigos e almoçar entre trabalho óptimas espetadas de picanha com gambas, fiz claque para os Nódoas Negras, ontem foi a inauguração da exposição da Sardinha e fui promovido a padrinho do filho adoptivo da Miss Suzy Anne.
Portanto, começar 2009 fresquinho.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Até para o ano!
Antes que seja invadido pela desejo estúpido de fazer balanços do ano que acaba, rumo amanhã para a Ericeira. Boas entradas!
Como a tartaruga conseguiu a carapaça?
Essa é que é uma grande questão dos nossos tempos. Para pessoas que, como eu, estão com relativamente pouco para fazer (que culpa tenho eu de estar de férias?) e vão intercalando revisões de artigos estranhos (sim, já foi entregue) e outras actividades que se querem científicas, mas também para outras que fazem destas questões o seu dia-a-dia, esta pergunta tem a sua pertinência. Porque, no meu caso, as tartarugas (ou Testudines ou Quelónios) foram as primeiras de uma longa lista de seres vivos que habitaram a minha casa e mais tarde, vieram a fazer parte também da minha vida profissional e sempre se ganha alguma empatia aos bichos. Mas também porque são animais fixes, mantém um modelo anatómico básico e uma forma super-conservativa que praticamente não se alterou, desde que apareceram na Terra há mais de 200 milhões de anos e que lhes permitiu colonizar todos os continentes e uma variedade de habitats terrestres e aquáticos. E também surge esta questão porque estou farto do tema "Natal" e não me apetece começar a falar do tema "Ano Novo".
Testudines basais e candidatos a antepassados (esquerda para a direita): Bradysaurus, Pareiasauro do Pérmico médio; Odontochelys semitestacea, Testudine basal do Triássico superior da China; Proganochelys spp., Testudine basal do Triássico superior da Europa; Henodus spp., Placodonte do Triássico superior e Chinlechelys tenerstesta, do Triássico superior do Novo México.
Testudines basais e candidatos a antepassados (esquerda para a direita): Bradysaurus, Pareiasauro do Pérmico médio; Odontochelys semitestacea, Testudine basal do Triássico superior da China; Proganochelys spp., Testudine basal do Triássico superior da Europa; Henodus spp., Placodonte do Triássico superior e Chinlechelys tenerstesta, do Triássico superior do Novo México.Devido à sua anatomia tão inalterada e ao facto de, subitamente, no final do Triássico surgirem tartarugas, como Proganochelys, basicamente idênticas às formas actuais, alguns cromos ocuparam parte do seu tempo a pensar quais seriam os antepassados mais prováveis das tartarugas e como se teria processado essa evolução.
Dois grupos de Répteis foram propostos como eventuais antepassados: os Pareiassauros e os Placodontes. Os primeiros, anápsides como as tartarugas, surgiram no período Pérmico, e deram origem a formas herbívoras de grandes dimensões mas no final do período Triássico houve uma forte tendência para diminuição do tamanho e algumas espécies, como Anthodon, desenvolveram uma armadura dérmica composta por osteodermes a lembrar um pouco a das tartarugas. Os Placodontes, que provavelmente não serão parentes directos dos Testudines, constituiam um grupo de Répteis marinhos que surgiram no Triássico e rapidamente deram origem a formas muito especializadas, algumas das quais, como Henodus, desenvolveram carapaças formadas por osteodermes, que lembravam as das tartarugas, mas que tinham uma estrutura interna muito diferente.
Em Outubro deste ano, foi descoberto um fóssil na China de um Réptil que não é mais que uma forma transicional (a evolução funciona!) entre uma coisa qualquer (ainda não se chegou consenso quanto aos antepassados) e uma tartaruga e que veio, por um lado, esclarecer algumas coisas mas, por outro, colocar mais perguntas. Odontochelys semitestacea, tem dentes (as tartarugas têm estes substituídos por placas córneas), apenas um plastron - não apresenta uma carapaça, o que vem suportar um pouco o processo de desenvolvimento embrionário das tartarugas, em que o plastron forma-se primeiro que a carapaça e costelas alargadas. Posteriormente, ter-se-á formado uma carapaça por fusão de osteodermes da parte dorsal do corpo com as costelas.
