quinta-feira, julho 01, 2010

Cenas assim fundamentais



Passarinhos, é claro! Quer sejam galos ou Phylloscopus ibericus.



Finalmente!

Acabou o primeiro ano do mestrado em bugalhologia e outras cenas, às vezes científicas - bastante aquém do que eu desejava - às vezes, artísticas - e aqui, dou os braços, as pernas e o nariz a torcer, pois as mais-valias para a minha formação visual vieram sobretudo desta área. Desde fundos em pastel seco, passando pelos pais da fotografia nacional, até técnicas obscuras de usar x-actos para montar caixas.
Foi um ano de vários momentos de azia e de revirar olhos e em que o alter-ego "Dr. Veneno" apareceu em várias ocasiões. Às vezes, era mais o incrível Hulk. Mas só atirei com mesas pelo ar na minha cabeça e nos meus desenhos. Por isso, antes de tudo, ganhei o grau de mestre chato.
Se o saldo foi positivo? O da conta bancária, não foi certamente. Aguardar pela devida digestão dos acontecimentos. Até porque a procissão ainda vai no adro!
Próxima paragem: Museu do Traje.
Mas antes, se me permitem partilhar, alguns bonecos!

domingo, junho 20, 2010

É segredo

Mas hoje, eu e alguns afortunados, descobrimos a luz. De uma esplanada em Lisboa, com o sol a entrever mil buracos da lona que cobria o espaço, enquanto se agitava com o vento forte que, por vezes, levava alguns marcadores de livro e folhas de alface saltar pelo parapeito. "Do caraças!", como diria alguém, especialmente a vista ribeirinha, as batatas com casca e a última imperial. A banda sonora durante a tarde foi também do melhor, apesar de alguns loops.
Depois de um Sábado agitado, entre trabalhos a serem corrigidos no CCB, pastéis de Belém, pastas, nódoas de gelado e café na camisa, compras de livros e moleskines em saldo e um concerto do mais intelectualóide-horrível, soube maravilhas, estas 4 horas esparramado em sofás especiais, só interrompidas para ver um concerto ontem.
Onde, perguntam vocês?

sábado, junho 12, 2010

por terras do tio Belmiro

Afinal Tróia não está só transformada num resort de luxo com roubalheira-markets e chulice-cafés (onde se pagam 2,5 € por uma vulgaríssima bola de Berlim - por este preço deve ter sido mesmo importada da Alemanha); a praia continua fantástica - apesar da chuva, do frio e do vento - a Comporta e as suas esplanadas e petiscos ficam a uns minutos de distância e a Carrasqueira proporciona muito material para fotografar:

segunda-feira, junho 07, 2010

Regresso à normalidade

As horas intermináveis de labuta intensa continuam mas finalmente, pude fazer coisas de gente normal neste fim de semana, como ir a concertos dos Dead Combo, beber copos, almoços com amigos, comer scones e bolos na Chaleira, assistir ao OutJazz sentado na relva, ter a primeira caracolada do ano e empaturrar-me de sushi ao jantar.
Claro que esta normalidade, sempre pautada pela gastronomia, é relativa pois entre furar filas de centenas de pessoas, falar sobre bolos-manjericos e sardinhas clarividentes, meter nojo a desconhecidos, procurar fizzes e invadir casas abandonadas e devolutas, vai-se perdendo a noção das coisas.

terça-feira, maio 25, 2010

Momento "Gorda-Estúpida"

Ao longo dos anos, o pessoal vai desenvolvendo o seu próprio vocabulário e reportório de expressões assim meio herméticas, o que por vezes se torna incompreensível e irritante para quem está de fora - tenho a noção que algumas conversas se tornam meio idiotas para quem não percebe peva do que se está a falar.
Uma dessas expressões, quiçá a mais amada e recorrente, por estar geralmente associada a situações escabrosas, é o momento "gorda-estúpida". Quem nunca o teve? Hoje tive um. Literalmente. Ora foi assim:
Eu (abrindo a porta jovialmente, sorriso nos lábios e a transbordar de simpatia, sabendo que ia entrar um bicharoco com umas gramas e peludinho): Então a matulona pode entrar. (notem o tom de ironia e graça na voz quando uso o termo matulona para um bicho tão pequeno)
(Aparece-me à frente uma senhora, qual saída de uma ópera de valquírias, com uns 2 m de altura e outros tantos de largo)
Eu - Bom dia! (Claro que não me desmanchei mas foi difícil, ao ver pelo canto do olho uma colega boquiaberta e prestes a largar uma gargalhada)
Ups!

