sábado, junho 28, 2008

Por fim, abrandar

Neste último mês acho que andei mesmo a testar os limites - não só os meus mas os de algumas pessoas que me rodeiam - e, apesar de ainda achar que consigo alcançar o Santo António, agora vai saber bem parar um pouco.
Esta última semana passou-se entre trabalho, pequenas escapadelas à beira-rio que sabem sempre a pouco, uma excelente introdução à gravura na Associação Água-Forte (e um grande bem-haja à Fátima por ter tido a paciência para nos aturar uma tarde inteira), o regresso a Elvas ou, se calhar mais correctamente a descida ao inferno de 5000º C à sombra (só aplacado ao fim de um longo e cansativo dia de trabalho campesino com umas rodadas de mines), a última aula de IC antes das férias e mais uma noite em claro a fazer powerpoints para uma palestra dada hoje de manhã.
Poder-se-ia dizer que não aprendi nada com o último mês mas não é verdade. Aprendi que, por mais que tente organizar-me, a minha gestão (ou seja lá o que se possa chamar) do tempo é mesmo assim e que, apesar das facadas nas horas de sono, consigo ir estando um pouco com toda a gente e em quase todos os sítios. A amizade e outros sentimentos prestam-se a estes sacrifícios.
Às vezes acho que tenho um coração tão grande mas tão grande que devo ter uma bruta cardiomiopatia dilatada.
Nota: a saída no zoo, as capturas de limícolas e as vampiragens a corujas e pernilongos já marcadas para esta semana, entre outros programas mirambolantes que entretanto surjam, atestam que não aprendi mesmo nada nas últimas semanas. Ou será mesmo assim?

3 comentários:

S. C. disse...

Parar é morrer, é o que a minha avó costuma dizer. :)

João Carvalho disse...

Só tens que tomar atenção às autoestradas porque aí até o abrandamento tem limites fixos...

^-^

fatimaferreira disse...

És um simpático. Tive um grande prazer em receber-vos na Água-Forte. : )