As formas posteriores, como Chinlechelys e Proganochelys, possuiam carapaças completamente formadas e o pescoço e cauda cobertos por osteodermes - sugerindo que, provavelmente ainda não tinham sido desenvolvidos métodos de os enfiar dentro da carapaça. Rapidamente, ocorreu a divisão entre Pleurodira e Cryptodira, que diferem não só na maneira como retraem o pescoço na carapaça - as Pleurodira de lado e as Cryptodira por meio de uma ventroflexão - mas também na forma como a bacia se articula com a carapaça e Tcharam! no Jurássico já encontramos formas praticamente idênticas às actuais.
E, por hoje, chega de cromices.
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Natal Feliz
...seria ter a minha avó na cozinha a fazer sonhos de abóbora ou azevias rechadas com grão, que até nem são as iguarias natalícias que mais gosto mas que nunca lhe cheguei a dizer o quanto eram bons e hoje quase nem me lembro do seu sabor.
Ter montado uma árvore de Natal e pendurar lá em cima mas não tão em cima que que ficasse mais alto que a estrela aquele pai Natal tão carcomido pelas traças mas que já conheceu algumas gerações da família e ouvir, uma vez mais a sua história.
Ter ido apanhar musgo e pedras para montar um presépio, mesmo sem ninguém acreditar muito em toda aquela simbologia e recriação cristãs, mas ainda assim era bom tirar das caixas santos sem cabeça, anjos só com uma asinha e reis magos sem um braço e outras tantas peças reunidas por uma bisavó que não cheguei a conhecer.
Ter passado pelas montras e ver legos e playmobis e outras tralhas que tais, fazer listas intermináveis de prendas (ou nem tão intermináveis assim, quando eramos pequenos sabiamos ser bem mais comedidos nos pedidos), passar as semanas de Dezembro com um formigueiro de expectativa no estômago e acordar na manhã de 25 para encontrar mais não-sei-quantos embrulhos desconhecidos na base da árvore (apesar de ter andado a procurar por presentes por todos os recantos da casa nos dias anteriores).
Ter celebrado o Natal sem a sombra da morte de pessoas mais ou menos próximas, mas que de uma maneira ou de outra nos vai invadindo lentamente, como o frio que entra por baixo da porta, ou porque deixa pessoas de quem gostamos arrasadas ou porque nos faz lembrar amigos e família que, por mais que gostassemos deles, já não se encontram entre nós.
Mas não foi. E quis que este Natal passasse rapidamente. Porque não faz sentido esta obrigatoriedade em estar com um sorriso nos lábios.
Sim, Christmas blues, eu sei.
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Mais rabiscos

Não conheço muito bem nem nunca desenhei a fundo estes gajos. Em vez de dedicar o meu tempo a fazer outras coisas mas como depois do último post já estava a pensar demasiado, foi-se compondo durante a tarde esta selecção de Pterosauros Ranforrincóides, que são os membros mais basais da Ordem. Não sei se as posturas e pormenores anatómicos e comportamentais estarão correctos mas também quem é que me vai contrariar?
No sentido dos ponteiros dos relógios: Dimorphodon, Batrachognathus, Rhamphorhynchus (imagino que também se coçassem), Preondactylus (o mais primitivo), Dorygnathus a demonstrar cuidados parentais (se os crocodilos e as Aves o fazem porque não outros Arcossaurios?) e 2 possíveis aspectos de Anurognathus.
Vá, digam lá todos em coro: Geek!! (E eu ralado)
Ciclos
Nos últimos 3 dias, a sequência baptizado, encontros com amigos, velório e funeral deu que pensar um pouco nas coisas. A quadra festiva também não ajuda muito.
And the Oscar goes to...
O filme podia ser simplesmente mau mas o realizador Baz Lurhman, tentando criar um clássico australiano, conseguiu criar o maior desfile de clichés da história do cinema. Desde a "E tudo o vento levou", passando por "Casablanca", "Danças com lobos", "X-men", "Crocodilo Dundee" até chegar aos documentários da vida selvagem, westerns e filmes turísticos promocionais.