sábado, maio 15, 2010

Próximo destino

Começa a contagem decrescente!

quinta-feira, maio 06, 2010

terça-feira, maio 04, 2010

Work in progress



Numa fase em que estou perigosamente a ressacar com mestrados e a começar a achar que
sou mais feliz a observar, fotografar ou reparar bichos do que a pintá-los, tive que regressar rapidamente a uma zona de conforto, que são os passarinhos. Alguém tem aí um Alka-Selzer para a azia?
P.S.: os passarólogos mais cromos conseguem identificar os 2 espécimes em cima, que fazem parte de um projecto maior. São uns cagalhotos se não conseguirem...

domingo, maio 02, 2010

A vida é dura...

As últimas semanas foram puxadas e este fim-de-semana um grupo de alguns mortos-vivos rumou à base da Serra da Estrela para basicamente fazer nada. Eu sofri de uma intensa narcolépsia durante quase todo o tempo e dormi. Dormi na viagem para cima, dormi a manhã de Sábado, dormi à tarde, dormi uma alarvidade de horas na noite de Domingo e vim a dormir na viagem de regresso. Acho que nunca passei tanto tempo a dormir e, se por um lado, a maior parte das coisas e conversas passou-me ao lado, por outro, estava mesmo a precisar desta cura de sono. Não deixam de ser boas notícias para quem trabalha comigo pois a próxima semana devo transbordar de boa disposição.
O tempo semi-acordado foi passado a dar uns passeios pela Serra, a comer - o almoço de hoje foi hercúleo, acho que só volto a tocar em comida daqui por 2 dias - a criar movimentos sociais anárquicos e a experimentar todas as piscinas, jacuzzis, jactos de água e sauna no MountainSpa em Unhais da Serra.
É só para quem merece!

quinta-feira, abril 29, 2010

Amazónia revisitada

A preparação para a exposição colectiva vai avançando e estive a rever recentemente os cadernos amazónicos. Os desenhos vieram como ficaram feitos, em bruto, não foi acrescentada ou apagada uma linha, o papel aparece por vezes empolado, com manchas e mosquitos esborrachados. Seja o meu manifesto enquanto fio condutor destes desenhos, seja apenas preguiça ou outra razão qualquer, as coisas vão ficar assim. Afinal, não faz parte do meu estilo deixar tudo inacabado e poupar na tinta?
Comunidade de Aves observadas no lago Curititanini (a sério, não me lembro do nome mas devia ser qualquer coisa assim).
Cachorro.

Dia Internacional da Alergia

Celebrado no meu nariz.
Rios, torrentes, cataratas, um dilúvio de mucosidades; a voz nasalada, interrompida por inúmeros espirros; os olhos inchados e raiados de sangue. Decididamente, um dia muito agradável.

domingo, abril 25, 2010

A melhor chanfana de cabra

Lá para os lados de Brasfemes. A chanfana e umas quantas outras iguarias. Tantas, que o caminho de volta a Lisboa quase foi feito a rebolar pela A1.
Para começar esta semana em beleza e esquecer a semana passada infernal.