Ao longo das intermináveis 3 horas de projecção, longas como o deserto australiano, vai-se alternando entre a sensação de dejá vu e as gargalhadas nas cenas mais dramáticas, tal é o índice de piroseira.
Impressionante mesmo foi a cena da tempestade tropical, aquilo é que foram efeitos espaciais, que até fizeram saltar o filme do projector!
Impressionante mesmo foi a cena da tempestade tropical, aquilo é que foram efeitos espaciais, que até fizeram saltar o filme do projector!
Mas enfim, nem tudo foi mau. Graças à engenheira Saramuga, que arranjou os convites, fui ver a película à borla e pude ouvi-la suspirar profundamente cada vez que o Hugh Jackman aparecia em cena. Por isso (por ter arranjado os bilhetes, não os suspiros que ainda tenho o ouvido esquerdo com o eco), o meu obrigado. Quando é o próximo filme?
terça-feira, dezembro 23, 2008
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Rabiscos
Tenho por hábito ter folhas de papel ao lado do PC, onde vou rabiscando coisas. Horas e horas de downloads (ver post anterior) resultaram nisto:


Moa-nalos ou Anseriformes ápteros havaianos, alfaiates perturbadores, fauna cambriana de Burgess, moluscos diminutos, marretas, girafídeos extintos, pássaros improváveis, utensílios de ninja, torneiras, ácaros e roedores mesoamericanos.
Um sinal claro e óbvio que o juízo foi-se...
Sou mesmo fácil
Esta semana, tive uma grande esfrega ao ego, que rapidamente se revelou numa armadilha bem urdida em que caí que nem um patinho. Depois de receber mails de colegas italianos a perguntar coisas sobre cortisol e xixi de hamster (sim, eu sei, pode parecer estranho), recebo um mail a convidar para ser revisor de um artigo científico. Por esta altura, estava já tão inchado que não cabia na sala.
Pior, o mail dizia ainda que oferecia livre acesso a dezenas, centenas de outros artigos e subitamente, imaginei-me a navegar por um oceano de conhecimento e confesso que nem vi mais nada. O pior é que nem me posso queixar das letrinhas pequeninas, estava bem escarrapachado o título do artigo que aguardava a minha atenta revisão.
Também achei chato, depois de horas a fio a fazer downloads intermináveis de tudo o que me interessava dizer "Ah e tal, temos pena". Por isso, lixei-me com F grande e já tenho um belo de um TPC para as férias.
Alguém aí percebe alguma coisa de desenvolvimento e regeneração neurológica em porquinhos-da-índia?
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Anúncio oficial
Informo todos os interessados (ou talvez nem por isso) que hoje entrei oficialmente de...
FÉRIAS DE NATAL!!!
Ho-ho-ho! E isto não é o pai Natal a rir-se (se bem que possa enganar alguns), sou mesmo eu, imbuído de espírito natalício, a partilhar a boa nova. Antes de começarem a chover as mensagens de insulto e ameaças de morte, tenho a informar que vão ser só umas feriazitas a meio gás porque não encerrei toda a actividade profissional, tenho trabalho para despachar no PC, etc, etc. Já se sentem ligeiramente menos invejosos? Não?
Vá, todos a cantar comigo: É Natal! É Natal!
terça-feira, dezembro 16, 2008
O homem dos mil ofícios
Entre as minhas vastas e reconhecidas capacidades, todas exercidas com mestria e habilidade, junta-se mais uma, que é... (rufam os tambores)... inspector oficial de sopa!Tudo porque umas meninas encontraram uns OFNIs (Objectos Flutuantes Não Identificados) na tigela da sopa e vieram, movidas pelo pânico e asco de ter comido coisas não-comestíveis, perguntar o que era aquilo.
Claro que me diverti imenso, não só quando tentava conter o riso quando ia tecendo o meu diagnóstico - não, não são fios de feijão branco, parecem mesmo larvas de um insecto qualquer - e as moças oram iam ficando brancas, verdes, às riscas, tentando conter o vómito - sim, porque já tinham levado à boca duas colheradas daquela mixórdia - mas sobretudo quando andei o resto do dia, sorriso sádico mas simpático nos lábios, a perguntar a toda a gente se tinham comido sopa ao almoço.