Uma série de desgraças

Esta semana foi tão agradável que até merece que me queixe um bocadinho agora que o martírio terminou. Começou com a seguinte sequência:

  1. Jantar de sábado na rua, entre a mesa e o grelhador. Carro atascado à saída mas rapidamente salvo pelos outros convivas e uma constipação para a viagem;
  2. Rios intermináveis de ranho e mucosidades a escorrer nariz abaixo que, em dois dias, foram suficientes para me desidratar ao ponto de me transformar numa passa humana;
  3. A parte da passa é exagero mas a excreção de ácido úrico do organismo diminuiu até atingir níveis pré-gotosos;
  4. Noite em claro a pensar como remover cirurgicamente um dedo do pé;
  5. Ingestão de doses cavalares de analgésicos e colchicina;
  6. Estômago diz "Ouch!";
  7. Experiências correm mal no laboratório e apetece-me partir o espetrofotómetro;

Isto chegou a um ponto tal que, com as primeiras brincadeiras com azoto líquido, já me imaginava a largar o bídon e entornar o líquido pelo chão e pessoas do laboratório. Tal não aconteceu porque chegou a sexta-feira e as coisas voltaram ao normal. Dasse!...

segunda-feira, abril 19, 2010

Rumo ao Sul

Há cerca de uma semana que ando a adiar a escrita sobre uma mini-expedição à costa alentejana; como sempre, falta o tempo e os dias têm sido passados a gerir mil e uma coisas para ontem mas também, o regresso ao Inverno, chuva e tempo encoberto não tem inspirado uma única linha de escrita. Seja pelo contraste do Sol e calor desse fim de semana com os útlimos dias, seja pela necessidade de voltar rapidamente à região, cá vai o registo da viagem.


E viagem que é viagem, deveria começar sempre em estações de comboios, aeroportos ou terminais rodoviários. Aos anos que não andava de expresso mas as saudades foram logo tratadas, ao sair de Lisboa com meia hora de atraso. Também faz tempo que não viajo sem ser ao volante e desta vez, foi possível apreciar os muitos pormenores da paisagem. Depois de trocar o expresso por um comercial opel e os estranhos do autocarro por outra companhia, lançamo-nos à descoberta da costa e dos seus inúmeros lugares e lugarejos, todos com histórias e motivos para fotografar. Santiago do Cacém, as praias a Norte de Porto Covo, Cabo Sardão, praia da Amendoeira, Odeceixe, Aljezur, barragens perdidas o meio da serra e tudo o que ficasse pelo meio.



Oportunidade não só de lavar a vista mas o palato, começando por umas sardinhas que podiam estar estragadas mas ninguém se queixou, passando pelos petiscos do Café com Alma e terminando num Sargo escalado e ameijoas à bulhão pato com vista para uma enseada em Porto Covo. Fica ainda um sítio recomendado para ficar em Aljezur, o Hostel Amazigh. Mas o nosso coração fica mesmo na casa da D. Fátinha em Monte Clérigo!



E tão rápido como dizer "Zambujeira do Mar", o fim de semana passou num ápice. Com instantâneos como os de baixo, é fácil perceber a vontade de largar tudo e rumar a Sul.

Tons de azul de uma praia qualquer.

Panorâmica da praia de Odeceixe.

Cegonha-branca no ninho em escarpa no cabo Sardão.

quinta-feira, abril 01, 2010

Dupla inauguração

Primeiro, hoje foi a primeira sessão do PEEC do Samouco, a estrear instalações anilhadeiras de luxo. As capturas não foram nada de transcendente, capturámos uma raríssima Sylvia albicapilla mas não conseguimos apanhar o Clamator glandarius que rondava as nossas cabeças. O ponto alto foi, obviamente, o rally na carrinha de caixa aberta. Sem entrarem mosquitos para a boca.
Segundo, foi oficialmente aberta a época da sardinha. Ainda pequenina mas bem gostosa e assada no ponto. O que, apesar da minha primeira escolha no menú - uma cabeça de cherne cozida estar esgotada - foi uma excelente alternativa para almoçar no Marítimo, nessa bela localidade que é Alcochete.
P.S. De modo a celebrar este dia tão especial, contei aqui uma peta. Alguém adivinha?