Mas que exagero, também eram só uma dúzia de larvas, tenras e rosadas... por tigela de sopa!
sábado, dezembro 13, 2008
Já começou!
Ontem decorreu o primeiro de uma longa lista de jantares, almoços, lanches e ceias de Natal que aí se avizinham. Desta vez, o início das festividades coube aos agá-vê-éticos, presentes e passados, com uma mesa farta, onde não faltou o bolo rei. O melhor foram mesmo es extremos da refeição, começando nas tâmaras recheadas com queijo e terminando na mousse de maçã. E claro, todo o convívio. E vir com os bolsos cheios de bolas de neve. Tem a ver com a quadra!
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Promessas...
Depois de 3 horas infernais a preparar uma apresentação para hoje à tarde, em que o computador bloqueou, a internet estava lenta como um caracól, não encontrava os artigos que precisava e tive que recorrer a algumas liberdades criativas, eu juro que nunca mais deixo as coisas para a última da hora!
É que não compensa os cabelos brancos de trabalhar em contra-relógio nem a sande que teve de fazer as vezes de almoço. Começo a achar que é qualquer coisa kármica para me castigar pela outra apresentação, dos aracnídeos.
Mas... provavelmente, faria tudo na mesma. Pelo menos, para apreciar o sabor da adrenalina de trabalhar sob pressão. E para ver a expressão de terror causada por uma aranha num slide! E já sei que para a próxima prelectura - olha, é já na próxima segunda - vou deixar tudo para a última.
Novo patamar de ruindade
Fazer uma apresentação em PowerPoint com fotografias de aranhas (tinha a ver com o tema, agora não vem ao caso) a uma assistência composta por algumas pessoas com aracnofobia. Se soubesse, tinha posto mais fotos com tarantulas maiores e mais peludas!
Bwahahah!
(isto quer dizer que vou receber menos quantas prendas no Natal?)
quarta-feira, dezembro 10, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Non-sense weekend ou Elogio à alarvidade ou três dias no Minho
Este foi o fim de semana certo na altura certa. Foi bom regressar a uma de muitas zonas de conforto, desta feita entre os rios Lima e Minho. Basicamente, para comer, beber, dormir e fazer disparates.
Provou-se os melhores croquetes do mundo, tarte de chuchu, setas no forno, pizzas tresloucadas, pseudo-tiramisús, posta barrosã, clarinhas, sidónios, manjericos, bola e muito mais num frenesim que parecia que os estômagos destas 5 enfardadeiras não tinha fim. Sempre acompanhado de vinho verde, branco ou tinto.
Provou-se também que a idade não trouxe sabedoria. Ou pelo menos, juízo. Entre conseguir ver todos os sketches dos Conteporâneos, tumbas e tesourinhos deprimentes, conseguiu-se deixar a nossa marca indelével em estabelecimentos de restauração inocentes (isto sou eu a falar manuel-machadêz) como o Ancoradouro (onde alguém assediou lasciva e impiedosamente um funcionário) e o Natário (onde se diz que as gargalhadas da mesa do canto fizeram saltar as garrafas de tintol das estantes). Expressões e momentos para a posteridade, como os débeis atrás de cãezinhos na rua, as árvores que dão xailes, o desbaste à laranjeira do quintal e muito, muito mais. Tanto que tornou difícil o regresso à rotina.