O dia em que salvei a Páscoa

Embora não ligue rigorosamente nada ao calendário litúrgico, ao contexto religioso desta quadra, amanhã ir certamente comer carne sem pestanejar e, mais grave que isso tudo, chocolates e amêndoas passarem-me completamente ao lado, hoje tive plena consciência que esse ícone marcante desta semana - o coelhinho - foi salvo repetidamente pela minha modesta pessoa.
Primeiro, porque aparece com dois ovos recheados com creme de anaeróbios na bochecha - nesta semana, qualquer coisa vagamente ovóide tem de ser um ovo da Páscoa, certo? Depois, porque são atirados aos pares para os quintais de pacatos cidadãos - neste caso, a coelha é que era o ovo kinder, daqui a uns dias devem sair cá para fora uma série de láparozitos, quais matrioskas pascais - ou se calhar não, porque nessa altura já não é Páscoa.
Por isso, podem-me agradecer por irem receber coelhos recheados com amêndoas e ovos com chocolate no próximo Domingo. Eu, que juro solenemente ser verdade todos estes factos, embora um pouco dramatizados, ao contrário de algumas pessoas que aproveitam este dia para andar por aí a espalhar petas...
Não sou eu que vou ter a cabeça a prémio quando a verdade, tal como um ovo de chocolate estragado, vier ao de cima.

quarta-feira, março 31, 2010

Aquelas tardes dedicadas ao hedonismo

Podia-se comentar que fins de tarde como o de hoje são completamente improdutivos, que as mãos ociosas são as mãos do diabo e todo um desfilar de disparates. Eu podia retorquir, dizendo que às vezes é preciso desligar um bocado do resto do mundo, mesmo tendo pilhas de trabalho para despachar, e que nestas horas tenho a percepção que faço muitas mais coisas.

Por exemplo, as pizzas da Capricciosa sabem melhor ao almoço e, ao mesmo tempo, é possível resolver o mundo da protozoologia, enquanto se planeia mais umas quantas experiências com ratinhos;

Até consigo passar na Ilustrarte e até gostar de alguns desenhos - os de Philip Giordano, por exemplo - e acabar por conhecer o museu da electricidade;

Lanchar nos pastéis de Belém e comer a dose de um pastel para os próximos seis meses - e pensar que é sacrilégio até nem gostar muito daquelas coisas;

Acabar a tarde no CCB com vista para o rio a fazer planos para dúzias de viagens.

E, finalmente, trabalhar mais um bocado. Depois da pausa anterior de algumas horas, até se torna mais fácil ouvir gente e chinchilas loucas.

Muito bom.

terça-feira, março 30, 2010

Para deleite de algumas pessoas...

... os meus apontamentos de congressos costumam ser assim.

segunda-feira, março 29, 2010

Então foi assim...

Porque nem só de passarinhos vive o anilhador...

Este fim de semana decorreu, lá para o nuorte, o 5º encontro técnico de uns senhores (e senhoras... o sex ratio deste meio tem vindo a melhorar) assim para o estranho que gostam de pôr anilhas, antenas e outras coisas nos passarinhos. E, como dever cívico de contar a verdade do que realmente se passou, aqui estou eu a fazer o relatório da reunião:
As viagens, tanto para cima, como para baixo, sofreram um fantástico efeito de lapso temporal pois ora fecho os olhos, estou em Vila Franca, ora os volta a abrir e estou a passar Estarreja. Obviamente, graças aos dotes automobilísticos da condutora.
Comeu-se, como sempre, bem por terras nortenhas embora o jantar de recepção me tenha dado uma azia dupla, quer por razões futebolísticas, quer por razões contabilísticas quando tive de pagar a conta. Dasse...
O cumbíbio foi também um dos pontos altos do programa e, como é costume, as conversas de bastidores e as ideias que saem destes encontros são geralmente muito estimulantes. Infelizmente, para salvaguardar a (embora periclitante) reputação de muitos intervenientes, não me vou poder alongar muito neste tema (até porque depois posso sofrer represálias, como não me levarem a restaurantes bons).
Ah, também parece que houve assim umas palestras... interessantes por sinal, mas como sou imparcial, não vou poder dizer quais são as que gostei mais. Está bem, pronto, eu digo: foram as do Tim, do Javier e, por falar de coisas ruins e maléficas, a da doença de Lyme.
Não há assim um provérbio para quem diz a verdade? Tipo, "Quem fala a verdade, qualquer coisa..."?

quinta-feira, março 25, 2010

INÉDITO

Faltam precisamente 48 horas para a minha apresentação no ETA e o powerpoint está feito, com as animações todas, visto e revisto. Estarei doente?

segunda-feira, março 22, 2010

Está quase...