Provou-se também que a idade não trouxe sabedoria. Ou pelo menos, juízo. Entre conseguir ver todos os sketches dos Conteporâneos, tumbas e tesourinhos deprimentes, conseguiu-se deixar a nossa marca indelével em estabelecimentos de restauração inocentes (isto sou eu a falar manuel-machadêz) como o Ancoradouro (onde alguém assediou lasciva e impiedosamente um funcionário) e o Natário (onde se diz que as gargalhadas da mesa do canto fizeram saltar as garrafas de tintol das estantes). Expressões e momentos para a posteridade, como os débeis atrás de cãezinhos na rua, as árvores que dão xailes, o desbaste à laranjeira do quintal e muito, muito mais. Tanto que tornou difícil o regresso à rotina.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Migração
Contrariando todas as rotas de migração, rumo ao Norte, com um stop-over-time (cromos ornitólogos, é assim que se diz?) de 3 dias em Moledo.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Novidades automobilísticas
Enquanto o meu carro dilecto do coração está na oficina a ser revisto, inspeccionado (finalmente!) e, pasme-se, a receber um travão de mão novo - Surpresa! quem andou comigo à boleia nos últimos meses se calhar não reparou que esta peça fundamental não funcionava - recebi um carro de substituição e tenho andado por aí a bombar nisto:

Kia picanto
Até é fixe mas... prefiro o meu, com riscos, borboleta no farol direito (fenómeno digno dos X-files) mas, vá lá, com um travão novo.
Very typical...
... como sempre, deixar acumular trabalho e os prazos de entrega estão aí a rebentar. Prevejo uma ou duas directas para entregar mais um artigo até 6ª (infelizmente ainda não vai ser a capa da Nature). Valham-me super-poderes!
terça-feira, novembro 25, 2008
segunda-feira, novembro 24, 2008
Os bámpiros atacaruom o Puorto, Carago!
Ou mais exactamante, a base de operações foi uma terra com nome de peixe, onde me prometeram visões etéreas de galinholas, Ficedulas parvas e coisas que tais. Foi formado mais um grupo de gente sedenta de sangue mas as únicas vítimas foram mesmo as francesinhas do almoço de hoje, que ainda estou entupido até às goelas. Desta vez, a logística da coisa não foi tão complexa mas ainda implicou transferência de voluntários entre carros, aplicação prática de muitas horas a jogar tetris e um novo limite de tolerância ao odor corporal de anatídeos.
O regresso foi feito a sapar no nycteamobile - com o Sócio a sofrer em casa na esperança que a viatura chegasse ilesa à capital - com uma breve paragem por Brasfemes para trocar pitos por uma garrafa de geropiga e fatias de bolo*.
Podem continuar a mimar-me assim que eu gosto.
*PQT, os bolos estavam óptimos, os parabéns aos mestres pasteleiros. Depois da prova da tão afamada geropiga farei a minha apreciação.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Sobre pássaros e veneno

Colecção de Passeriformes venenosos (no sentido dos ponteiros dos relógios): Ifrita kowaldi, marcador preto+caneta de feltro aguarelável; Pitohui kirhocephalus, caneta de feltro aguarelável; Colluricincla megarhyncha, lápis de cor aguarelável.
Depois de ler um post no blog Tetrapod Zoology sobre o género Ifrita e sendo a conjugação pássaros-veneno-desenho um tema sempre actual esta semana fui aprofundar o assunto, tendo desculpa para mais uns esboços, inacabados como é costume.
Nas florestas da Papua-Nova Guiné vivem algumas espécies de Aves que têm a pequena particularidade de serem venenosas. Pois é, a pele e as penas contém alcalóides potentes, em tudo idênticos às Batracotoxinas presentes na pele dos Dendrobatídeos, que nem têm qualquer grau de parentesco com estes pássaros, pois vivem na América do Sul e por acaso, até são anfíbios (eu não queria usar o termo "rãs" para os designar mas se dissesse "anuros" se calhar ia haver gente que não iria fazer a mais pequena ideia do que raio era isso). Devido à grande semelhança entre os alcalóides destes 2 grupos, as toxinas presentes nestas Aves são designadas de homo-batracotoxinas. Os seus efeitos, quando ingeridos ou absorvidos são idênticos, tendo acções neurotóxicas (levando a paralisia de nervos periféricos) e cardiotóxicas. A sua fonte pensa-se que seja também a mesma: nem as rãs nem os pássaros sintetizam estes alcalóides, crê-se que estes sejam absorvidos a partir de Insectos (escaravelhos Melyridae, género Choresine) que compõem a dieta destes animais e que, secundariamente, fiquem sequestrados na pele.