O 5º ETA é daqui a uns dias e, como manda a tradição, só me falta fazer o raio da comunicação. Portanto, falta fazer praticamente tudo, o título e resumo não conta Prevê-se umas longas noites pela frente...

sexta-feira, março 19, 2010

Haverá programa melhor?

Ao fim do dia ir jantar a mais um ponto que passa a ficar no mapa, polvo panado com arroz de polvo, belas entradas, boa companhia e longas conversas sobre parasitas, diarreia e experiências científicas. Às vezes, entre duas ideias de projectos, penso que somos mesmo estranhos. E ainda bem!

quarta-feira, março 17, 2010

Para o que me havia de dar

Duas das ilustrações (as menos más) produzidas no workshop de hoje à noite. Estas são baseadas nas músicas de 2 artistas diferentes. Alguém adivinha quais?

segunda-feira, março 15, 2010

Ele há vídeos fixes...

OK Go, "This too shall pass"

Serviço Público

Iberosuchus macrodon, Eoceno português

Depois da manhã de Sábado a trabalhar, imbuí-me de espírito altruísta e de auto-sacrifício e passei o resto do fim de semana a recolher informação para vos dar algumas indicações culturais e de lazer. Apenas a pensar em vocês:
Museu Geológico: apesar do horário reduzido, é infinitamente melhor que o de História Natural e proporcionou algumas horas de desenhos no maior sossego.
Esplanada do Príncipe Real: o bolo de maçã é bom e consegue-se fazer um bocado de fotossíntese.
Buona Bocca: pizzas tipo fast-food mas assim a atirar para sítio da moda. As pizzas são boas (menos a de anchovas, ouvi dizer) e com um rodízio de pizzas a 8,95 € a coisa promete mais visitas.
Concerto de Katabatic e Asneira no Nimas: Não será preciso alargar-me em rasgados elogios à melhor banda do planeta.
Tasca do Careca: As segundas melhores tostas de Lisboa mas um conselho: evitem a noite Sábado, com a surpresa de uma sessão de fados, os vossos ouvidos agradecem não ter de ouvir expressões cândidas como "quero beijar o teu jardim".
"It's complicated": gostei mais do "Something's got to give" mas para uma sessão de Domingo à tarde não dá para ver coisas muito complicadas.
MONSTRA: depois de um jantar não tão rápido como se quiz e de considerações várias sobre o queijo chévre, chegámos à parte assim menos boa do fim de semana; é que a maioria das animações eram assim... horríveis. Entre rebuçados magnificat, borrões sem pés nem cabeça, escrita corporal e máscaras lutadoras, há material para pesadelos nos próximos anos. Por isso, fujam de animações francesas.
Sempre a pensar no bem-estar dos outros!

quinta-feira, março 11, 2010

Surpresa!

Hoje tive o melhor seminário do mestrado. E era de ilustração... artística! Vejam o site do orador para perceber porquê.

segunda-feira, março 08, 2010

O regresso dos Domingos de Desenho

Após uma longa hibernação invernal, finalmente voltámos à rotina de Domingo à tarde e ir riscar por aí. Como o tempo ainda anda manhoso e como já esgotámos praticamente todos os jardins de Lisboa, decidimos começar o tour pelos museus da cidade. Hoje, o alvo foi o Museu Nacional de História Natural, que tem uma exposição catita, "A Aventura da Terra" e outras exposições assim menos catitas (bastante fracas na verdade), putos aos gritos pelas salas e bichos mortos e pálidos a boiar em frascos com formol, como esta Chimaera monstrosa. Como é da tradição, o dia acabou no saudoso Café do Monte e as suas mega-tostas.
O próximo alvo é o Museu Geológico mas... como está fechado aos Domingos, o que dificulta a sua visita para quem trabalha, o ataque passa para Sábado.

quinta-feira, março 04, 2010

Guia urbano

Caderno 2 em 1 (Rua do Carmo e Elevador de Santa Justa)

É sabido que não vou muito à bola com ambientes urbanos mas os encontros Urban Sketchers Portugal giram necessariamente à volta deste tipo de paisagem. O vento e achuva não ajudaram mas foi um bom intervalo nos trabalhos de Sábado à tarde.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Em repeat

"For Emma", Bon Iver

"Shutter Island"

Como ultimamente o Guia de Campo tem sido mais Guia de Cinema que outra coisa e como tenho amigas fixes que convidam para as ante-estreias e tudo, cá está mais uma película. Suspense. Gótico. Giro. Só não gostei mais porque, como visionário que sou, desmontei o enredo na primeira meia-hora e o volte-face final não teve tanta piada e porque, apesar de admitir que faça bons papéis e etc., continuo a ver o Leonardo di Caprio a malhar com icebergs no Atlântico Norte...

sábado, fevereiro 20, 2010

"Whatever works"

Depois de um final de dia de cão, esta foi a melhor escolha possível para um filme: Woody allen com 4 braços e 2 narizes.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Lesson of the day

"Piranha" stands for friendship.

(in your face, minister of the environment of Brasil!!!)

Os desenhos amazónicos, finalmente!

Não dá para publicar aqui tudo, sempre são quase 3 cadernos de bonecada e depois dizem que não querem ir ver a exposição em Julho. Como entretanto, alguns dos outros candirús já começaram a mostrar os seus desenhos aqui e aqui, achei que estava na hora de o fazer também, até para encerrar o capítulo "Amazónia" aqui no blog (ainda deve haver uns epílogos à história mas depois falamos).
Por causa dos acidentes, quando andava na canoa ou na floresta, levava um caderno pequeno para ir tomando notas, como este pormenor da paisagem.

Esboços de macaco-esquilo (Saimiri sciureus).

Eu sei que se calhar não devia, mas gosto muito dos meus desenhos de peixes do rio.

Colecção de garças amazónicas.

Pormenor de um dos muitos tipos de floresta.

E pronto!

domingo, fevereiro 07, 2010

Domingo na Peninha


Hoje acordei às 7h da manhã, se fossemos mais 3, eramos 7 pessoas a fazer um passeio de 7 km pela Serra de Sintra com uma amena temperatura de 7º C. Quase consegui fazer 7 desenhos de 7 minutos cada e ao almoço, à mesa do Natraj na Areia, estávamos a debitar 7 disparates/minuto tal era o cansaço.

sábado, fevereiro 06, 2010

Um sábado como outro qualquer...

Hoje o dia foi assim:
Manhã: Anthus pratensis e outros passarinhos.

Almoço: Anguilla anguilla, ensopadas.

Tarde: Parabuteo unicinctus.

A gerência agradece à Fundação das Salinas do Samouco, ao Restaurante "O Marítimo" e a falcoeiros incautos.

As ausências mentais da semana

  1. Reparar que me esqueci da carteira em casa quando me preparo para pagar uma pilha de tralhas. Saída airosa com um "volto já" (é o voltas!);
  2. Estar a falar com uma família num dia de super-alergia e ver duas gotas gigantes de mucosidade caírem do nariz a toda a velocidade para caírem ao lado do coelho;
  3. Depois de ouvir dizer que diagnostiquei uma "eficiência renal" comparar o meu trabalho a caranguejos a comer olhos e a saírem da boca;
  4. Entrar em modo-monstro em defesa de posters.
São tantas! Mas estas ficaram no meu coração...

terça-feira, fevereiro 02, 2010

As coisas que eu aturo...

A infâmia! Qualquer semelhança com a realidade é pura aldrabice. Como é que se há-de respeitar os professores assim?