Estão então descritos 3 géneros de Aves venenosas, todas endémicas da Papua-Nova Guiné:
Ifrita kowaldi, que até hoje ninguém sabe bem em que família colocá-la (no HBW acho que aparece entre os Cinclosomatidae);
Pelo menos, 2 espécies do género Pitohui, P. kirhocephalus e P. dichrous. Apesar de serem classificados entre os Pachycephalidae, este grupo tem sido alvo de alguma revisão taxonómica e no futuro, poderão aparecer associados a outro grupo de Corvóides qualquer. Este género foi o primeiro a ser descrito como venenoso e estas 2 espécies são exemplos interessantes de aposematismo (exibem uma coloração berrante vermelho-preto de aviso para potenciais predadores) e de mimetismo muelleriano (por terem um padrão de coloração idêntico uma espécie acaba por proteger a outra).
Finalmente, uma terceira espécie, Colluricincla megarhyncha, também classificado entre os Pachycephalidae aparenta ter penas e pele venenosa.
Portanto... quem quer ir anilhar para a Papua-Nova Guiné? Aqui, sim, é boa ideia usar luvas.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Iupi!
Às vezes coisas simples, como começar para a semana o curso avançado de ilustração científica, tem este efeito antídoto e torna-me um bocadinho menos Dr. Veneno. Ah! E esqueçam o nome pomposo, curso avançado de não-sei-quantos, é simplesmente terapia. Por outro lado, alguns irão achar que estou mesmo a precisar de outras terapias porque os desenhos estranhos vão regressar em força. Mas nesta fase já devem estar habituados.
terça-feira, novembro 18, 2008
Conceito de globalização
Esqueçam as manifestações, Buu! Abaixo a economia de mercado, fora com os Macdonalds, abaixo os governos, viva a anarquia, a globalização não é necessariamente má. Tem aspectos muito negativos e impactos profundos a nível ambiental e em muitos habitantes do planeta mas sem globalização...
... não seria possível gaiteiros, dançarinos de salsa e dançarinas de kizomba encontrarem-se numa tenda marroquina no Sahara para beber coca-cola e comer torradas.
sexta-feira, novembro 14, 2008
Visão do inferno
Afinal o Inferno tem um aquecedor a óleo e é habitado por periquitos. E mandarins. E esquilos. Se trocarem "inferno" por "manicómio" a frase continua a fazer sentido. E mais que antibióticos aquela casa precisava era de prozac. E uma lobotomia. E, talvez um colete de forças, que devia estar tão na moda.
terça-feira, novembro 11, 2008
sexta-feira, novembro 07, 2008
Tradução simultânea
"A reunião está marcada das 18h às 19h"
Tradução: traz saco-cama que vais passar cá a noite. E já agora, um penico, que é chato sair a meio para ir fazer uma mija. Olha, não bebesses tantos cafés hoje.
"-Quer manteiga na sandes?"
"-Só um bocadinho."
"-OK."
Tradução: vou enfiar 1 kg de manteiga no pão, daquela com sal que não há cá merdas light isso é para tenrinhos, até te sairem lacticínios pelos ouvidos e as artérias chiarem com o colesterol (o mau, é claro) a passar.
"Ah... pois, mas não é esta fila. É aquela ali."
Tradução: pois, decidimos, pôr placas indicativas encriptadas para estupidamente perder meia hora na fila errada atrás deste senhor psicótico e complicado, que ainda por cima cheira a catinga que tresanda.
"Então ninguém se lembra? falámos disto a semana passada."
Tradução: Hello?! Alguém aí trouxe um cérebro?
"Está marcado para as 18h30."
Tradução: vais apanhar uma seca à espero dum filho da p**a que nem sequer pede desculpa por chegar atrasado, soltar os maus fígados e atirar-lhe a tartaruga e 2 abcessos à cara.
E pronto, foi o resumo de uma semana altamente poliglota e rica em mensagens subliminares que terminou.
segunda-feira, novembro 03, 2008
IlustraDouro - a fauna
Ainda há esboços de outros bichos mas ficaram muito foleirotes. Foram alguns exemplos do que foi possível produzir em 2 + 1/2 dias. Quando é a próxima ilustroExpedição?
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