Serviu a caricatura para limpar o pó e as teias de aranha do blog e dizer que se vai andando entre trabalhos, almoços, jantares, lanches e cafés, um ou outro passarinho e umas quantas histórias. Tudo normal... dentro da anormalidade!

domingo, janeiro 24, 2010

back in business

Este fim de semana, voltei à minha zona de conforto. Passarinhos, almoços e jantares, muitas ideias para projectos, fins de tarde em Lisboa e reencontrar amigos. E não foi preciso dar a volta ao mundo, estava tudo aqui.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Amazon Chronicles #4 - as ausências mentais

Duas semanas sob efeito big brother, com o sol tropical a torrar a mona e a tomar mephaquin é meio caminho andado para muito disparate. Também é verdade que grande parte daquele grupo (pelo menos, os fixes, onde obviamente me incluo) tem um conceito de normalidade... bem, diferente. O que é certo é que toda esta conjugação permitiu uma colecção vasta de episódios mais ou menos mirambolantes, a chocar os espectadores mais impressionáveis, e que vistos em retrospectiva, podiam ter corrido muito mal. Sobretudo quando interagíamos com alguns dos modelos animais (havia uma ou outra flora mais desagradável mas simplesmente não se ligava).
A dificuldade é escolher a história... aquela das capturas de jacarés quando um levantou vôo pela floresta? ou quando outro jacaré ia entrando dentro da canoa? e aquela da tarântula que levámos para o barco e desapareceu a meio do percurso? e daquela vez em que tivemos de sair para a água e empurrar as canoas entre piranhas e ictiofauna menos simpática? Houve também aqueles ataques de peixes voadores. Ou quando subimos à árvore gigante de 30 metros. Também chegámos à conclusão que escaravelhos são muito mais fixes que a casa do Lula. Só não chegámos bem à conclusão se aquela cobra que desenhámos era realmente venenosa. Bem, mas quando fizemos snorkling, havia lá uma cobra coral, que proíbiram de apanhar. Assim como a jibóia, que não me deixaram sair do barco para a capturar. Depois houve aquele enxame de abelhas Trigona que tomou o pequeno-almoço conosco e lançou o pânico entre alguns. E a conversa mete-nojo de lavar crânios com Neoblanc gentil. E tantas histórias mais, sempre com uma dose saudável de insanidade, sem ligar muito aos conselhos médicos, porque tudo acaba sempre bem.
Nota: todas as uretras vieram intactas (pode-se fazer tudo, rebolar com jacarés, pegar em escorpiões, dar abraços a preguiças, levar dentadas de botos mas nunca fazer xixi dentro de água!)

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Amazon Chronicles #3 - A Fauna

Confesso que o meu interesse na viagem era a parte faunística e que o(s) meu(s) caderno(s) regressaram repletos de desenhos de bichos. A biodiversidade chega a ser estonteante, a cada passo na floresta saltam grilos, rãs, formigas e escorpiões; as árvores estão cheias de aves, embora a maioria seja ouvida e não vista; os rios albergam uma variedade tão incrível de peixes que chega a parecer irreal. Mas este não é o sítio para observar grandes mamíferos ou cenas National Geographic pois tudo se passa em múltiplos microcosmos que são abafados pela vegetação. A lista é interminável mas estes foram os meus preferidos:

As preguiças (Bradypus variegatus) foram a jóia da coroa de um dos dias.

Mas esta família de lontras-gigantes (Pteronura brasiliensis) foi mesmo o top.

Os botos (Inia geoffrensis) até nem foram dos encontros mais interessantes.

Se os jacarés (Caiman crocodilus) falassem, iam contar muitas histórias.


Também não deixou de ser uma perspectiva diferente ver espécies conhecidas noutro contexto. Aqui um Amazona amazonia.

E os peixes! Em forma, cor e tamanho intermináveis. Aqui uma das 70 e tal espécies de piranha.


Havia mais, muito mais. Tanto que nem dá para contar.

domingo, janeiro 10, 2010

Amazon Chronicles #2 - O espaço

As paisagens, senhores, os rios, a água branca, a água negra, a água boa, a floresta. E o pôr do Sol? E o nascer? As trovoadas e tempestades tropicais. E o céu, à noite? E os sons da floresta? E aqueles recantos num nó de uma raiz ou num banco de areia? Fica uma pequena amostra, a anos-luz do que é a realidade.

A nossa base de operações durante estas 2 semanas, o "Dorinha".




A estranha confluência do Rio Negro (à esquerda) e do Rio Solimões (à direita), que se juntam para formar o Baixo Amazonas, apesar de as águas correrem separadas ainda durante alguns Kms.



Paisagens fantásticas dos rios e seus afluentes...

... florestas...

... e no final de cada dia, um por-do-sol sempre diferente.

Amazon Chronicles #1

Esta longa ausência, que agora me parece mesmo curta, terminou quando o avião aterrou hoje de madrugada na Portela e me comecei a preparar para o choque cultural que aí vinha. É que, 2 semanas a navegar na Bacia do Amazonas, para além da experiência inesquecível que foi, proporciona material para alimentar qualquer blog durante meses.
Portanto, 15 dias depois, milhares de Kms de rio percorridos, desenhos, fotografias, percursos em diferentes florestas, a comida, as caipirinhas da dona Anete, o nascer e por do sol, a esmagadora biodiversidade, os botos, os tucuxis, os hoatzins, as lontras-gigantes, os jacarés, os peixes, as guaribas, os insectos, e também as plantas, as maiores árvores, cipós e palmeiras.
E claro, as pessoas, os episódios vividos, as surpresas em conhece-las melhor, tudo isso fez-me crescer enquanto indivíduo, quer quando os jacarés andam de mão em mão quer quando se subtraem folhas ao caderno de campo. Claro que houve momentos menos bons, mas esses ou foram transformados em caricaturas ou, espera-se, as águas do rio acabam por levar.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Está quase!!


Parece que só agora percebi que vou para aqui dentro de 2 dias.

Boas Festas!


Algures no Gerês (ou exemplo de uma foto vagamente natalícia)

sábado, dezembro 19, 2009

Impunidade

Se nas próximas semanas aparecer com insónias, pesadelos, alucinações, agressividade ou simplesmente psicótico. A culpa não é minha...

É do Mephaquim!!

domingo, dezembro 13, 2009

Manhã submersa

Amostra de aquário da Amazónia
No Aquário Vasco da Gama, num mini-encontro de desenho e que serviu para praticar um pouco o desenho à vista antes da grande maratona que terá início daqui a 2 semanas. Algumas fotos, alguns desenhos e a manhã passou num instante. Alguns peixes e anfíbios pouco saudáveis mas não estava lá para isso.

Acaba um caderno de campo...

Esboços de vegetação endémica dos Açores. A ver se para o ano passo das fotos para desenho à vista.

... mas é certo que começa outro logo a seguir.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Ó Elvas, ó Elvas...

Foi na basta planície alentejana, entre o cantar dos Phyllocopus ibericus, que passei os últimos 4 dias com colegas passarólogos, apaas e patos. Depois da aventura que foi conseguir terminar e imprimir o meu póster, que só não ganhou o primeiro prémio porque quis dar uma oportunidade aos outros concorrentes, foi chegar a Elvas e começar a somar livros, panfletos, almoços (recomenda-se a Adega Regional), jantares, conversas e mais mil e uma ideias para outros tantos projectos, rever algum pessoal, dormir umas sestas e por aí.
Só foi pena o nosso safari fotográfico ter sido tão pouco productivo (o que é queríamos àquela hora?) e ter regressado com uma constipação-gripe-ou-outra-porcaria-qualquer que o Dr Salinas andou a espalhar pelo Alentejo. Pânico também as movimentações políticas para me transformarem em mesa ou noutra peça de mobília.
Ah... e parece que também houve um congresso:
Ficam na memória, mas por razões diversas, as apresentações sobre as marinhas (apesar de as cagarras já começarem a enjoar um bocadinho), sobre a Macaronésia e o priolo, a do senhor que lhe ia dando a filocsera em palco, a das estradas e Tyto e a do Engole-malagueta, obviamente.
É de fazer ainda menção à bancada mais fixe do stand, a da apaa, certamente (há que dar alguma graxa).
Portanto, se não for pelos vírus e mucosidades que teimam em escorrer do meu nariz, o saldo foi bastante positivo.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Grande novidade...

Porque é que deixo sempre tudo para a última hora?????
Só falta terminar a introdução e as conclusões do poster - que bom, o computador acabou de bloquear - e imprimi-lo para estar pronto Sábado às 8h00, que é quando saio de Lisboa rumo a Elvas.
Não há maneira de aprender...